João Batista, um exemplo digno a ser seguido - Estudos Bíblicos

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João Batista, um exemplo digno a ser seguido

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Lucas 3:7-9

"Dizia, pois, João à multidão que saía para ser batizada por ele: Raça de víboras, quem vos ensinou a fugir da ira que está para vir? Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento e não comeceis a dizer em vós mesmos: Temos Abraão por pai, porque eu vos digo que até destas pedras pode Deus suscitar filhos a Abraão. E também já está posto o machado à raiz das árvores; toda árvore, pois, que não dá bom fruto é cortada e lançada no fogo"

COMENTÁRIO

O texto bíblico em epígrafe traduz a forma pela qual o precursor do Senhor Jesus, João Batista, chamava a turba que se achegava a ele para ouvir sua pregação e ser por ele batizada nas águas do Rio Jordão, à responsabilidade.

Como precursor do divino Mestre, o que parece, é que João Batista era meio “durão” e não tinha suas palavras temperadas com sal conforme recomendou Paulo em sua Carta aos Colossenses 4:6.

Entretanto, vale ressaltar que quando João Batista exerceu o ministério que Deus lhe confiou, o cristianismo ainda não estava estabelecido neste mundo. A humanidade estava como uma verdadeira pedreira, encravada na religiosidade de então, apegada aos rituais mortos, costumes que em nada coadunava com os preceitos estabelecidos por Deus. Na verdade, o que imperava era um sistema farisaico, pagão, hipócrita e que não receberia o Messias que viria. 

João veio abrir a picada em pedregais e matagais que até então se apresentavam como inacessíveis à maravilhosa graça que se manifestaria em Jesus não muito depois daqueles dias (Tito 2:11). Sua pregação austera refletia o seu caráter. João foi um homem intransigente com o pecado. Ele pregava firme; seu compromisso era unicamente com o Reino de Deus. Diferente de nós, ele pregava o Cristo que viria estabelecer o Seu ministério, enquanto que nós pregamos o Cristo que virá estabelecer o Seu Reino  Milenar. 
O EFEITO DA PREGAÇÃO DE JOÃO

As palavras “duras” de João eram reconhecidas e aceitas pelo povo, porque ele se mantinha firme no que por Deus fora estabelecido para ele fazer. Sua regra de conduta inspirava respeito, ou seja, ele tinha moral para pregar. Não uma moral imposta, mas, adquirida. Adquirida, porque ele conseguiu:
 
a) – convencer o povo de que eles eram pecadores;
b) – convencer o povo de que Jesus Cristo era o Salvador;
c) – convencer o povo de que ele (João) era o pregador.

Aí, estavam as credenciais de João. Ele não tinha uma cédula de identidade assinada por Deus de que ele era realmente o precursor do Messias. A única coisa que ele tinha de diferente, era seu modo de vida, seu comportamento, sua fidelidade a Deus, seu comprometimento com o santo ministério e sua forma de tratar o pecador. João não intervia na vida particular das pessoas, mas combatia o pecado como que se fosse a lepra. As pessoas ele as batizava, enquanto que o pecado ele abominava.

CONCLUSÃO

Finalmente, João encerrou seu ministério, e como não poderia ser diferente, foi decapitado por denunciar o pecado (Marcos 6:14-29). Ele havia pregado contra o casamento do rei Herodes com Herodias e, motivo pelo qual, Herodes o encerro na prisão. Na verdade, Herodes não desejava ferir a João, mas Herodias sim, ela o odiava. Mais tarde, em uma festa de aniversário onde estavam presentes pessoas importantes da sociedade, foi quando, a filha de Herodias, Salomé, apresentou uma dança insinuante que deixou Herodes embevecido, face à sensualidade a dança, o que o levou impensadamente prometer-lhe, fazer tudo o que ela desejasse. Após consultar a mãe, Salomé solicitou a cabeça de João em um prato. Herodes não queria matar a João, mas não queria voltar atrás na promessa que tinha feito diante de tantos convidados. Assim João foi decapitado violentamente.

Como já estava preestabelecido, Jesus veio, convidando e amando os pecadores, mas, sempre os recomendando depois de haverem se convertido: vá, e não peques mais. Jesus, o Filho de Deus, não simplesmente por uma dançarina, mas, por uma sociedade incrédula, foi levado ao madeiro e alí, na sangrenta cruz pagou a culpa da humanidade toda.

O ministério exercido por João Batista, que pregava o Cristo que viria, deve ser um exemplo a ser seguido pelos obreiros da Nova Aliança, que pregam o Cristo que virá. Para tanto, é necessário: Desprendimento - Coragem e Dedicação.

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Pastor Jorge Albertacci

Às 22 horas do dia 28-03-2014

Assembleia de Deus do Retiro
Volta Redonda - RJ
 
 
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