A Ceifa e os Ceifeiros - Estudos Bíblicos

Buscar
Ir para o conteúdo

Menu principal:

A Ceifa e os Ceifeiros

Teologia do Obreiro III
A Ceifa e os Ceifeiros

Texto Bíblico Introdutório

E, entretanto, os seus discípulos lhe rogaram, dizendo: Rabi, come. Porém ele lhes disse: Uma comida tenho para comer, que vós não conheceis.  Então, os discípulos diziam uns aos outros: Trouxe-lhe, porventura, alguém de comer?  Jesus disse-lhes: A minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou e realizar a sua obra.  Não dizeis vós que ainda há quatro meses até que venha a ceifa? Eis que eu vos digo: levantai os vossos olhos e vede as terras, que já estão brancas para a ceifa.  E o que ceifa recebe galardão e ajunta fruto para a vida eterna, para que, assim o que semeia como o que ceifa, ambos se regozijem. Porque nisso é verdadeiro o ditado: Um é o que semeia, e outro, o que ceifa. Eu vos enviei a ceifar onde vós não trabalhastes; outros trabalharam, e vós entrastes no seu trabalho (João 4:31-38).
 
INTRODUÇÃO

Ainda nos primeiros dias da minha conversão a Cristo, fui impulsionado pelo Espírito Santo ao trabalho de evangelismo pessoal. Criado no interior dos estados do Espírito Santo e Paraná, fui convertido na década de 50, quando as coisas não eram tão fáceis assim como são hoje, e do outro lado, eu não tinha nenhuma experiência teológica ou secular para interagir com as pessoas. Meus principais conhecimentos vieram da convivência com os empregados do Papai no meu dia a dia, trabalhando na lavoura. Tão logo me converti a Cristo, passei a aprender com os irmãos da Igreja, sobre a salvação do nosso Deus. 
 
COMENTÁRIO

Mas, Deus que tem os Seus desígnios e dentro daquela ingenuidade me levou a começar a Obra de Evangelização com literaturas. Comecei sob a égide do Pastor Camilo José Peclat, e em seguida do então Presbítero José Israel do Nascimento, dirigente da Assembleia de Deus em Santa Izabel do Ivaí, estado do Paraná, cujo Presidente era o Pastor Epaminondas José da Neves, da Assembleia de Deus em Paranavaí, visto que, o Campo de Santa Isabel do Ivaí estava filiado àquela Igreja. Hoje, o Pastor José Israel do Nascimento se encontra jubilado da Assembleia de Deus em Telêmaco Borba, no mesmo estado.
 
APRENDENDO COM O ESPÍRITO SANTO
 
Inicialmente o material que eu usava para evangelização era simplesmente folhetos, e como o resultado era bom, passei a evangelizar também com livros: Âncora da Alma, A Maior Reunião de Todos Tempos; O Testemunho da Fé; O Impacto; Esforça-te para Ganhar Almas; Harpa Cristã; Bíblias, Revistas Lições da Escola Bíblica Dominical da CPAD, entre  outros. 

Essas literaturas para mim eram VIVAS, e realmente eram, em cada título uma inspiração do Santo Espírito de Deus e uma motivação a mais para eu nunca parar. Tanto contribuíam para levar os pecadores para a Igreja, como edificava àqueles que já eram convertidos, e a cada literatura distribuída minha fé também era edificada. 
Eu fazia essa distribuição aos transeuntes, por onde eu passava, parava as charretes que conduziam as famílias à cidade e eles com carinho recebiam minha literatura. Eu abordava as pessoas de bicicletas, meninos, homens e senhoras, muitas vezes eu abordava família inteira pelas arenosas e empoeiradas estradas do extremo noroeste do Paraná.  Nessa época, era comum caminhão transportar passageiros e um a um recebiam nossa literatura. Quando viajava de ônibus a distribuição era feita com uma alegria maior porque podia ver os passageiros ler a literatura e em seguida guardá-las com carinho.
 
ÊXITO NA EVANGELIZAÇÃO

Nunca sofri uma decepção! Sempre era correspondido com um sorriso agradável. Com isso, o então Presbítero, José Israel do Nascimento reconheceu o meu trabalho perante a Igreja em Santa Izabel do Ivaí, denominando-me de Evangelizador. Fiquei embevecido com a ideia do Pastor, e o mais engraçado é que nunca vi outra pessoa com esse ministério: Evangelizador!
 
