O Maior Investimento ao Nosso Alcance - Estudos Bíblicos

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O Maior Investimento ao Nosso Alcance

Teologia do Obreiro

Mateus 6:33

"Mas buscai primeiro o Reino de DEUS, e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas”
 
INTRODUÇÃO

À medida em que investirmos nos projetos do SENHOR, ELE retribui investindo nos nossos. Como é bom saber dessas coisas, ou seja: como é bom poder perscrutar pelo menos um pouquinho do plano de DEUS para com as nossas vidas! Ato que acontece, somente através da divina revelação do SANTO ESPÍRIRO do SENHOR!
 
COMENTÁRIO
 
Quem está apto a receber revelação advinda do ESPÍRITO do SENHOR? O SENHOR entende como investimento da nossa parte nos SEUS projetos, quando cuidamos dos necessitados, por amor, sem pretender nada em troca, sem ter esperança de sermos recompensados por isto. Quando buscamos os que estão lá fora, que ainda não foram alcançados por SUA incomensurável graça. Quando atentamos para as necessidades da Igreja, quando cuidamos com desvelo dos novos convertidos. Quando não cobramos dos irmãos coisas que nós mesmos não conseguimos pagar. Quando cuidamos das pessoas sem atentar para suas falhas e quando amamos de verdade não somente os que nos amam, mas os que nos odeiam também.
 
Mas esforçai-vos, e não desfaleçam as vossas mãos, porque a vossa obra tem uma recompensa. (2Crônicas 15:7).

Este versículo foi uma advertência da parte de DEUS através do profeta Azarias para o rei Aza (15:1-15). Azarias foi como um instrumento que  Deus usou a favor da causa da justiça. Com o objetivo de que a religião de Asa não fosse apenas um tipo de “covil de raposas”, o profeta advertiu que as promessas, a presença e o poder de Deus dependiam da obediência à lei. O Senhor continuaria a dar a vitória se o rei e o povo andassem em seus caminhos. Na mensagem de Azarias a Asa, temos o segredo do triunfo em tempos difíceis. Israel passava por momentos críticos, chegando a passar muitos dias sem o verdadeiro DEUS (2Cr 15:3). O rei acatou a mensagem de Azarias e voltou a investir seus esforços em favor da causa do Senhor. Os versículos seguintes revelam que o povo também aceitou de bom grado e finalmente, o resultado foi de bênção e ação de graças.
 
 
O TEOR E O MOTIVO DA PROFECIA DE AZARIAS
 
"Então, veio o Espírito de Deus sobre Azarias, filho de Obede.  E saiu ao encontro de Asa e disse-lhe: Ouvi-me, Asa, e todo o Judá, e Benjamim: O SENHOR está convosco, enquanto vós estais com ele, e, se o buscardes, o achareis; porém, se o deixardes, vos deixará.  E Israel esteve por muitos dias sem o verdadeiro Deus, e sem sacerdote que o ensinasse, e sem lei.  Mas, quando na sua angústia se convertia ao SENHOR, Deus de Israel, e o buscava, o achava. E, naqueles tempos, não havia paz nem para o que saía, nem para o que entrava, mas muitas perturbações, sobre todos os habitantes daquelas terras.  Porque gente contra gente e cidade contra cidade se despedaçavam, porque Deus os conturbara com toda a angústia.” (2Cr 15:1-6).
 
QUANDO O POVO SE ACOMODA

Os versículos que até aqui apresentamos neste estudo nos revelam que o povo havia parado de investir no Reino de Deus para brigar, contender e causar todo tipo de perturbação. Quando o povo pára de trabalhar é porque vão começar a dar trabalho. Neste ponto entendemos melhor Provérbios 29:18 “Não havendo profecia, o povo se corrompe; mas o que guarda a lei, esse é bem-aventurado.”  Podemos observar Azarias foi o instrumento que Deus usou para nortear o reinado de Aza e consequentemente da felicidade dos israelitas.
 
"Pedi, e dar-se-vos-á; buscai e encontrareis; batei, e abrir-se-vos-á. Porque aquele que pede recebe; e o que busca encontra; e, ao que bate, se abre.” (Mateus 7:7-8).
 
Seja qual for o desejo do coração do homem, seus planos, e seus projetos, serão solucionados um a um, quando estes são colocados no altar do Senhor, confiando  a Ele seus caminhos e submetendo tudo à Sua santa vontade. Deus sempre atendeu, como ainda hoje atende os Seus. Ele tem o melhor para cada um dos Seus filhos e estas condições temos nas palavras do próprio Senhor Jesus reveladas em Mateus 7:9:  “E qual dentre vós é o homem que, pedindo-lhe pão o seu filho, lhe dará uma pedra?  E, pedindo-lhe peixe, lhe dará uma serpente?  Se, vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas coisas aos vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos céus, dará bens aos que lhe pedirem?  Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho também vós, porque esta é a lei e os profetas.  Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta, e espaçoso, o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela;  E porque estreita é a porta, e apertado, o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem.” (Mateus 7:9-14).
 
