Nos Moldes da Igreja Primitiva - Estudos Bíblicos

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Nos Moldes da Igreja Primitiva

Evangelismo e Missões
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Texto Bíblico

Atos 4:17-22

"Mas, para que não se divulgue mais entre o povo, ameacemo-los para que não falem mais nesse nome a homem algum. E, chamando-os, disseram-lhes que absolutamente não falassem, nem ensinassem, no nome de Jesus.  Respondendo, porém, Pedro e João, lhes disseram: Julgai vós se é justo, diante de Deus, ouvir-vos antes a vós do que a Deus; Porque não podemos deixar de falar do que temos visto e ouvido. Mas eles ainda os ameaçaram mais e, não achando motivo para os castigar, deixaram-nos ir, por causa do povo; porque todos glorificavam a Deus pelo que acontecera;  Pois tinha mais de quarenta anos o homem em quem se operara aquele milagre de saúde."

INTRODUÇÃO

Desde os primeiros dias da minha conversão a Cristo, fui impulsionado pelo Espírito Santo ao trabalho de evangelismo pessoal. Criado no interior dos estados do Espírito Santo e Paraná, fui convertido na década de 50, quando as coisas não eram tão fáceis assim como são hoje, e do outro lado, eu não tinha nenhuma experiência teológica ou secular para interagir com as pessoas, a não ser as que eu havia aprendido no dia a dia com os irmãos que trabalhavam comigo na lavoura. Claro que os meus pais, Romualdo Albertacci e Luzia da Veiga Albertassi dentro de um regime, segundo a vontade de Deus. Não somente a mim, mas, o meu irmão João e minhas oito irmãs - ao todo, somos dez! Graças a Deus!

APOIAMENTO

Mas, Deus que tem os Seus desígnios; dentro daquela ingenuidade me levou a começar a Obra de Evangelização com literaturas, comecei sob a égide do Pastor Camilo José Peclat, e em seguida do então Presbítero José Israel do Nascimento, dirigente da Assembléia de Deus em Santa Izabel do Ivaí, estado do Paraná, cujo Presidente era o Pastor Epaminondas José da Neves, da Assembleia de Deus em Paranavaí, visto que o Campo de Santa Isabel do Ivaí estava filiado àquela Igreja. A partir do mês de março do ano de 1963 passei a receber o apio do Pastor Luiz Albertassi Sobrinho, na cidade de Volta Redonda - Rio de Janeiro.

Hoje, o Pastor José Israel do Nascimento é o Presidente da Assembleia de Deus em Telêmaco Borba, no mesmo estado. Inicialmente o material que eu usava para evangelização era simplesmente folhetos e como o resultado era bom, passei a evangelizar também com livros; Âncora da Alma, A Maior Reunião de Todos Tempos; O Testemunho da Fé; O Impacto; Esforça-te para Ganhar Almas; Harpa Cristã; Bíblias, Revistas e outros.

Essas literaturas para mim eram VIVAS, e realmente eram, em cada título uma inspiração do Santo Espírito de Deus e uma motivação a mais para eu nunca parar. Tanto contribuíam para levar os pecadores para a Igreja, como edificava àqueles que já eram convertidos, e a cada literatura distribuída minha fé também era edificada.

Eu fazia essa distribuição aos transeuntes, por onde eu passava, parava as charretes que conduziam as famílias à cidade e eles com carinho recebiam minha literatura, parava as pessoas de bicicletas, meninos, homens e senhoras, muitas vezes eu abordava família inteira pelas arenosas e empoeiradas estradas do extremo noroeste do Paraná. Nessa época, era comum caminhão transportar passageiros e um a um recebiam nossa literatura. Quando viajava de ônibus a distribuição era feita com uma alegria maior porque podia ver os passageiros ler a literatura e em seguida guardá-las com carinho.

Nunca sofri uma decepção! Sempre era correspondido com um sorriso agradável. Com isso o então Presbítero, José Israel do Nascimento reconheceu o meu trabalho perante a Igreja em Santa Izabel do Ivaí, denominando-me de Evangelizador. Fiquei embevecido com a ideia do Pastor, e o mais engraçado é que nunca vi outra pessoa com esse ministério!