A EVANGELIZAÇÃO NO LIVRO DE ATOS DOS APÓSTOLOS
 
No Livro de Atos havia apenas dois tipos de evangelismo, a saber, evangelismo pessoal, e evangelismo em massa. Mas, dentro de pouco tempo depois da morte dos apóstolos, a controvérsia teológica usurpou o lugar da conquista agressiva de almas para o Reino de Deus, e em consequência disso o resultado foi a apostasia, o desleixo.
 
DE VERTICAL PARA HORIZONTAL
 
Ao chegar o IV século, com ascensão de Constantino ao poder, como imperador romano,  a Idade das Trevas já havia começado. Sendo implantado a partir de então, a inversão dos valores. Os líderes inescrupulosos da Igreja passaram a valorizar as propriedades de muitas terras, ao poder humano de indivíduos sem conversão a Cristo que vinham para a Igreja somente com a finalidade de lavar não as suas almas, mas, suas riquezas de procedência escusas. E esses indivíduos eram inseridos sem se converterem, sem passarem pelo batismo, no colégio clerical.

O REAVIVAMENTO

Somente a partir do século dezoito que o evangelismo em massa começou a reaparecer comandado por John Wesley, mas, o evangelismo pessoal, conforme era praticado pela Igreja Primitiva, não foi ainda redescoberto com a paixão central propulsora da Igreja Cristã.

A NOVA GERAÇÃO E A EVANGELIZAÇÃO
 
Esta geração evangeliza a Igreja, as salas de aulas teológicas, os púlpitos, as congregações, as casas dos crentes, uma reunião e outra da Igreja, mas, não o mundo. Isto é simplesmente incrível! O edifício da Igreja tornou-se a área mais segregada na terra - o local onde grupos denominacionais se reúnem e ministram a si mesmos em isolamento.
 
Desconhecem a evangelização com literaturas:

Os crentes se encontram enclausurados e tradicionalmente fixos dentro de um grupo de frases cuidadosamente elaboradas que chamamos de nossa Declaração Doutrinária. Fora desse conceito humano tudo é anátema! E com isso a evangelização sofre detrimento, visto que, o ponto de vista humano deve ser observado minuciosamente e hierarquicamente, respeitando e aprisionado a todos presos com esses paradigmas.
 
RESULTADO DAS FORMALIDADES
 
Partindo desse princípio a evangelização na forma da Igreja Primitiva não dá para ser levada a efeito, porque são tantos esses princípios formais que não há lugar para a genuína evangelização. 
 
APROVAÇÃO DE DEUS
 
Nunca tive dificuldades para desempenhar o ministério de evangelizador, também nunca me faltou recurso para adquirir as literaturas necessárias. Deus sempre me supriu delas.

UM ADITIVO
 
Outro ministério que Deus me confiou, foi o da música. Tive o privilégio de aprender música junto com o Pastor José Israel do Nascimento. Assim como, as coisas são realçadas com um enfeite, a música não veio como um substitutivo, mas veio para complementar o evangelismo pessoal que fazíamos.
 
As músicas que executávamos com os metais na banda, nos quartetos e corais impeliam os pecadores para o edifício da Igreja.
 
Facilmente eles vinham atraídos pelos hinos de Deus e se convertiam. Eram novos músicos e novos coristas se ingressando para conquistarem outros para Cristo. 
 
Nessa época havia muitos crentes que nunca tinham entrado na Igreja, mas, eram atraídos tão simplesmente pelo ouvir a execução de um hino para o Senhor.
 
Diferente dos tempos pós-modernos, as músicas eram suáveis, atrativas e enternecedoras, maviosas! O Espírito Santo operava e o pecador não resistia. 

Uma experiência inusitada: 
 
Os crentes que vem ao Senhor através da música, normalmente são afáveis, mansos e facilmente choram na presença do Senhor. São crentes acessíveis que sem dificuldades entram na batalha. 
 