A PARÁBOLA DOS TALENTOS
 
Na parábola dos talentos descrita no evangelho segundo escreveu Mateus 25:14-30 temos uma precisa informação do próprio Senhor no que diz respeito ao investimento. Nesta parábola aprendemos o perigo que incorremos quando não atentamos para a tarefa que nos foi confiada para fazer. Bem como, aprendemos a recompensa que receberão àqueles servos que investirem com espírito, alma e corpo, empregando toda sua força e seus recursos no sentido de promover o Reino de Deus neste mundo tenebroso e deteriorado pelo pecado.
 
O senhor daqueles servos dividiu o dinheiro entre eles de acordo com a capacidade de cada um. Nenhum deles recebeu recursos superiores ou inferiores ã sua capacidade de administrar. Se alguém falhasse em sua missão, a desculpa não poderia estar relacionada à sobrecarga. O insucesso indicaria apenas preguiça ou falta de amor para com o seu senhor. O ouro representa qualquer tipo de bem que recebemos. Deus nos dá tempo, dons e outros recursos de acordo com as nossas habilidades e espera que sejam investidos criteriosa e sabiamente até a volta de Cristo. Somos responsáveis por usar bem aquilo que Deus nos deu. A questào náo é o quanto temos, mas como usamos aquilo que temos.
 
Jesus está voltando. Sabemos que esta afirmação é verdadeira. Será que isto significa que devemos abandonar nossas atividades sociais e profissionais para servir a Deus? Não. Significa que devemos empregar nosso tempo, talento e nossos recursos de forma diligente, a fim de servirmos completamente a Deus em tudo o que fizermos. Para um pequeno grupo de pessoas, isto pode significar uma mudança de atividade, mas, para a maioria de nós, significa executar nosso trabalho diário e continuar amando a Deus.
 
O último homem descrito nessa parábola pensou apenas em si mesmo. Agiu com cautela, para só proteger da severidade de seu mestre, mas foi julgado por seu egoísmo. Não devemos inventar desculpas para deixar de fazer aquilo que Deus nos chamou para fazer. Se Ele é realmente nosso Mestre, devemos obedecer-lhe voluntariamente, com toda a disposição. Em primeiro lugar, nosso tempo, nossa capacidade e nosso dinheiro não nos pertencem, somos apenas seus guardiões, não seus proprietários. Quando ignoramos isso, desperdiçamos ou utilizamos mal aquilo que recebemos, rebelamo-nos e merecemos ser punidos.
 
Essa parábola descreve as consequências de duas atitudes em relação à volta do Senhor Jesus Cristo. A pessoa que se preparar diligentemente para esta ocasião, investindo seu tempo e talento para servir a Deus, será recompensada, enquanto aquela que não tiver interesse pela obra do Reino será punida. Deus recompensa a fidelidade. Aqueles que não produzirem frutos para o Reino de Deus não poderão esperar receber o mesmo tratamento que terão aqueles que forem fiéis.
 
Pior do que ser qualificado como servo mau é finalmente ouvir do próprio Senhor Jesus:   “Tirai-lhe, pois, o talento e dai-o ao que tem os dez talentos.  Porque a qualquer que tiver será dado, e terá em abundância; mas ao que não tiver, até o que tem ser-lhe-á tirado. Lançai, pois, o servo inútil nas trevas exteriores; ali, haverá pranto e ranger de dentes.” (Mt 25:28-30).
 
CONCLUSÃO
 
Antes de decidirmos parar de investir no Reino de Deus devemos considerar as drásticas consequências previstas na Sua Palavra que recairão sobre todos quantos desta forma agir. Jesus Disse:  “E o servo que soube a vontade do seu Senhor e não se aprontou, nem fez conforme a sua vontade, será castigado com muitos açoites.  Mas o que a não soube e fez coisas dignas de açoites com poucos açoites será castigado. E a qualquer que muito for dado, muito se lhe pedirá, e ao que muito se lhe confiou, muito mais se lhe pedirá.” (Lucas 12:47-48). Ao apóstolo João no Livro de Apocalipse  22:12. Ele disse: "E eis que venho sem demora, e comigo está o galardão que tenho para retribuir a cada um segundo as suas obras."
Trabalhemos enquanto nosso corpo suporta, porque com o decorrer do tempo, a velhice chega e com ela o cansaço, o desânimo e as demais coisas que é própria do idoso.  O Senhor recomenda para que trabalhemos enquanto é dia, Sua recomendação não é para trabalharmos quando já tivermos aposentados. Quando já estivermos com a vida controlada, com casa para morar, renda suficiente para vivermos, com uma casinha na praia para descanso e outros recursos, mas, Ele nos convoca para trabalharmos hoje, enquanto a noite não chega: A noite da senilidade, da fragilidade, das enfermidades decorrentes da idade. A noite da diabetes, da hipertensão arterial, das dores nas articulações ou possivelmente a noite da morte física. Finalizo com as palavras do Divino Mestre em Lucas 12:20:  "Mas Deus lhe disse: Louco, esta noite te pedirão a tua alma, e o que tens preparado para quem será?"

 
 
Pr. Jorge Albertacci
 
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