Renúncia, uma declaração incisiva de Jesus - Estudos Bíblicos

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Renúncia, uma declaração incisiva de Jesus

Teologia do Obreiro
RENÚNCIA, UMA DECLARAÇÃO INCISIVA DE JESUS
Mateus 16:24-27

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ENTÃO, DISSE JESUS AOS SEUS DISCÍPULOS: “Se alguém quiser vir após mim, renuncie-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz e siga-me; porque aquele que quiser salvar a sua vida perdê-la-á, e quem perder a sua vida por amor de mim achá-la-á. Pois que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua alma? Ou que dará o homem em recompensa da sua alma? Porque o Filho do Homem virá na glória de seu Pai, com os seus anjos; e, então, dará a cada um segundo as suas obras.”
 
COMENTÁRIO
 
Partindo deste princípio, eu particularmente entendo que neste mundo, em nada e sobre nada, tenho razão alguma. Toda razão pertence a Jesus Cristo e a ninguém mais. Jesus disse mais: - “Ouvistes que foi dito: Olho por olho e dente por dente. Eu, porém, vos digo que não resistais ao mal; mas, se qualquer te bater na face direita, oferece-lhe também a outra; e ao que quiser pleitear contigo e tirar-te a vestimenta, larga-lhe também a capa; e, se qualquer te obrigar a caminhar uma milha, vai com ele duas” (Mt 5:38-41).
 
E DISSE MAIS O SENHOR
 
"Ouvistes que foi dito: Amarás o teu próximo e aborrecerás o teu inimigo. Eu, porém, vos digo: Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem, para que sejais filhos do Pai que está nos céus; porque faz que o seu sol se levante sobre maus e bons e a chuva desça sobre justos e injustos. Pois, se amardes os que vos amam, que galardão tereis? Não fazem os publicanos também o mesmo? E, se saudardes unicamente os vossos irmãos, que fazeis de mais? Não fazem os publicanos também assim?" - (Mt 5:43-47).
 
FORASTEIROS
 
Em terra dos outros a pessoa tem que se adequar: à língua, aos costumes, a tudo, ou então, embarcar de volta para sua terra natal. Nós vivemos em um mundo que não é nosso. Paulo disse que o Deus deste século, deste sistema atual, deste mundo, cegou as pessoas para que elas não possam ver a luz do evangelho da glória de Cristo. Para que elas estejam cegas no que diz respeito ao Reino de Deus - (2Co:4-4).
 
CONSIDERAÇÕES DO APÓSTOLO PEDRO
 
Amados, peço-vos, como a peregrinos e forasteiros, que vos abstenhais das concupiscências carnais, que combatem contra a alma,   tendo o vosso viver honesto entre os gentios, para que, naquilo em que falam mal de vós, como de malfeitores, glorifiquem a  Deus no Dia da visitação, pelas boas obras que em vós observem – (1Pe 2:11-12). Nesse texto, Pedro inicia mais uma série de exortações. Anteriormente (1Pe 1:13; 2:10), ele havia revelado preocupação quanto ao relacionamento dos crentes com Cristo e uns para com os outros. Nessa série (1Pe 2:11—4:6), ele está preocupado com as relações com o mundo lá fora. Essa exortação preliminarmente adverte que existem concupiscências carnais, que combatem vorazmente contra a alma (1 Pe 2:11; 1Pe 5:8). Wesley, fala da sua moradia em uma casa (o corpo) estrangeira e de serem peregrinos em um país  estrangeiro (este mundo). Portanto, eles devem abster-se de tudo que seja natural nessa casa estrangeira onde habitam temporariamente ou nesse país pelo qual estão passando. Não devemos concluir que o corpo (ou a vida humana) na terra é essencialmente mau. Eles se tornam maus à medida em que entram em conflito com a vontade de Deus pela alma.

Os cristãos foram difamados e maltratados porque recusaram-se a adorar os deuses pagãos e a participar de festas carnais a ídolos. Pedro diz que eles deveriam evitar cuidadosamente tudo que prejudicasse o corpo, atrapalhasse o desenvolvimento da alma, destruísse o amor mutuo ou enfraquecesse seu testemunho cristão. O seu viver (vida inteira) deve ser honesto entre os gentios (12), sendo aprovados pelas suas virtudes do julgamento moral mesmo por parte dos não-cristãos. Muito antes da era cristã, Platão escreveu acerca “da batalha imortal entre o certo e o errado.” Apesar das calúnias e difamações acusando os cristãos de malfeitores, uma investigação cuidadosa da sua vida e caráter convenceria seus detratores da coerência cristã e poderia levar os gentios (pagãos) a crer em Cristo. Em todo caso, a honestidade os obrigaria a glorificar e engrandecer o Deus dos cristãos, segundo quem eles moldavam a sua conduta.
 
A RECOMPENSA
 
Embora os cristãos sejam peregrinos e forasteiros neste mundo - abnegados, seguem no caminho que os leva aos céus. Os autóctones que radicados nessa pátria (terra), e que, não se submetem a Jesus, renunciando este mundo com todos os prazeres que aqui são oferecidos pelo deus deste século, jamais terá o vislumbre de um lugar melhor e mais feliz (no céu). Preparado por Jesus, com tanto sacrifício, para todos quantos o aceitarem como Salvador das suas almas. Vale a pena abandonar este mundo (século) e abraçar o direito que temos de entrar na cidade santa pelas portas. Toda nossa razão e nosso direito se conclui plenamente quando com a Igreja formos arrebatados ao Céu.
 
CONCLUSÃO
 
Entre todas as coisas que temos que vencer para confirmar nossa renúncia a Jesus - a mais difícil somos nós mesmos - com nosso ego, nossa razão, nosso raciocínio, nosso ponto de vista radical. O homem justo, não quer dizer que seja durão, irredutível, inflexível e odiento. Que condena o seu pastor por tratar com carinho o irmão mais fraco que arrependido tenha confessado seu pecado.
 
Indivíduo que, quando encontra uma brecha na lei contra seu semelhante vai às últimas instâncias, e celebra com alegria quando o deixa sem camisa. Pior é que muitos destes conseguem regularizar seus status como ministros, e sai por aí exercendo a função de pastor, fazendo do seu gabinete um confessionário. Brigando para ser aclamado por todos, mas, sem renúncia a favor dos seus semelhantes e consequentemente a Cristo e às vezes até mesmo à sua esposa com a qual não comunga.

 
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Jorge Albertacci
Pr. Emérito da Catedral das Assembleias de Deus do Retiro.
Vinculado às Convenções:
CONFRADERJ e CGADB
 
 
 
 
 
 
 
 

 
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