FALTA DE BOM SENSO
 
A execução da música revela o caráter dos crentes. Não tenho dúvida de que as músicas de muitas Igrejas atuais em nada se difere das mundanas. Tanto na execução como nas frases de dupla conotação.
 
As músicas da atualidade é contraindicada para crianças, pois, deixam-nas irritadiças, irrequietas e irreverentes. Da mesma forma, para as pessoas idosas – essas são as que mais sofrem! Não contando os vizinhos daqueles que, no mínimo deveria dar o exemplo.
 
NOSSA PELEJA    
 
Nossa insistência sempre foi acirrada para alistar homens e mulheres para o edifício da Igreja na expectativa de que lá eles se decidiriam aos pés de Cristo, e isso sempre foi um estimulante para os outros que já frequentavam. Mas temos esquecido do mais importante, é que, aproximadamente 90% (estimativa minha) dos pecadores jamais entrarão numa Igreja, portanto eles nunca poderão ser ganhos para Cristo. Ficamos entusiasmados com a presença de uma pessoa importante, da alta sociedade, quando essa adentra os átrios do Senhor, e as vezes até lhe oferecemos uma bonita Bíblia de Estudo, mas, os outros milhões se virem não terão essa deferência.
 
É comum nós invertermos as coisas, não é a classe, as diferentes sociedades, a Igreja, depois Cristo. Em tudo, Cristo deve estar em primeiro lugar, depois a Igreja. Essa falha predomina na Igreja de hoje, a falta de incentivar e ensinar os crentes a ganhar almas para Cristo - mas, ganhá-las lá onde elas estão, na fábrica, no comércio, no parque, na rua, nos lares, nas escolas, nas faculdades.
 
O RESULTADO

A conquista pessoal de almas desenclausura o leigo e leva-o para fora da Igreja, o qual deixa de ser um mero “ouvinte da Palavra.” De repente ele entra na arena e torna-se um "pregador da Palavra."
 
Um reavivamento de evangelismo pessoal desperta em sua vida de tal forma que você jamais irá se conformar a ficar dentro do prédio da Igreja - às vezes até perturbando a administração. O Espírito do cristianismo do Novo Testamento, modifica sua vida de forma sobrenatural, desde que, você entrega tua vida sem reserva, à evangelização.
 
A Igreja de Cristo nasceu num esplendor de conquista pessoal de almas, uma operação de casa em casa e de face a face. Assim, os milagres aconteciam automaticamente, é um processo normal, porque o trabalho está sendo feito de forma correta.
 
Quando os paradigmas são quebrados; o eu sei tudo é jogado por terra; os talentos são evidenciados; as coisas não acontecem como eventualidade, mas, de forma normal, assim como, a visitação do Espírito de Deus, a operação de milagres e a conversão dos pecadores.

O crescimento da Igreja Local, sempre foi, é e será através do evangelismo pessoal. É importante notar que entre os maiores sermões pregados por Jesus, destacam-se, o pregado a Nicodemos, e a Mulher samaritana. Felipe fez uma viagem missionária ao deserto e lá, para uma alma somente ele pregou o seu maior sermão (At 8:26-39).
 
Anos mais tarde, quando missionários cruzaram o deserto, entrando na Etiópia perceberam que o país inteiro havia sido aberto ao Evangelho, pelo resultado do testemunho de "UM" individuo.  Paulo expôs um dos seus maiores e persuasivo sermão a um indivíduo, Félix, o governador, e quase o convenceu a tornar-se um crente em Cristo.

Há na verdade muitos crentes bons, realmente convertidos, honestos, sedentos por fazer a obra do Senhor, mas, têm dificuldades em encontrar a ponta do fio da meada, por onde começar, ficam envolvidos em um emaranhado de reuniões, protocolos e procedimentos, catalogação disso e daquilo que quando chegam a fazer alguma coisa, faz o que não representa 5% de sua capacidade. Enquanto isso, lá fora no meio dos pecadores o diabo, implacável não dá trégua, promovendo as maiores crueldades; roubando, matando e destruindo. Até quando ficaremos assim?

Jesus escolheu homens de negócio, operários, pescadores, cobradores de impostos para serem Suas testemunhas e no dia de Pentecoste, 120 indivíduos de todos os tipos foram cheios com o Espírito Santo, para serem testemunhas (At 1:8; 2:4).
 
