Quando o Corpo Docente Falha - Estudos Bíblicos

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Estudos Bíblicos III
QUANDO O CORPO DOCENTE FALHA

1Timóteo 4:13-16  (ARC)

Persiste em ler, exortar e ensinar, até que eu vá.  Não desprezes o dom que há em ti, o qual te foi dado por profecia, com a imposição das mãos do presbitério. Medita estas coisas, ocupa-te nelas, para que o teu aproveitamento seja manifesto a todos.  Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina; persevera nestas coisas; porque, fazendo isto, te salvarás, tanto a ti mesmo como aos que te ouvem.

 
INTRODUÇÃO
 
Milhares de pecadores se convertem a Cristo  anualmente e experimentam uma nova vida através do novo nascimento, mas, em sua maioria não chegam à maturidade espiritual, pois lhes faltam discipuladores. Ainda assim, muitos daqueles que permanecem se desenvolvem com anomalias e atrofias éticas e doutrinárias.  Esta lamentável falta de discipuladores decorre de vários fatores, quais sejam: falta de interesse, falta de preparo, contaminação com o misticismo, com o sicretismo, com o liberalismo e com o relativismo inconsequente aos que adotam a fé em Cristo Jesus e o têm como Autor e Consumador da Fé Cristã. (Hebreus 12:2). 
 
A NESSECIDADE DO DISCIPULADO
 
Assim como o recém-nascido necessita de cuidados para desenvolverem-se de modo saudável, o novo convertido precisa de cuidados espirituais para chegar à maturidade na fé. Isso somente é possível se cada crente assumir o inalienável compromisso de ser um discipulador cristão.
 
Alguém em certo lugar afirmou que a Igreja é um hospital. Mas perguntamos: “Será que é uma geriatria?” — uma vez que não há renovação de seus membros. “Será que é uma ortopedia?” — uma vez que o corpo está atrofiado. “Será que é uma pediatria?” — pois todos os que nascem recebem os cuidados espirituais necessários. “Será que é uma clínica de aborto?” — onde mesmo antes dar-lhes à luz, lhes tiram a vida. Façamos de nossas Igrejas um hospital geral, que trate do ser humano em todas as suas necessidades espirituais.
 
O Pastor Elienai Cabral, comentarista da Lição Bíblica para a Escola Dominical da CPAD, nesta tese, para o dia 28 de Janeiro de 2007, afirma que o discípulo não é mero aprendiz, mas alguém que segue as pisadas de seu mestre e possui íntimo relacionamento com Ele.  A existência da Igreja local decorre, essencialmente, de duas atividades conjuntas: da evangelização e do discipulado. Não há como trabalhar com  a evangelização sem o discipulado, pois a primeira complementa a segundo. Essas duas tarefas indissociáveis estão relacionadas à suprema missão da Igreja: Pregar o evangelho a toda criatura e ensinar a todas as nações (Mt 18:19-20). Nas palavras de Jesus em Mateus 28:19-20, temos o modelo e o método do discipulado cristão. Porquanto, “pregar o evangelho” implica proclamar as boas-novas de salvação aos pecadores, a fim de convertê-los a Cristo e torná-los discípulos idôneos, fiéis a Jesus e capazes de gerarem outros seguidores (2 Tm 2:2). Devemos ressaltar que a conversão é uma obra espiritual que somente o Espírito Santo pode realizar. Somente Ele pode “fazer convertidos”, mas “fazer discípulos” é um ofício que compete a cada crente em Cristo – a cada membro da Igreja local está imposta a responsabilidade de enquanto viver, buscar outros para Cristo através da evangelização. Até mesmo, para que possam ter crédito com àquele que nos chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz, como recomenda o Mestre em Mateus 6:33 (NAA): "Mas busquem em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e todas estas coisas lhes serão acrescentadas."

