No Caminho Certo Para a Bênção de Deus - Estudos Bíblicos

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No Caminho Certo Para a Bênção de Deus

Estudos Bíblicos III
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QUE LIÇÃO NOS OFERECE O SENHOR!

Mateus 18:20

“Por que onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles”

INTRODUÇÃO

Partindo do raciocínio indicado por Jesus no versículo supracitado podemos entender o desejo maior do seu coração, que é o de manter juntos os Seus santos.
 
O DESEJO DO CORAÇÃO DO SENHOR

Ele tinha em mente um Novo Dia, em que ainda que em um nível superior ao que o mortal possa entender, estivesse com os Seus.

O ACORDO

Desta união dependia a bênção, ou a resposta da oração de cada um deles. Subentendemos também, que, segundo Sua declaração, um acordo sincero entre dois ou três irmãos, reunidos em Seu nome é mais poderoso do que qualquer acordo, ainda que, feito por uma nação inteira de forma superficial.  Este é um assunto que pelo menos deveria ser considerado por todos os servos do Senhor, e que fora reiterado de forma clara, por Ele mesmo, em Mateus 18:19: - “Também vos digo que, se dois de vós concordarem na terra acerca de qualquer coisa que pedirem, isso lhes será feito por meu Pai, que está nos céus.”

NOS DIZERES DE SALOMÃO

Veja uma forte referência sobre o estar juntos, nas palavras do grande sábio Salomão, em Eclesiastes 4:9-12: - “Melhor é serem dois do que um, porque têm melhor paga do seu trabalho. Porque, se um cair, o outro levanta o seu companheiro; mas ai do que estiver só; pois, caindo, não haverá outro que o levante. Também se dois dormirem juntos, eles se aquentarão; mas um só como se aquentará? E, se alguém quiser prevalecer contra um, os dois lhe resistirão; e o cordão de três dobras não se quebra tão depressa.”
 
MOTIVO DESTAS RECOMENDAÇÕES

A maior dificuldade dos que lideram sobre o povo de Deus, é mantê-los juntos, em uma só fé, um só pensamento, crendo em um só Deus, tendo um só ponto de vista, um só raciocínio – tendo tudo em comum.

NO DIA DE PENTECOSTES

Nesse memorável dia para a Igreja do Senhor, somente foram abençoados os que permaneceram juntos e no mesmo lugar. Como ovelhas que são os servos do Senhor Jesus, jamais poderão desprezar o instinto gregário que é próprio do gado ovelhum (ovelhas). As ovelhas não se separam uma da outra, mas, se mantêm sempre juntas, no curral, ou seguindo o pastor para o pastoreio.

INCOERÊNCIA

Há um ditado popular que afirma que toda unanimidade é burra e que a oposição deve fazer parte em todos os meios da sociedade, para que haja bom juízo nos tratados. Todavia, quando se trata de política secular, para que cheguem ao assentimento comum é necessário que haja discussão das partes. Diferente desta afirmação, a palavra de Deus orienta a todos quantos o seguem e Paulo falou sobre este assunto em sua carta aos Efésios 4:1-7: Rogo-vos, pois, eu, o prisioneiro no Senhor, que andeis de modo digno da vocação a que fostes chamados, com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor, esforçando-vos diligentemente por preservar a unidade do Espírito no vínculo da paz; há somente um corpo e um Espírito, como também fostes chamados numa só esperança da vossa vocação; há um só Senhor, uma só fé, um só batismo; um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, age por meio de todos e está em todos. E a graça foi concedida a cada um de nós segundo a proporção do dom de Cristo.