Em seguida, a perseguição obrigou os crentes primitivos a se espalharem para FORA DE JERUSALÉM. Somente os apóstolos permaneceram. Mas os que andavam dispersos iam por toda a parte anunciando a Palavra. E quem foram os dispersos? Os dispersos foram os leigos e não os apóstolos. Os leigos iam por toda a parte, anunciando a Palavra (At 8:4). O primeiro mártir, Estevão, poderoso, mas era leigo, não tinha diplomas. O primeiro evangelista, Felipe, era leigo também. É bom ressaltar que a Igreja verdadeira é um movimento leigo, formado por pessoas em sua maioria simples. Não é uma organização repleta de pastores, doutores, evangelistas, sacerdotes e profetas.

EXITAÇÃO  

Ah! Pastor, eu sei que Deus tem um ministério comigo, mas, não sei para quando e para onde, SÓ SEI QUE NÃO SERÁ AQUI. Deus colocou você para estar exatamente onde você está, para ser um representante, um embaixador dele onde Ele te colocou. Entenda isso. Um dia Deus pode precisar de você na China, e se isso acontecer você irá para a China, e não para o Japão, e também não permitirá que você fique onde você está, porque Ele, Deus, precisa de você na China. Mas enquanto isso, Ele precisa de você exatamente onde Ele te colocou. Deus não coloca ninguém no lugar errado. Se as portas se fecharem para você onde Deus te colocou, certamente ela estará fechada em todos os demais lugares do mundo. 
 
Deus tem Seus ganhadores de almas para serem usados como Ele quer, e Ele coloca cada um em seu devido lugar. Uns Ele coloca para testemunhar desempenhando a profissão de médico, outros, de advogado, outros de lavrador, outros de construtor, outros carcereiro, outros de coveiro, outros de comerciário e etc. 

Para uns Ele dá Estação de Rádio, para outros de Televisão, para outros um Jornal, para outros uma Revista e etc. Se Ele te deu um veículo de comunicação desse, honre-o, mas, se Ele te deu somente voz para falar, fale, mas fale onde Ele te tem colocado. Defenda o Reino de Deus, seja um ganhador de almas. Enquanto uns brigam em defesa do nome ou da placa da sua religião, de quando ou por quem foi fundada, você prega que Jesus é o único fundador da Igreja, você defenda o nome de Jesus.
 
Uma experiência do evangelista T. L. Osborn: - uma senhora que era membro fiel de uma Igreja caiu em profundo pecado com um homem casado. O pecado foi descoberto e ela ficou envergonhada. Ela deixou a Igreja e pretendia nunca mais voltar lá. O grupo de senhoras se reuniu e orou por ela, e delegou uma irmã do grupo para ir achar a sua irmã caída. Esse era o Espírito do Bom Pastor operando nas vidas daquelas irmãs (Mt 18:11-12).
 
O dia inteiro a irmã procurou a mulher caída mas não pode encontrá-la. Cedo no dia seguinte ela saiu novamente e achou a mulher ao meio dia, envergonhada e sozinha. Eu jamais voltarei, disse a mulher caída. Mas nós queremos que você venha! Assegurou-lhe a irmã. As mulheres me querem? A caída perguntou; a irmã lhe respondeu: - sim elas te querem, mandaram lhe procurar; nós queremos você.  A mulher caída voltou, e começou a orar fervorosamente e recebeu o perdão maravilhoso de Cristo! Isso aconteceu porque uma mulher crente fez o que Cristo queria que fosse feito. Ela permitiu que Cristo procurasse a perdida que tinha se afastado do rebanho - Ele fez isso através dela. Isso é cristianismo.

O plano de Deus é usar muitas pessoas nesse ministério de evangelização pessoal, mas as dificuldades são tantas! Falta de tempo, falta de dinheiro, falta de roupa, falta de calçado, falta de companhia, falta de condução, falta de ser escalado, falta de tudo. Mas se não fosse a falta de compromisso com a obra de Deus, as cidades estariam abarrotadas de ganhadores de almas para Cristo.