A PROVIDÊNCIA DE DIVINA

Os Dons Espírittuais

1 Coríntios 12:1-12


Estudar os dons espirituais é algo maravilhoso. A palavra "dom" vem do grego charisma no singular, e charísmata no plural. Os dons são talentos e habilidades dadas por Deus à sua Igreja com o objetivo de servir melhor aos santos. Os dons espirituais podem ser classificados em três grupos: os dons de revelação, os dons de poder e os dons vocais. Os dons de revelação servem para a orientação espiritual da Igreja e do ministério na sua tomada de decisões; os dons de poder servem para a manifestação do poder de Deus na Igreja através de sinais, prodígios e maravilhas; e os dons vocais servem para comunicar os desígnios de Deus para a Igreja no sentido de exortar, edificar e consolar o povo por meio da elocução, que é a ação de anunciar o pensamento por meio de palavras. Vejamos:

I. OS DONS DE REVELAÇÃO

l. Os dons de revelação são: a palavra de sabedoria, a palavra do conhecimento e o discernimento de espíritos (1Co 12:7-10). Esses dons buscam a orientação divina para a Igreja do Senhor na terra!

2. Os dons de revelação têm a finalidade de capacitar pessoas escolhidas por Deus para transmitir ao povo uma sabe­doria superior à sabedoria humana, um conhecimento superior e um entendimento superior do mundo espiritual (Jr 33:3).

3.  A palavra da sabedoria se manifestava com intensidade na vida de Salomão (1Rs 3:28). E a palavra do conhe­cimento e o discernimento de espíritos se manifestavam de forma intensa nos ministérios dos profetas Eliseu e Daniel (2Rs 6:8-23; Dn 1:17; 2:19-22).

4.  O Deus da Bíblia é o Deus das grandes revelações. Em Dn 2:19-22 a Palavra de Deus afirma: "Então, foi revelado o segredo a Daniel numa visão de noite; e Daniel louvou o Deus do céu. Falou Daniel e disse: Seja bendito o nome de Deus para todo o sempre, porque dele é a sabedoria e a força; ele muda os tempos e as horas; ele remove os reis e estabelece os reis; ele dá sabedoria aos sábios e ciência aos inteligentes. Ele revela o profundo e o escondido e conhece o que está em trevas; e com ele mora a luz."

II. OS DONS DE PODER

1.  Os dons de poder são dons sobrenaturais pelos quais o poder de Deus se manifesta, a fim de transmitir uma resposta miraculosa por meio de uma intervenção, até mesmo na natureza física.

2.  Todos esses dons espirituais são distribuídos às pessoas pelo Espírito Santo, de acordo com sua própria vontade, para benefício e crescimento da Igreja, o Corpo de Cristo (1Co 12:11).

3.  Os dons de poder são: o dom da fé, os dons de curar e o dom de operação de maravilhas. Os dons de poder se manifestavam de forma intensa na vida de Moisés, Elias, Eliseu, Jesus, os apóstolos, Pedro, Filipe e Paulo.

4.  Em Rm 15:19 Paulo menciona a operação destes dons de poder no seu ministério, dizendo: "Pelo poder dos si­nais e prodígios, na virtude do Espírito de Deus; de maneira que, desde Jerusalém e arredores até ao llírico, tenho pregado o evangelho de Jesus Cristo."

III. OS DONS VOCAIS

1.  Os dons vocais, ou dons de expressão, são os dons do Espírito Santo manifestados por meio de expressões vocais ou orais, e são o dom de profecia, o dom de interpretação de línguas e o dom de variedade de línguas.

2.  Estes três dons, transmitidos por meio da língua, são os dons da comunicação divina para edificação pessoal do portador do dom e para edificação e exortação espiritual da Igreja.

3.  Em 1Co 14:1 Paulo aconselhou os crentes a buscarem com zelo os dons espirituais, dando um destaque especial ao dom de profecia, dizendo: "Segui o amor e procurai com zelo os dons espirituais, mas principalmente o de profetizar."

4.  Em At 19:6 Lucas revela a operação dos dons vocais em Éfeso, dizendo: "E, impondo-lhes Paulo as mãos, veio sobre eles o Espírito Santo; e falavam línguas e profetizavam."


Em 2Tm 1:6 Paulo disse a Timóteo: "Por este motivo, te lembro que despertes o dom de Deus, que existe em ti pela imposição das minhas mãos." Paulo aconselhou Timóteo a despertar o dom que já havia nele. Assim, devemos desperts-o dom de Deus que já existe dentro de nós. (Sermão 860 da Bíblia do Pregador Pentecostal de autoria do Pastor Erivaldo de Jesus Pinheiro, editada pela SBB - Sociedade Bíblica do Brasil).