QUANDO HÁ UNIÃO ENTRE OS CRENTES
 
Em Atos 2:1-4, 41-47 lemos que: ao cumprir-se o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar; de repente, veio do céu um som, como de um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam assentados. E apareceram, distribuídas entre eles, línguas, como de fogo, e pousou uma sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e passaram a falar em outras línguas, segundo o Espírito lhes concedia que falassem.  Então, os que lhe aceitaram a palavra foram batizados, havendo um acréscimo naquele dia de quase três mil pessoas. E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações.  Em cada alma havia temor; e muitos prodígios e sinais eram feitos por intermédio dos apóstolos. Todos os que creram estavam juntos e tinham tudo em comum. Vendiam as suas propriedades e bens, distribuindo o produto entre todos, à medida que alguém tinha necessidade.  Diariamente perseveravam unânimes no templo, partiam pão de casa em casa e tomavam as suas refeições com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus e contando com a simpatia de todo o povo. Enquanto isso, acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos. (Atos 2:41-47).  Quando lemos Mateus 18:18-19, encontramos o próprio Senhor orientando aos Seus discípulos preparar para estarem ligados a Ele: “Em verdade vos digo que tudo o que ligardes na terra terá sido ligado nos céus, e tudo o que desligardes na terra terá sido desligado nos céus. Em verdade também vos digo que, se dois dentre vós, sobre a terra, concordarem a respeito de qualquer coisa que, porventura, pedirem, ser-lhes-á concedida por meu Pai, que está nos céus.”
 
 COERÊNCIA

A Palavra afirma em Atos 4:34 que não havia necessitado algum entre eles! Não havia pessoas necessitadas! Isto é fácil de entender: por quê diferente de nós, antes deles olharem para a falhas das pessoas, eles atentavam para a necessidade de cada uma delas. Olhemos para as necessidades dos nossos semelhantes, porque, sendo assim, podemos indicar Jesus a todos.
 
Jesus Cristo é a cabeça do corpo que é a sua Igreja: 1Coríntios 12:27: “Porque assim como em um corpo temos muitos membros, e nem todos os membros têm a mesma operação, assim nós, que somos muitos, somos um só corpo em Cristo, mas individualmente somos membros uns dos outros” (Romanos 12:4-5). Outras passagens, como 1 Coríntios 12 e Efésios 4, enfatizam a mesma verdade. Cremos na Igreja, que é o corpo de Cristo, una, santa e universal assembleia dos fiéis remidos de todas as eras e todos os lugares. O Senhor Jesus Cristo é a cabeça do Corpo da Igreja.
 
Na Palavra de Deus aprendemos o que o Senhor Jesus requer de cada um de nós acerca da verdadeira comunhão. Em uma congregação, todos conhecem muito bem um ao outro, inclusive, se há problemas de convivência. Quando a Congregação vive em Cristo, adestrada pela Palavra se torna fácil promover a unidade e aparar quaisquer arestas quando estas aparecerem. A divisão é o primeiro sinal indicador de derrota para qualquer grupo de pessoas. A divisão é a principal promotora de rebelião entre os irmãos (Mt 12:25; 1Co 6:7).
 
Às vezes questiono a mim mesmo sobre o porquê da Igreja Primitiva ser, apesar de relativamente grande - (em um único dia entregaram-se três mil pessoas a Cristo!), tão intimamente unida. Eles não contavam com meios de comunicação, assim como nós contamos hoje. Mas, eles tinham união – tinham tudo em comum entre eles e isso lhes proporcionava as melhores condições de relacionamento na Igreja. Atualmente a Igreja vive em um clima de tensão. O egoísmo tem tomado conta de muitas Igrejas locais, tornando-as infrutíferas. Permeia em seu seio um comportamento carnal, distorcido, que não reflete a mensagem pura e santa do evangelho. É legítimo que haja interesse da Igreja hodierna em reparar as causas da falta de comunhão, mas, sem a genuína renúncia ao verdadeiro cristianismo. Preferem a unidade preterindo a união. Preferem a comunhão, desde que seus direitos sejam preservados.
 
OS MEIOS DE COMUNICAÇÃO
 
Estes têm sido mais utilizados para brigas, xingamentos, desrespeito, escândalos, angariação dinheiro, informar números de contas bancárias, promessas de toda sorte de bênçãos materiais sobre as quais o próprio Senhor Jesus, as desconhecem – ainda que estas não estejam condicionadas a nada neste mundo, desde que, a renúncia e o trabalho em prol do Reino tenham primazia sobre todos os aspectos na vida dos servos do Senhor, conforme ele mesmo orientou: quanto ao serviço: “Então Jesus disse a eles: — O meu Pai trabalha até agora, e eu também trabalho. (João 5:17 NTLH). Quanto à renúncia: Então disse Jesus aos seus discípulos: Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz, e siga-me;
pois, quem quiser salvar a sua vida por amor de mim perdê-la-á; mas quem perder a sua vida por amor de mim, achá-la-á. Pois que aproveita ao homem se ganhar o mundo inteiro e perder a sua vida? ou que dará o homem em troca da sua vida? Porque o Filho do homem há de vir na glória de seu Pai, com os seus anjos; e então retribuirá a cada um segundo as suas obras. (Mateus 16:24-27).