Com a chegada do ministério da música em minha vida, o evangelismo pessoal tomou uma nova dimensão, porque atraídos pela música os pecadores vinham a nós, nas praças, nas casas, nos sítios, nas fazendas, nos pontos de pregação e por fim na Igreja.  Lembro-me das madrugadas pelas ruas de Santa Izabel do Ivaí, passávamos por muitas delas. Como era bonito as janelas se abrirem enquanto passávamos tocando os hinos de Deus! À frente, nosso maestro, Olívio Matozzo, atrás os demais músicos e junto, o nosso líder, o então Presbítero, José Israel do Nascimento, com seu Bombardino, como que estivesse jogando pétalas sobre os demais músicos.  Nunca alguém reclamou de nós, cada um procurava estar mais perto dos músicos.

Esse foi o momento em que o meu líder passou a me escalar para dirigir cultos em lugares distantes, e como não medíamos esforços para a obra do Senhor, o trabalho era feito. De uma maneira ou de outra Deus me levava ao local do culto. Nunca faltei e nem cheguei atrasado. Hoje fico a pensar, eu era missionário e não sabia. Graças a Deus os frutos estão espalhados pelo estado do Paraná, de onde vez por outra alguém me liga, dizendo: hoje sou Pastor; estou ainda firme com Jesus. Muito me alegro quando contatam comigo. 

Certa noite, na fazenda do senhor Tadashi, em um lugar denominado de Pé de Galinha, onde havia um ponto de culto, parece-me que semanal, na casa da irmã Sebastiana, ao fazer o apelo sua filha Tereza veio à frente chorando, senti naquela hora Deus aprovando Seu ministério em na minha vida.


Na década de 60 já casado passamos aproximadamente dois anos na cidade de Castelo, Estado do Espírito Santo (outra vez no estado do Espírito Santo) cooperando com o Pastor Luiz Albertassi Sobrinho, esTe parecia ter o ministério da "loucura da pregação" o modo de evangelismo dele não era muito conhecido entre os evangelistas, eu o denomino de "evangelismo de arrastão." Ele tinha esse talento, fazer um movimento com a banda de música, ou mesmo ele só, pelas ruas da cidade e em seguida após uma eloquente pregação arrastar todos para o edifício da Igreja. 

Ele não perdia tempo com nada, ele fazia muitas reuniões, ele era o campeão de reuniões, mas sempre nas praças públicas, no meio dos pecadores, as literaturas que ele distribuía era sempre a Bíblia mesmo. Nesse pequeno período, foram desbravadas, Castelo, Itaoca, Conceição do Castelo, Venda Nova do Imigrante, Ribeirão do Meio, Forno Grande, Aracuí, Condurú, Alto da Boa Vista e São João. Nunca fiquei sabendo que ele alguma vez pregou em grandes congressos – capacidade para isto ele tinha, mas, ele sempre preferiu pregar lá fora onde os pecadores estão.

Finalmente, na década de 70, como regente de coral, tornei-me sócio da Sociedade Brasileira de Folhetos, de onde recebia minha cota mensal, além dos que vinham de outras editoras, nunca deixei sobrar 01 (um) exemplar, porque na minha cabeça, um folheto podia representar uma alma a mais nos pés do Senhor. Comprar folheto com o dinheiro dos outros é muito fácil, sempre comprei com os recursos que Deus me deu. Recebi alguns de Pretória, África do Sul, esses vinham gratuitos. 
 
Quando tinha comércio de artefatos de algodão, normalmente colocava uma literatura no interior da peça. Desta forma: evangelizava enquanto vendia e vendia enquanto praticava o evangelismo.

CONCLUSÃO

Nunca haverá um evangelismo dinâmico se não houver desprendimento, renúncia, dedicação, desejo de trabalhar para Jesus e amor às almas. O evangelista somente poderá ser considerado como dinâmico quando nada mais o impede. Nem um outro compromisso poderá atrapalhar, e isto somente acontece, quando o Espírito do Senhor encontra lugar no coração do obreiro.

Por Pr. Jorge Albertacci
NOTAS: Terense L. Osborn  
Conquistando Almas Lá Fora Onde Os Pecadores Estão.
Volta Redonda, Rio de Janeiro, 24 de fevereiro de 2006 
 
 
Voltar para o conteúdo | Voltar para o Menu principal