A PROVIDÊNCIA DE DIVINA
Os Dons Ministeriais
Efésios 4:11-16

11 E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores, 12 querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo, 13 até que todos cheguemos à unidade da fé e ao conhecimento do Filho de Deus, a varão perfeito, à medida da estatura completa de Cristo, 14 para que não sejamos mais meninos inconstantes, levados em roda por todo vento de doutrina, pelo engano dos homens que, com astúcia, enganam fraudulosamente. 15 Antes, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo, 16 do qual todo o corpo, bem-ajustado e ligado pelo auxílio de todas as juntas, segundo a justa operação de cada parte, faz o aumento do corpo, para sua edificação em amor.(Ef 4:11-16 - ARC).

Com a providência de Deus para a Igreja, citada no versículo 11 do texto acima, o pastor Erivaldo de Jesus Pinheiro, escritor da Bíblia do Pregador Pentecostal, destaca  a formação  de "Os Cinco Pilares Ministeriais da Igreja", na forma a seguir: 

I. APÓSTOLOS

1. A primeira coluna ministerial da Igreja são os apóstolos. O apóstolo é um enviado especial, que representa a pessoa que o envia. Em Lc 6:13, Jesus "chamou a si os seus discípulos, e escolheu doze deles, a quem também deu o nome de apóstolos". O equivalente no aramaico que Jesus utilizou para "apóstolo" é shaliah, que significa "alguém que recebeu comissão e autoridade explícitas daquele que o enviou, mas sem capacidade de transferir seus atributos para outro". Cada apóstolo teve uma chamada explícita, individual e intransferível.

2. Os apóstolos formam a base da estrutura ministerial da Igreja e, por isso, aparecem encabeçando a lista dos dons ministeriais. Em Ef 2:20, Paulo diz: "Edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, de que Jesus Cristo é a principal pedra da esquina". Jesus Cristo é o apóstolo dos apóstolos, como o Escritor Sagrado escreve em Hb 3:1: "Pelo que, irmãos santos, participantes da vocação celestial, considerai a Jesus Cristo, apóstolo e sumo sacerdote da nossa confissão". Os apóstolos de Jesus Cristo serão honrados e homenageados na eternidade, onde terão os seus nomes gravados nos fundamentos da Nova Jerusalém (Ap 21:14). Então se cumprirá o que o próprio Jesus disse a eles: "Se alguém me serve, siga-me; e, onde eu estiver, ali estará também o meu servo. E, se alguém me servir, meu Pai o honrará." (Jo 12:26).

II. PROFETAS

1. A segunda coluna ministerial da Igreja são os profetas. Até os dias de Samuel, os profetas eram chamados em hebraico de haeh ou hozen, que significa "vidente". O profeta vidente era àquele que recebia as verdades divinas por meio da revelação mediata, isto é, por sonhos, visões, Urim e Tumim. Porém, a partir de Samuel, o profeta passou a ser chamado de nabi. O profeta "nabi" é o profeta que recebe a revelação divina de forma imediata, isto é, por inspiração da Palavra. Os verdadeiros profetas do Senhor comunicam a Palavra de Deus pela inspiração do Espirite Santo (2Pe 1:21).

2. Em At 13:1, Lucas escreve: "Na Igreja que estava em Antioquia havia alguns profetas e doutores, a saber: Barnabé e Simeão, chamado Níger, e Lúcio, cireneu, e Manaém, que fora criado com Herodes, o tetrarca, e Saulo." Portanto, mesmo não havendo tanta intensidade de profetas quanto havia na antiga aliança, havia também profetas de Deus na nova aliança. Entretanto, os profetas da nova aliança profetizam pelo dom de profecia (1Co 12:10). Pois o Profeta maior já veio e, nestes últimos dias, Deus nos fala por meio dele, o seu Filho Jesus Cristo (Hb 1:1).

III. EVANGELISTAS

1. A terceira coluna ministerial da Igreja são os evangelistas. O evangelista é o mensageiro de boas-novas. O evangelista exerce o ministério itinerante, levando a mensagem do evangelho de Cristo a todas as nações (At 1:8). Em At 21:8, a Bíblia destaca a visita que Paulo fez à casa de Filipe, o evangelista. E, em At 8:4-40, a Palavra de Deus destaca a notoriedade do ministério itinerante deste grande evangelista chamado Filipe.