DAS RENÚNCIAS
 
A renúncia de si mesmo, segundo o ensino bíblico é pré-requisito indispensável para que alguém seja discípulo de Jesus
 
Assim, pois, qualquer de vós que não renuncia a tudo quanto tem não pode ser meu discípulo. (João 14:33). A Bíblia Sagrada nos permite avaliar nossa situação como discípulos de Cristo. Estamos realmente dispostos a pagar o preço da obediência ao senhorio de nosso Salvador? Estamos conscientes da opção que um dia fizemos, de seguirmos o caminho da cruz, mesmo sabendo que o custo desta escolha pode ser a própria vida, entregue ao martírio e à causa do Mestre diariamente? Em suma, o que Cristo nos ensina é que, morrer para o “eu” é viver, perder a vida que desejamos é achar a verdadeira vida. Quando seguimos e servimos a Cristo, não ao eu, nos tornamos disponíveis a servir aos outros. E assim, realizamos a vontade de Deus.

RENUNCIAR A SI MESMO

É o mesmo que negar-se a si mesmo. Jesus disse: “negue-se a si mesmo...” (Lc 9.23b). E isso não é fácil. A natureza humana, após a Queda, tornou-se egoísta, insensível, individualista, personalista. O “eu” tornou-se uma espécie de “deus”. Poucas pessoas conseguem romper com a natureza carnal, a fim de renunciar a si próprias e darem lugar a Deus. Na parábola do semeador (Lc 8:4-15), vemos que uma parte da semente caiu entre os espinhos, e Jesus explicou que são aqueles que recebem a Palavra com alegria, mas depois, “são sufocados com os cuidados, e riquezas, e deleites da vida, e não dão fruto com perfeição” (Lc 8:14). A natureza humana, mesmo a do cristão, tende a acomodar-se à velha vida, aos velhos costumes. Mas para ser discípulo de Jesus, é imprescindível renunciar às práticas antigas e más (2 Co 5:17).
 
CONCLUSÃO
 
A renúncia é a base para o verdadeiro discipulado cristão. O autêntico discípulo de Cristo, que pretende segui-lo sem restrições, reconhece que para servi-lo integralmente, deve estar desprendido de tudo que representa embargo à plena comunhão com seu Senhor. Ninguém pode entrar no caminho que leva à inefável realização em Cristo sem a renúncia. A verdadeira vida e felicidade consiste no abandono dos nossos próprios caminhos para vivermos em comunhão com Jesus, conforme o ensino de sua Palavra.
O crente que abre mão de tudo por amor a Cristo, de modo que possa entrar na experiência gratificante do discipulado vigoroso, descobre que entrou na vida que é vida de fato. “Mas qualquer que, por amor de mim, perder a sua vida a salvará”, disse Jesus. As pessoas descrentes ouvem o evangelho e muitas delas entendem que ele é a verdade de Deus para a salvação. Entretanto, a natureza humana, decaída por causa do pecado, resiste em aceitar Cristo como Salvador, em virtude de ter que abrir mão de seus próprios interesses, dos prazeres efêmeros, das amizades, da opinião dos parentes, dos amigos, que são contrários a uma decisão tão séria, que implica mudar completamente a maneira de ser, de viver, de pensar e de agir. Nesta lição, veremos que Jesus foi bastante incisivo com relação à renúncia, como fator indispensável para que alguém seja seu discípulo.

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BIBLIOGRAFIA
Bíblias Sagradas CPAD/SBB - ARA - ARC/1995 - NTLH
Lições Bíblicas CPAD - 2º Trimestre de 2000 - 09/04/2000
 
Pr. Jorge Albertacci
Volta Redonda/Rio – 16/10/2014
Assembleia de Deus do Retiro
Volta Redonda - Rio de Janeiro
E-mail - prjorgealbertacci@yahoo.com.br
 
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