Chorem os Ministros do Senhor - Estudos Bíblicos

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Chorem os Ministros do Senhor

Esboços
Chorem os Ministros do Senhor Entre o Alpendre e o Altar (Joel 2:12-17)

1. Joel profetizou em uma época de inflicção do juízo de Deus sobre os filhos de Israel (Jl 1:4). A transgressão fez com que o devorador entrasse em ação contra a lavoura do povo de Deus.

- O que ficou da lagarta, o comeu o gafanhoto, e o que ficou do gafanhoto, o comeu a locusta, e o que ficou da locusta, o comeu o pulgão.

2. A Falta de Oferta na Casa de Deus (Jl 1:9)

– Com a falta do trigo e do mosto, eles não tinham como ofertar, e isto lhes cortou a comunhão com Deus. Provocou calamidades – e a comprovação de que Deus havia rejeitado o Seu povo e consequentemente aplicar o Seu Juízo sobre eles.

3. A Seca era Simplesmente Devastadora (Jl 1:11-12)

- Os lavradores se envergonham, os vinhateiros gemem sobre o trigo e sobre a cevada; porque a colheita do campo pereceu. A vide se secou, a figueira se murchou; a romeira também, e a palmeira, e a macieira; todas as árvores do campo se secaram, e a alegria se secou entre os filhos dos homens.

4. A Solução Agora Estava nos Ministros do Senhor (Jl 1:13-14).

- Cingi-vos e lamentai-vos, sacerdotes; gemei, ministros do altar; entrai e passai, vestidos de panos de saco, durante a noite, ministros do meu Deus; porque a oferta de manjares e a libação cortadas foram da Casa de vosso Deus. Santificai um jejum, apregoai um dia de proibição, congregai os anciãos e todos os moradores desta terra, na Casa do SENHOR, vosso Deus, e clamai ao SENHOR.

O momento não era para o povo ficar se autojustificando, como ainda hoje é muito comum, quando os crentes entram em desespero, disparam a orar, mas, como cobradores de Deus, e pejorativamente dizendo: coloquei Deus à prova. E mais, dizendo: Senhor eu não aceito essa situação. Dando inclusive prazo para Deus resolver! O momento na verdade era para eles se humilharem diante de Deus com jejum e oração, submetendo todos os seus rogos à Sua Santa vontade, assim na terra como no céu. Deus atende os rogos dos que gemem, choram, se arrependem, se humilham, procuram concertar suas vidas diante Dele. Deus exalta os humildes, mas humilha os exaltados (Lucas 14:11; Filipenses 2: 1-11).

5. Outra coisa, era para os Ministros convocarem o Povo: A primeira buzina era um alarme, um soar de alerta e a segunda, seria para convocar o povo ao arrependimento, à santificação, à humilhação (Jl 2:1, 15).

Essa era a hora deles se reunirem; se ajuntarem e na Congregação:  Congregai o povo, santificai a congregação, ajuntai os anciãos, congregai os filhinhos e os que mamam; saia o noivo da sua recâmara, e a noiva, do seu tálamo.

6. Antes os Ministros teriam que chorar e cingir-se de saco, para cair na graça do povo (Jl 2:16)

7. Trazendo para a atualidade, não há diferença.

Só que hoje para se cair na graça do povo é necessário manter na doutrina dos Apóstolos. O termo cair, usado neste texto, não significar cair deitado no chão por um auto sugestão, sem uma ação espontânea do Espírito de Deus (At 2:47)

8. A nova geração não conhece a santidade, é duro dizer, mas, não conhece mesmo. A santidade pregada por uma nova safra de Ministros que tem aparecido, a princípio chama a atenção de muita gente, mas, dentro de pouco tempo, passa a afugentar os crentes e com isto vem a falta de elementos para a oferta e sacrifício. Perigo iminente!

9. Hoje as Igrejas não aceitam os Ministros com o respeito devido, e pior que isto, é que em sua maioria, esses Ministros não fazem jus ao respeito! E isto está se tornando insustentável – Vamos chorar entre o Alpendre e o Altar!

10. Porque isto é uma artimanha do diabo: cada Obreiro é uma provisão divina para a Igreja, pelo menos, é o que deveria ser (Ef 4:11; 1Tm 5:1). Mas, muitos assim como Judas Iscariotes, que foram escolhidos pelo Senhor, estão também se auto inserindo na qualificação feita por Jesus em João 6:70.

- Há ainda os que sobre o pretexto de serem “Ministros do Evangelho” se entregam ao luxo, das viagens caríssimas, dos carrões, dos passeios sem misericórdia dos desgraçados que estão sempre sob à mesa, à espera de uma migalha. E mas: causando escândalo, fazendo do que chamam de igreja, um alto negócio para subtrair dinheiro do povo já tão sofrido com a política brasileira.

11. Jl 2:15 – Chorar no Templo entre o Alpendre e o Altar das ofertas queimadas colocaria os Ministros à porta do santuário! Muito sugestivo esse lugar, porque era exatamente onde a presença de Deus estava entronizada, nesse local os sacerdotes como mediadores intercediam com lágrimas pelo povo.

12. Deus disse ao povo que se voltassem para Ele enquanto ainda era tempo, pois muito breve a destruição sobreviria a todos.

- O tempo também se esgota para nós. Pelo fato de não sabermos quando nossa vida terminará, devemos obedecer e confiar em Deus enquanto podemos faze-lo. Não deixemos que algo nos impeça de buscar a Deus.

13. Muitas vezes, o rasgar as vestes era sinal de que a pessoa sentia um profundo remorso.

- Mas, Deus não queria simplesmente uma demonstração exterior de penitência que não estivesse acompanhado do arrependimento interior. O Fruto do Espírito sempre foi imprescindível (1Sm 16:7; Mt 23:1-36). Certifique-se de sua atitude perante Deus, se estão corretas, e não apenas ações exteriores, com os filactérios farisaicos dos dias de Jesus (Mt 23:5)

14. Joel, em seu profetizar, atingiu um ponto crucial – deixando de aludir sobre o derramamento do Juízo de Deus, passando, “abruptamente” a profetizar sobre o derramamento de Sua bênção e de Suas misericórdias.

- O que somente aconteceria se as pessoas começassem a viver em conformidade com a vontade de Deus, isto é. Abandonassem seus pecados. Onde há arrependimento, existe misericórdia.

Após o Choro vem a promessa de fartura (Jl 2:18-27) E a promessa futura, é para a Igreja dos nossos dias (Jl2:28-32).

Pr. Jorge Albertacci
Volta Redonda – Rio de Janeiro


 
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