A EVANGELIZAÇÃO NO LIVRO DE ATOS DOS APÓSTOLOS

No Livro de Atos havia apenas dois tipos de evangelismo, a saber, evangelismo pessoal, e evangelismo em massa. Mas, dentro de pouco tempo depois da morte dos apóstolos, a controvérsia teológica usurpou o lugar da conquista agressiva de almas para o Reino de Deus, e em consequência disso o resultado foi a apostasia, o desleixo. Ao chegar o IV século, com ascensão de Constantino ao poder, como imperador romano,  a Idade das Trevas já havia começado. Sendo implantado a partir daí a inversão dos valores, os líderes inescrupulosos da igreja passaram a valorizar as propriedades de muitas terras, ao poder humano de indivíduos sem conversão a Cristo que vinham para a igreja somente com a finalidade de lavar não as suas almas, mas, suas riquezas de procedência escusas. E esses indivíduos eram inseridos sem se converterem, sem passarem pelo batismo, no colégio clerical.  Somente a partir do século dezoito que o evangelismo em massa começou a reaparecer comandado por Wesley, mas, o evangelismo pessoal, conforme era praticado pela Igreja Primitiva, não foi ainda redescoberto com a paixão central propulsora da Igreja Cristã.

O CONTRASENSO

À partir da década de 1980 do século XXI uma nova geração de evangelistas começou a surgir, alterando a partir de então a forma de buscar os perdidos lá fora. Esta geração evangeliza a Igreja, as salas de aulas teológicas, os púlpitos, as congregações, as casas dos crentes, uma reunião e outra da Igreja, mas, não o mundo. Isto é simplesmente incrível! O edifício da Igreja tornou-se a área mais segregada na terra - o local onde grupos denominacionais se reúnem e ministram a si mesmos em isolamento.

LONGE DE CHEGAREM A UM ACORDO

Os crentes se encontram enclausurados e tradicionalmente fixos dentro de um grupo de frases cuidadosamente elaboradas que chamamos de nossa Declaração Doutrinária. Fora desse conceito humano tudo é anátema, e com isso a evangelização sofre detrimento, visto que, o ponto de vista humano deve ser observado minuciosamente, respeitando os paradigmas, e partindo desse princípio a evangelização na forma da Igreja Primitiva não dá para ser levada a efeito, porque são tantos esses princípios formais que não há lugar para a genuína evangelização. 

FAZENDO COM O CORPO DE CRISTO O QUE NÃO CONSEGUIRAM FAZER COM SUA TÚNICA

Como se não bastasse, os obreiros que deveriam coadjuvar o pastor presidente da Igreja Local, pois para isto é que foram separados, ficam cada um formando projetos e mais projetos, mas que, nunca chegam a um consenso, porque são muitas cabeças a pensar, e a loucura para que cada um faça prevacer o seu, acabam abandonando a forma multiplicadora e adotando a divisão. Divisão, mas, sempre explorando os lugares onde já há Igrejas plantadas, onde já tem um povo fiél à Igreja e nunca nos lugares onde realmente há necessidade, porque o instinto evangelístico, o espírito de evangelização nunca fez parte dos projetos dos que lideram a divisão. Reuniões e mais reuniões, assembleias e mais assembleias, mas, a evangelização lá onde os pecadores estão, na forma adotada pela Igreja Primitiva jamais constam das pautas destas.

RECURSOS

Nunca tive dificuldades para desempenhar o ministério de evangelizador, e nunca me faltou recurso para adquirir as literaturas necessárias. Deus sempre me supriu delas. Deus chama, Deus capacita! Deus chama e o Espírito Santo impulsiona! Deus chama, Jesus provê as necessidades de cada dia"

TRABALHANDO NA LAVOURA 

Outro ministério que Deus me confiou, foi o da música. Tive o privilégio de aprender música junto com o Pastor José Israel do Nascimento na Igreja por ele dirigida com o professor, Maestro Olívio Matozo. Assim como, as coisas são realçadas com um enfeite, a música não veio como um substitutivo, mas veio para complementar o evangelismo pessoal que fazíamos. As músicas que executávamos com os metais na banda, nos quartetos e corais impeliam os pecadores para o edifício da Igreja. Facilmente eles vinham atraídos pelos hinos de Deus e se convertiam. Eram novos músicos e novos coristas se ingressando para conquistarem outros para Cristo. Nessa época havia nas Igrejas muitos crentes que haviam entrado pela primeira vez na Igreja pelo ouvir a execução de um hino para o Senhor. As músicas eram suáveis, atrativas e enternecedoras, o Espírito Santo operava e o pecador não resistia. 