2. Em 2Tm 4:5, Paulo recomendou a Timóteo, dizendo: "Faze a obra de um evangelista." Timóteo era pastor da Igreja de Éfeso, e Paulo o aconselhou a realizar também o trabalho de um evangelista. Hoje em nossos dias, temos muitos pastores polivalentes, que pastoreiam, ensinam, pregam e ainda exercem um ministério evangelístico. Em Rm 10:15, Paulo destaca a importância do ministério evangelístico, dizendo: "E como pregarão, se não forem enviados? Como está escrito: Quão formosos os pés dos que anunciam a paz, dos que anunciam coisas boas!" Jesus Cristo é o Evangelista dos evangelistas (Mt 9:35; Ef 2:17).

IV. PASTORES

1. A quarta coluna ministerial da Igreja são os pastores. O pastor é o homem que apascenta as ovelhas. Deus, na sua graça, quis que o seu povo fosse chamado de ovelhas, e os seus líderes, de pastores (Nm 27:15-17). Deus é o Pastor maior do seu povo, pois, no SI 100:3, o salmista disse: "Sabei que o SENHOR é Deus; foi ele, e não nós que nos fez povo seu e ovelhas do seu pasto." Aleluia! Os pastores foram levantados por Deus para pastorearem o rebanho do Senhor. Em At 20:28, a Palavra de Deus afirma: "Olhai, pois, por vós e por todo o rebanho sobre que o Espírito Santo vos constituiu bispos, para apascentardes a Igreja de Deus, que ele resgatou com seu próprio sangue."

2. Em Hb 13:20, a Bíblia afirma que Jesus Cristo é o "grande Pastor das ovelhas", pelo sangue do concerto eterno. Portanto, os pastores devem cuidar bem do rebanho de Deus; pois, hão de prestar contas das ovelhas de Cristo (Hb 13:17). Em Jo 10:11, Jesus disse: "Eu sou o bom Pastor; o bom Pastor dá a sua vida pelas ovelhas." Hoje em dia, na corrida para ver quem é o maior, existem muitos líderes que acham pouco serem chamados de pastores, preferem ser chamados de apóstolos, bispos etc, porém, esse foi um dos títulos ministeriais que Jesus fez questão de repetir duas vezes: "Eu sou o Bom Pastor, e conheço as minhas ovelhas, e das minhas sou conhecido" (Jo 10:14). Jesus Cristo é o Pastor dos pastores. Ele é o grande Pastor (SI 23:1; Hb 13:20; 1 Pe 2:25).

V. MESTRES OU DOUTORES

1. A quinta coluna ministerial da Igreja são os mestres ou doutores. Os mestres são conhecidos como os doutores da Palavra. São aqueles que conseguem sistematizar a doutrina cristã e revelar um conhecimento mais profundo da Palavra de Deus. Em 2Tm 1:11, o próprio Paulo afirma que foi designado por Cristo "pregador, apóstolo, e doutor". Paulo conseguiu, por meio da revelação divina, sistematizar toda a doutrina do evangelho de Cristo (Gl 1:11-12). Em 2Pe 3:15, o próprio Pedro, o líder do colegial apostólico, reconheceu a grande sabedoria de Paulo, dizendo: 'Tende por salvação a longanimidade de nosso Senhor, como também o nosso amado irmão Paulo vos escreveu, segundo a sabedoria que lhe foi dada".

2. Em At 13:1, a Palavra de Deus afirma que: "Na Igreja que estava em Antioquia havia alguns profetas e doutores..." Jesus Cristo é o Mestre por excelência. Ele é o Mestre dos mestres. Em Jo 13:13, Ele mesmo disse: "Vós me chamais Mestre e Senhor e dizeis bem, porque eu o sou." Jesus Cristo é o Mestre único e inconfundível (Mt 23:8).
Ressaltando, o propósito de Deus com estes dons ministeriais concedidos à sua Igreja é revelado pelo próprio Paulo em Ef 4:12: "o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo". Antes de conceder estes dons ministeriais à sua Igreja, Cristo exerceu com perfeição todos eles. Jesus Cristo é o Apóstolo perfeito, o Profeta perfeito, o Evangelista perfeito, o Pastor perfeito, e o Mestre Perfeito! Glórias a Deus!

