O Convite do Último Dia - Estudos Bíblicos

Buscar
Ir para o conteúdo

Menu principal:

O Convite do Último Dia

Pentecostes Ontem e Hoje
________

João 7:37-52

"No último dia, o grande dia da festa, Jesus pôs-se em pé e clamou, dizendo: Se alguém tem sede, que venha a mim e beba. Quem crê em mim, como diz a Escritura, rios de água viva correrão do seu ventre."
 
INTRODUÇÃO
 
Essa festa era oriunda da recomendação de Deus nos tempos de Moisés: “Sete dias celebrarás a festa ao Senhor teu Deus, no lugar que o senhor escolher; porque o Senhor teu Deus te há de abençoar em toda a tua colheita, e em todo trabalho das tuas mãos; pelo que estarás de todo alegre.” (Deuteronômio 16:15).
 
COMENTÁRIO

As três grandes festas: Páscoa, Pentecoste e a Festa dos Tabernáculos eram consideradas pelos judeus, festas de peregrinos, porque nesses três eventos anuais era exigido que todo homem judeu fizesse uma peregrinação até o Templo, em Jerusalém. Um dos pontos altos nessas ocasiões eram as diversidades que o povo trazia como oferta - os primeiros frutos da colheita da estação ao Templo, onde uma parte era apresentada como oferta a Deus.
 
Entre as principais simbologias que eram observadas na Festa dos Tabernáculos era o preceito das quatro espécies: Cidra, folha de Palmeira, Murtas e Salgueiros. Essas quatro espécies eram o que significava a unidade e harmonia entre os judeus. Quando eram lembradas as bênçãos sobre as plantas. Os ramos eram sacudidos esparzindo todos os cantos da Terra, simbolizando a presença de Deus em todos os lugares.

Em Isaías 52:14-15 lemos: “Como pasmaram muitos à vista dele, pois o seu parecer estava tão desfigurado, mais do que o de outro qualquer, e a sua figura mais do que a dos outros filhos dos homens. Assim borrifará muitas nações, e os reis fecharão as suas bocas por causa dele; porque aquilo que não lhes foi anunciado verão, e aquilo que eles não ouviram entenderão.”

Lemos também no versículo 10 do mesmo capítulo 52 de Isaías que: “O SENHOR desnudou o seu santo braço perante os olhos de todas as nações; e todos os confins da terra verão a salvação do nosso Deus.” E nesse dia da celebração da grande festa, o santo braço de Deus se manifestou entre os judeus através de Jesus! Esse foi realmente um grande motivo para que eles ficassem pasmados. A proposta feita pelo Mestre não era alguma coisa comum entre eles. Eles realizavam as festas regadas de formalidades, mas, vazias, austeras, secas - mas, nesse dia, apesar de ser o último da festa, Jesus aparece, e quebra o protocolo, dizendo: Se alguém tem sede, que venha a mim e beba. Quem crê em mim, como diz a Escritura, rios de água viva correrão do seu ventre!"
 
OS SÍMBOLOS

O clímax do significado da vida, dos ensinos e da morte de Cristo, como relatado na Festa dos Tabernáculos, veio no último dia, o grande dia da festa. O fato de Jesus ter vindo a esta festa onde o povo estava agitado, erigindo tendas em memória da presença protetora e orientadora de Deus no deserto, recorda-nos que “o Verbo se fez carne” (Jo 1:14) e “verdadeiramente tabernaculou em meio ao seu povo.”
O ritual do último dia da festa, que simbolizava a entrada dos israelitas em Canaã, era caracterizado por um plano cuidadosamente trabalhado. As multidões de peregrinos estavam em uma disposição festiva. Cada peregrino levava, na sua mão direita, o lulabh, um ramo de murta e um de salgueiro atados de cada lado de uma palmeira. Na sua mão esquerda estava o ethrog, ramos de árvores sagradas, a chamada árvore do paraíso, uma espécie de limoeiro (Lv 23:40).

Os peregrinos dividiam-se em três grupos. Um preparava-se para o sacrifício matinal no Templo. Outro juntava os ramos de salgueiro para adornar o altar. O terceiro grupo, o mais importante, ia até o tanque de Siloé (Jo 9:7), de onde o sacerdote trazia água em um jarro dourado até o Templo, despejando-a na base do altar, como uma oferta líquida ou libação.

Enquanto a água era derramada, o grande Halel (SI 113-118) era entoado em duas vozes. Alguns pensam que foi imediatamente depois do rito simbólico de derramar a água, com a resposta em duas vozes, que Jesus pôs-se em pé e clamou, dizendo: Se alguém tem sede, que venha a mim e beba. Quem crê em mim, como diz a Escritura, rios de água viva correrão do seu ventre (ou coração). Este acontecimento no último dia, o grande dia da festa ressalta diversas ideias de grande importância. Em primeiro lugar, temos Siloé (enviado), lembrando-nos que, na nova ordem, Jesus é o Enviado do Pai e pelo Pai (Jo 3:17,34; 5:38; 6:29,57; 7:29; 8:24; 10:36; 11:42; 17:3,8,18,21,23,25), e Ele cumpre tudo o que já foi representado pelo tanque e pela cerimônia de derramamento da água.

Em segundo lugar, pode-se ver que o que era externo e limitado, trazido do exterior para o Templo, agora se torna interno, dinâmico, fluente e abundante. Em seguida, a vida cheia do Espírito é caracterizada pela abundância, tanto com relação à sua Fonte, Jesus, à Rocha que foi golpeada e da qual flui a corrente da vida (Nm 20:8; 1 Co 10:4), como em relação ao seu fluxo, que deve alcançar todos os homens em todas as nações (Lc 24:47-49; At 1:8). 

CONCLUSÃO

Finalmente, o relato anuncia o fato de que Jesus tornou o Pentecostes possível. “Todo o simbolismo da festa” começando com a colheita concluída, da qual era uma festa de ação de graças, apontando para o futuro... a cerimônia do derramamento de água era considerada de vital importância, a ponto de dar à festa o nome de “Casa do Derramamento de Água” e simbolizava o derramamento do Espírito Santo.”  Esta é a intenção óbvia do escritor do Evangelho, que comentou: E isso disse ele do Espírito, que haviam de receber os que nele cressem; porque o Espírito Santo ainda não fora dado, por ainda Jesus não ter sido glorificado. Um sermão para o Domingo de Pentecostes, intitulado “O Pentecostes Profetizado”, pode ser claramente visualizado aqui. 1. O Pentecostes simbolizado; 2. Pentecostes significa ter o Espírito de Deus dentro de si; 3. Pentecostes é vida, a vida de Deus, abundante. Aleluia! Glória e Honra ao Cordeiro.
________

Notas Bibliográficas
Ralph Earle Joseph H. Mayfield
Comentário Bíblico Beacon
Casa Publicadora das Assembleias de Deus - CPAD

Jorge Albertacci
Pastor Emérito
da Assembleia de Deus do Retiro
Volta Redonda - Rio de Janeiro
 
 
Voltar para o conteúdo | Voltar para o Menu principal