UMA EXPERIÊNCIA INUSITADA 

Os crentes que vem ao Senhor através da música, normalmente são afáveis, mansos e facilmente choram na presença do Senhor.  Nossa insistência sempre foi acirrada para alistar homens e mulheres para o edifício da Igreja na expectativa de que lá eles se decidiriam aos pés de Cristo, e isso sempre foi um estimulante para os  que já frequentavam a Igreja. Mas temos esquecido do mais importante, é que, aproximadamente 90% (estimativa minha) dos pecadores jamais entrarão numa Igreja, portanto eles nunca poderão ser ganhos para Cristo. Ficamos entusiasmados com a presença de uma pessoa importante, da alta sociedade, quando essa adentra os átrios do Senhor, e as vezes até lhe oferecemos uma bonita Bíblia de Estudo, mas, os outros milhões se virem não terão essa deferência.

A INVERSÃO DOS VALORES

É comum nós invertermos as coisas, não é a classe, as diferentes sociedades, a Igreja, depois Cristo. Em tudo, Cristo deve estar em primeiro lugar, depois a Igreja. Essa falha predomina na Igreja de hoje, a falta de incentivar e ensinar os crentes a ganhar almas para Cristo - mas, ganhá-las lá onde elas estão, na fábrica, no comércio, no parque, nas ruas, nos lares, nas escolas, nas faculdades.

A conquista pessoal de almas desenclausura o leigo e leva-o para fora da Igreja, o qual deixa de ser um mero "ouvinte da Palavra." De repente ele entra na arena e torna-se um "pregador da Palavra". Um reavivamento de evangelismo pessoal desperta em sua vida que ela jamais irá se conformar a ficar dentro do prédio da Igreja, às vezes até perturbando a administração. Espírito do cristianismo do Novo Testamento, modifica sua vida de forma sobrenatural. 

DE ACORDO COM O NOVO TESTEMANTO

A Igreja de Cristo nasceu num esplendor de conquista pessoal de almas, uma operação de casa em casa e de face a face. Assim, os milagres acontecem automaticamente, é um processo normal, porque o trabalho está sendo feito de forma correta. Quando os paradigmas são quebrados; o eu sei tudo é jogado por terra; com isso os talentos são evidenciados; as coisas não acontecem como eventualidade, é o normal a visitação do Espírito de Deus e a conversão dos pecadores. O crescimento da Igreja, sempre foi, é e será através do evangelismo pessoal. É importante notar que entre os maiores sermões pregados por Jesus, destacam-se, o pregado a Nicodemos, e a Mulher samaritana. Felipe fez uma viagem missionária ao deserto e lá, para uma alma somente pregou o seu maior sermão (At 8:26-39). Anos mais tarde, quando missionários cruzaram o deserto, entrando na Etiópia perceberam que o país inteiro havia sido aberto ao Evangelho, pelo resultado do testemunho de "UM" individuo.  Paulo expôs um dos seus maiores e persuasivo sermão a um indivíduo, Félix, o governador, e quase o convenceu a tornar-se um crente em Cristo.

A FALTA DE SUBMISSÃO AO ESPÍRITO DE DEUS

Há na verdade muitos crentes bons, realmente convertidos, honestos, sedentos por fazer a obra do Senhor, mas, têm dificuldades em encontrar a ponta do fio da meada, por onde começar, ficam envolvidos em um emaranhado de reuniões, protocolos e procedimentos, catalogação disso e daquilo que quando chegam a fazer alguma coisa, faz o que não representa 5% de sua capacidade. Enquanto isso, lá fora no meio dos pecadores o diabo, implacável não dá trégua, promovendo as maiores crueldades; roubando, matando e destruindo. Até quando ficaremos assim?