 
PORQUE FALHA O CORPO DOCENTE
 
A Igreja moderna não tem tratado com o primor de outrora o devido cuidado com os crentes que se convertem, de modo que os mesmos aprendam a genuína mensagem da palavra de Deus. Ultimamente, há nas Igrejas cursos e mais cursos preparatórios para obreiros, mas, o que tem predominado são as falsas profecias, as falsas visões e revelações, as pregações infundadas, eivadas de feiticismos e misticismos e muita eloquência, mas, distorcida da verdade – “A maior eloquência não é a palavra pronunciada, mas a verdade em ação.” (textos judaicos).
 
O DESPREPARO QUASE QUE GENERALIZADO
 
A falta de temor a Deus (o temor a Deus é o princípio da sabedoria, Pv 9:10) da parte dos ministros que são ordenados a toque de caixa, bem como, daqueles que fazem essas ordenações, sem nenhum sentido, a não ser para os seguintes casos: para se livrar do indivíduo que depois de ordenado se mudará para outra Igreja, por interesse financeiro, para encher o púlpito, por pirraça com “concorrente” ou para agradar a uma família de vaidosos. Há ainda as instituições que ordenam, tanto homens como mulheres, de pastores a apóstolos, os quais contribuirão para essas instituições com uma mensalidade que matêm as credenciais dos ordenados atualizadas. Mas, quanto ao preparo necessário, não se trata como prevê os precitos emanados das Sagradas Escrituras.
 
QUANDO O CORPO DECENTE FALHA
 
Quando não há discipuladores doutrinados, segundo a palavra de Deus, convertidos ao evangelho genuíno, puro e santo, de nosso Senhor Jesus Cristo, os crentes aprendem de tudo, menos aptidão para servir à Igreja, e possivelmente para entrar no céu também. Quando o corpo docente falha, o povo, não para de aprender. Aprendem-se de tudo, mas, sem alicerce. Sem ter conhecimento da doutrina bíblica, a maior parte destes aprendem: testemunhar mentiras, profetizar mentiras, falar línguas estranhas sem nexo, ter visões e revelações mentirosas. Aprendem também os trejeitos esquisitos, com manifestações feias, indecentes e porque não dizer que muitas destas são indecorosas também. Quando o corpo docente falha, os discentes se transformam em crentes indisciplinados – de forma a não aceitar as lições da Escola Bíblicas da Dominical e nem o ensino pastoral. Quando o corpo docente falha, a Igreja pode morrer – morrer porque lhe falta a palavra de vida, lhe falta a água cristalina que promove vida – o crente se torna insípido, porque como sal da terra ele perde o seu teor de salgar e consequentemente morre, porque o corpo não vive sem a presença da quantidade de sal recomendada pela Anvisa, a qualquer hora. Como disse o próprio Senhor pela boca do profeta Oséias: "O meu povo foi destruído, porque lhe faltou o conhecimento; porque tu rejeitaste o conhecimento, também eu te rejeitarei, para que não sejas sacerdote diante de mim; visto que te esqueceste da lei do teu Deus, também eu me esquecerei de teus filhos." (Oséias 4:6).
 
CONCLUSÃO
 
É extremamente necessário que a Igreja local mantenha um corpo docente preparado para a formação de outros irmãos e outras irmãs interessadas no crescimento espiritual de todos, o que pode ser desenvolvido tendo como coadjuvante a Escola Bíblica Dominical. A Escola Bíblica Dominical pode ser considerada como, a mais eficiente escola de teologia das Assembleias de Deus. A Escola Dominical além de estar sempre ao alcance de todos os membros, das famílias em geral, ainda desenvolve assuntos específicos a cada domingo. Não há outro recurso que subsidia tanto, o pastor nas reuniões ministeriais e de obreiros, nos cultos de doutrina, ou de ensino, como a Escola Dominical. Para tanto, a CPAD - Casa Publicadora das Assembleias de Deus fornece trimestralmente o mais rico currículo para todas as faixas etárias, a saber, divididas da seguinte forma: as publicações da CPAD para a Escola Dominical somam 12 revistas, que são: Berçário, Maternal, Jardim de Infância, Primários, Juniores, Pré-adolescentes, Adolescentes, Juvenis, Jovens, Adultos, Novos Convertidos "Discipulando" e “O caminho para o céu” – desenvolvido para os não crentes.


Jorge Albertacci
Pastor Emérito das Assemleias de Deus do Retiro
Volta Redonda - RJ
 
 
 
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