Teologia Aplicável - Estudos Bíblicos

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Teologia Aplicável

Teologia do Obreiro III
Teologia Aplicável
 
O Crente Como Sal da Terra
e Luz do Mundo

(Mateus 5:12-16)
 
1. ELEMENTO DE PRESERVAÇÃO:

“Vós sois o sal da terra; e, se o sal for insípido, com que se há de salgar? Para nada mais presta, senão para se lançar fora e ser pisado pelos homens” (Mateus 5:13).
 
O mundo sem Cristo é qual matéria em decomposição, cabe aos crentes pela palavra e pelo testemunho, ministrar-lhe o evangelho – único elemento capaz de evitar o desastre total.
 
Como sal, é dever da Igreja através dos seus membros influenciar o mundo, preservando-o da deterioração total, mantendo o equilíbrio. Provocando sede de ouvir a santa Palavra do Senhor. O sal faz isto, influencia, equilibra o sabor, preserva para não apodrecer e provoca sede. Não sede de água e nem fome de pão, mas de ouvir a palavra do Senhor (Am 8:11). Bem como, sede da água que Jesus ofereceu no último dia da grande festa: "E no último dia, o grande dia da festa, Jesus pôs-se em pé, e clamou, dizendo: Se alguém tem sede, venha a mim, e beba. Quem crê em mim, como diz a Escritura, rios de água viva correrão do seu ventre.  E isto disse ele do Espírito que haviam de receber os que nele cressem; porque o Espírito Santo ainda não fora dado, por ainda Jesus não ter sido glorificado"  (João 7:37-39).

Como sal, é dever da Igreja se gastar - o sal se gasta; a Igreja também deve se gastar em prol da obra de Deus, gastar o tempo na obra, gastar o dinheiro na obra, gastar a vida na obra. Gastar tudo quanto o Pai confiou sob sua mordomia na proclamação do Reino do Céu.
 
Normamente, os membros da Igreja são criticados por passar tanto tempo nos cultos, nas escolas dominicais, nas reuniões de oração, na evangelização dos não alcançados, sentindo a presença de Deus. Mas, qual é a melhor opção, gastar o tempo assim na presença de Deus ou gasta-lo em lugares escusos de diversões obscenas onde a violência impera? É claro que para os que primam pelo bom senso, o melhor lugar de estar, é na presença de Deus (Sl 84:1-4; 27:4-5).

Como sal, a Igreja jamais deverá ser influenciada pelo mundo, ela deve influenciar o mundo, mas jamais ser influenciada por ele. O sal é sempre sal, se colocá-lo no doce ele permanece sendo sal. Se colocá-lo no fel ele continua salgando. O sal nunca vai virar açúcar. 
 
COMO LUZ DO MUNDO

2. ELEMENTO DE ORIENTAÇÃO:

“Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte” (Mateus 5:14). 
Maior que o dever é o privilégio do crente, do discípulo de Cristo, em levar o mundo que vive em trevas, a trilhar a estrada luminosa que conduz à vida eterna.

3. ELEMENTO DE CONTEMPLAÇÃO:

“Não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte” (Mateus 5:16). 
A vida do discípulo de Cristo não pode e não deve ser escondida. Ainda que o discípulo quisesse escondê-la, o mundo a descobriria, e contemplaria nela a boa ou a má influência, dependendo da maneira do proceder de crente.
 
“Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte” 
(Mateus 5:14)
 
Maior que o dever é o privilégio do crente, do discípulo de Cristo, em levar o mundo que vive em trevas, a trilhar pelas estradas luminosas que conduz à vida eterna.
 
4. ELEMENTO DE PREGAÇÃO:

“Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem o vosso Pai, que está nos céus” (Mateus 5:16). É o testemunho a pregação mais expressiva do crente. Suas obras, seus atos, seus modos e seu caráter são a Bíblia para muita gente. É imbatível o argumento que resulta de um testemunho edificante.
 
5. ELEMENTO DE GLORIFICAÇÃO:

“Para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem o vosso Pai, que está nos céus” (Mateus 5:16).
A glória de Deus entre os homens depende dos discípulos de Jesus Cristo. Se agirmos conforme a vontade de Cristo, os outros chegam a glorificar a Deus. Se descuidarmos e relaxarmos em nosso procedimento o nome de Deus é blasfemado pelos gentios.
 
A TELOGIA APLICÁVEL

Considero como Teologia Aplicável a adotada por Jesus. Em todos os aspectos, o ministério de Jesus era inteligível. Inteligível porque Ele usava as coisas comuns – àquelas que tanto os discípulos quanto o povo em geral vivia no seu dia a dia.

Não havia confusão quando Jesus ensinava, quer nos aspecto administrativo,  ou mesmo enfrentar, pondo a mão na massa. Lemos em Lucas 10 que de setenta homens Ele formou 35 equipes, enviando-os de dois em dois. Em Mateus 25, quando ensinava Ele usou a parábola das dez virgens. Não havia como não entender Seus ensinamentos. Sua teologia era aplicável, porque Sua linguagem era coloquial e prática. Ele convertia um assunto profundo ao alcance dos mais simples.

É normal que nos dias atuais os expositores da Palavra buscam, rebuscam e conjecturam de tal forma que os milagres e a operação do Espírito em todos os aspectos passam a não fazer mais parte do sistema pedagógico adotado pelo corpo docente. E com a falta da inspiração do Espírito toda expressão teológica se torna inaplicável. Sem a inspiação do Espírito não há aprovação da parte de Deus - é com esta incapcidade que os preletores se esforçam, assim como, os choferes de antigamente com seus carros velhos, desgastados, pegam muito mal ao esforço da cansativa manícula. 
 
CONCLUSÃO

Atentemo-nos para a Palavra assim como nos orienta o Espírito Santo: Portanto, como diz o Espírito Santo: Se ouvirdes hoje a sua voz. Não endureçais os vossos corações, como na provocação, no dia da tentação no deserto. (Hebreus 3:7-8). Voltemo-nos aos moldes da Igreja Primitiva e falemos de Jesus como que se tivéssemos a certeza de que Ele voltaria hoje mesmo.
 
Pastor Jorge Albertacci
Bíblia Sagrada - SBB - RJ - Edição ARC 1995.
Subsídio: Pontos Salientes da JUERP – RIO DE JANEIRO.
 
 
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