Jesus escolheu homens de negócio, operários, pescadores, cobradores de impostos para serem Suas testemunhas e no dia de Pentecoste, 120 indivíduos de todos os tipos foram cheios com o Espírito Santo, para serem testemunhas (At 1:8; 2:4). Eles não eram profissionais, e nem sacerdotes com diplomas. Em seguida, a perseguição obrigou os crentes primitivos a se espalharem para FORA DE JERUSALÉM. Somente os apóstolos permaneceram. Mas os que andavam dispersos iam por toda a parte anunciando a Palavra. E quem foram os dispersos? Os dispersos foram os leigos e não os apóstolos. Os leigos iam por toda a parte, anunciando a Palavra (At 8:4). O primeiro mártir, Estevão, poderoso, mas era leigo, não tinha diplomas. O primeiro evangelista, Felipe, era leigo também. É Bom ressaltar que a Igreja verdadeira é um movimento leigo, formado por pessoas em sua maioria simples. Não é uma organização repleta de pastores, doutores, evangelistas, sacerdotes e profetas.

Ah! Pastor, eu sei que Deus tem um ministério comigo, mas, não sei para quando e para onde, SÓ SEI QUE NÃO SERÁ AQUI. Deus colocou você para estar exatamente onde você está, para ser um representante, um embaixador dele onde Ele te colocou. Entenda isso. Um dia Deus pode precisar de você na China, e se isso acontecer você irá para a China, e não para o Japão, e também não permitirá que você fique onde você está, porque Ele, Deus, precisa de você na China. Mas enquanto isso, Ele precisa de você exatamente onde Ele te colocou. Deus não coloca ninguém no lugar errado. Se as portas se fecharem para você onde Deus te colocou, certamente ela estará fechada em todos os demais lugares do mundo. Deus tem Seus ganhadores de almas para serem usados como Ele quer, e Ele coloca cada um em seu devido lugar. Uns Ele coloca para testemunhar desempenhando a profissão de médico, outros, de advogado, outros de lavrador, outros de construtor, outros carcereiro, outros de coveiro, outros de comerciário e etc. 

OS RECURSOS QUE DEUS DÁ

Para uns Ele dá Estação de Rádio, para outros de Televisão, para outros um Jornal, para outros uma Revista e etc. Se Ele te deu um veículo de comunicação desse, honre-o, mas, se Ele te deu somente voz para falar, fale, mas fale onde Ele te tem colocado. Defenda o Reino de Deus, seja um ganhador de almas. Enquanto uns brigam em defesa do nome ou da placa da sua religião, de quando ou por quem foi fundada, você prega que Jesus é o único fundador da Igreja, você defenda o nome de Jesus.

ACEITANDO A ORIENTAÇÃO

Uma experiência do evangelista T. L. Osborn: - uma senhora que era membro fiel de uma Igreja caiu em profundo pecado com um homem casado. O pecado foi descoberto e ela ficou envergonha. Ela deixou a Igreja e pretendia nunca mais voltar lá. O grupo de senhoras se reuniu e orou por ela, e delegou uma irmã do grupo para ir achar a sua irmã caída. Esse era o Espírito do Bom Pastor operando dentro daquelas irmãs (Mt 18:11-12). O dia inteiro a irmã procurou a mulher caída mas não pode encontrá-la. Cedo no dia seguinte ela saiu novamente e achou a mulher ao meio dia, envergonhada e sozinha. Eu jamais voltarei, disse a mulher caída. Mas nós queremos que você venha! Assegurou-lhe a irmã. As mulheres me querem? A caída perguntou; a irmã lhe responde: - sim elas te querem, mandaram lhe procurar; nós queremos você.  A mulher caída voltou, e começou a orar fervorosamente e recebeu o perdão maravilhoso de Cristo! Isso aconteceu porque uma mulher crente fez o que Cristo queria que fosse feito. Ela permitiu que Cristo procurasse a perdida que tinha se afastado do rebanho - Ele fez isso através dela. Isso é cristianismo.  O plano de Deus é usar muitas pessoas nesse ministério de evangelização pessoal, mas as dificuldades são tantas! Falta de tempo, falta de dinheiro, falta de roupa, falta de calçado, falta de companhia, falta de condução, falta de ser escalado, falta de tudo. Mas se não fosse a falta de compromisso com a obra de Deus, as cidades estariam abarrotadas de ganhadores de almas para Cristo.

LANÇANDO-ME À OBRA

Com o a chegada do ministério da música em minha vida, o evangelismo pessoal tomou uma nova dimensão, porque atraídos pela música os pecadores vinham a nós, nas praças, nas casas, nos sítios, nas fazendas, nos pontos de pregação e por fim na Igreja.  Lembro-me das madrugadas pelas ruas de Santa Izabel do Ivaí, passávamos por muitas delas. Como era bonito as janelas se abrirem enquanto passávamos tocando os hinos de Deus! À frente, nosso maestro, Olívio Matozzo, atrás os demais músicos e junto, o nosso líder, o então Presbítero, José Israel do Nascimento, com seu Bombardino, como que estivesse jogando pétalas sobre os demais músicos.  Nunca alguém reclamou de nós, cada um procurava estar mais perto dos músicos.

Esse foi o momento em que o meu líder passou a me escalar para dirigir cultos em lugares distantes, e como não medíamos esforços para a obra do Senhor, agora em uma dimensão maior. De uma maneira ou de outra Deus me levava ao local do culto. Nunca faltei e nem cheguei atrasado. Hoje fico a pensar, eu era missionário e não sabia. Graças a Deus os frutos estão espalhados pelo estado do Paraná, de onde vez por outra alguém me liga, dizendo hoje sou Presbítero; estou ainda firme com Jesus (...). Muito me alegro quando contatam comigo. 

Certa noite, na fazenda do senhor Tadashi, em um lugar denominado de Pé de Galinha, onde havia um ponto de culto, parece-me que semanal, na casa da irmã Sebastiana, ao fazer o apelo sua filha Tereza veio à frente chorando, senti naquela hora Deus aprovando Seu ministério em na minha vida.

COM O PASTOR LUIZ ALBERTASSI EM CASTELO - ES

Na década de 60 já casado passamos aproximadamente dois anos na cidade de Castelo, Estado do Espírito Santo (outra vez no estado do Espírito Santo) cooperando com o Pastor Luiz Albertassi Sobrinho, esse parecia ter o ministério da "loucura da pregação" o modo de evangelismo dele não era muito conhecido entre os evangelistas, eu o denomino de "evangelismo de arrastão" Ele tinha esse talento, fazer um movimento com a banda de música, ou mesmo ele só, pelas ruas da cidade e em seguida após uma eloquente pregação arrastar todos para o edifício da Igreja. 

PASTOR LUIZ ALBERTASSI, O PESCADOR DE ARRASTÃO

Ele não perdia tempo com nada, ele fazia muitas reuniões, ele era o campeão de reuniões, mas sempre nas praças públicas, no meio dos pecadores, as literaturas que ele distribuía era sempre a Bíblia mesmo. Nesse pequeno período, foram desbravadas, Castelo, Itaoca, Conceição do Castelo, Venda Nova do Imigrante, Ribeirão do Meio, Forno Grande, Aracuí, Condurú, Alto da Boa Vista e São João. Nunca fiquei sabendo que ele alguma vez pregou em grandes congressos – capacidade para isto ele tinha, mas, ele sempre preferiu pregar lá fora onde os pecadores estão.

CONCLUSÃO

Finalmente, na década de 70, como regente de coral, tornei-me sócio da Sociedade Brasileira de Folhetos, de onde recebia minha cota mensal, além dos que vinham de outras editoras, nunca deixei sobrar 01 (um) exemplar, porque na minha cabeça, um folheto pode representar uma alma a mais nos pés do Senhor. Comprar folheto com o dinheiro dos outros é muito fácil, sempre comprei com os recursos que Deus me deu. Recebi alguns de Pretória, África do Sul, esses vinham gratuitos. 

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Por Pr. Jorge Albertacci

NOTAS: Terense L. Osborn 
 Conquistando Almas Lá Fora Onde Os Pecadores Estão.

Volta Redonda, 24 de fevereiro de 2006 

 
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