As Dores do Crescimento - Estudos Bíblicos

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As Dores do Crescimento

Evangelismo e Missões
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AS DORES DO CRESCIMENTO

Atos dos Apóstolos 6:1-7
 
1 - Ora, naqueles dias, crescendo o número dos discípulos, houve uma murmuração dos gregos contra os hebreus, porque as suas viúvas eram desprezadas no ministério cotidiano. 2 - E os doze, convocando a multidão dos discípulos, disseram: Não é razoável que nós deixemos a palavra de Deus e sirvamos às mesas.  3 - Escolhei, pois, irmãos, dentre vós, sete varões de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria, aos quais constituamos sobre este importante negócio. 4 - Mas nós perseveraremos na oração e no ministério da palavra. 5 - E este parecer contentou a toda a multidão, e elegeram Estêvão, homem cheio de fé e do Espírito Santo, e Filipe, e Prócoro, e Nicanor, e Timão, e Pármenas e Nicolau, prosélito de Antioquia; 6 - e os apresentaram ante os apóstolos, e estes, orando, lhes impuseram as mãos. 7 - E crescia a palavra de Deus, e em Jerusalém se multiplicava muito o número dos discípulos, e grande parte dos sacerdotes obedecia à fé.

INTRODUÇÃO

No Dia de Pentecostes, quase três mil almas converteram-se ao Senhor (At 2:14-39). Apesar de um crescimento tão surpreendente, os discípulos perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações” (At 2:42). O que isso evidencia?  A completa dedicação da liderança ao discipulado e à sã doutrina. Tem você se consagrado à evangelização e ao ensino? Somente assim pode a sua Igreja crescer. Esteja, contudo, preparado para os incômodos e as dores que acompanham o crescimento. Foi o que experimentou a Igreja em Jerusalém. Experimentou, com paciência! Eles haviam aprendido a aceitar ser incompreendido! Aceitar a ser incompreendido, depende de renúncia, e motivo para isto era o que não lhes faltava, porque, por todos os cantos eles deparavam com resquícios do ministério terrenno de Jesus! O Mestre havia deixado marcas indeléveis na vida de cada um deles, e porque não dizer, de certa forma, se via os vestígios contundentes da estada de Jesus entre os homens de modo geral. Bendizendo, ou maldizendo, crendo ou criticando, ninguém podia negar de que, um profeta havia estado no meio deles.

A URGÊNCIA DA ASSISTÊNCIA SOCIAL

O contexto da comunidade cristã em Jerusalém, descrito em Atos 6, é de pobreza e necessidades sociais. O resultado do Pentecostes fez com que a Igreja de Jerusalém triplicasse em quantidade, mas em contrapartida, crescia na mesma proporção o número de necessitados. Como consequência do crescimento, surgiram carências oriundas de um contexto social de extrema pobreza e miséria. A Igreja Primitiva passara a ser grande, mas seus líderes não podiam fechar os olhos para os pobres e necessitados. Uma Igreja que cresce numericamente pode ver seu rebanho adoecer a uma velocidade desproporcional por pura falta de cuidado com as pessoas. A Igreja de Cristo precisa crescer integralmente e priorizar pessoas! (Lições Bíblicas CPAD - 13 de Fevereiro de 2011).

Em razão do crescente número de conversos, os apóstolos não mais tiveram condições de atender devidamente às demandas sociais da Igreja (At 4:4; 6:1). Era necessário organizar o ministério cotidiano. Se de início não havia necessitado algum, agora já apareciam as queixas de um segmento muito importante da irmandade: os gregos. Eram estes, segundo podemos depreender, israelitas provenientes da Diáspora. A Igreja em Jerusalém sentia, agora, as dores do crescimento. Somente as Igrejas que não crescem são poupadas de tais desconfortos.

Como está o trabalho de assistência social de sua igreja? Todos estão sendo socorridos? O ideal é que, em nosso meio, ninguém seja esquecido (At 4:34). Jesus disse que nem só de pão vive o homem, mas, de toda Palavra que procede de Deus, entretanto, é de extrema necessidade entender que o termo usado por Jesus não anula a necessidade que o novo convertido tem de se alimentar adequadamente. Enquanto a Palavra sustenta a alma, o corpo físico depende de pão. Depende de almoçar e jantar. Todos nós sabemos que quando se fala em pão, a priori, entende-se que o assunto em pauta é sobre  alimentação material, sustento, e vida vida para o corpo. Jesus, após ter jejuado quarenta dias, com certeza estava com fome. Satanás, capicioso, o tentou, aproveitando-se do momento, das circunstâncias em que sua necessidade imediata que era comer. A resposta  de Jesus foi permptória: Nem só de pão viverá o homem! (Mt 4:4). Com essa resposta  Jesus nos alerta no sentido de que não devemos viver apenas em prol de alimentarmos o nosso corpo físico. Nossa vida não consiste somente no sentido físico, mas, espírito, alma e corpo. O homem é um ser tricótomo (1Ts 5:23; Hb 4:12): "E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo, sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo." (1Ts 5:23).


ASSISTÊNCIA SOCIAL

Era imperioso aos apóstolos devotarem-se à oração e ao ensino da Palavra de Deus. Doutra forma, como haveriam de edificar a Igreja na sã doutrina? Todavia, estavam eles mais do que cientes: as obras de misericórdia são também importantes. Que os crentes, pois, sobressaiamos igualmente pelas boas obras (Mt 5:16; At 9:36; Ef 2:10). Não alerta Tiago que a fé sem as obras é morta? (Tg 2:17). A assistência social na Igreja Cristã não será menosprezada.

A SEPARAÇÃO DOS DIÁCONOS

1. O importante negócio: O trabalho assistencial foi considerado pelos apóstolos um “importante negócio” (At 6:3). Por isso houveram-se eles com diligência na escolha dos melhores homens para exercê-lo. Na Igreja de Cristo, o socorro aos necessitados também é visto como prioridade. Havendo incumbido os diáconos de zelar pelo socorro aos pobres, a Igreja Primitiva demonstra ser possível exercer o serviço cristão em sua plenitude. Em sua despensa havia tanto o pão que desce do céu como o pão que brota da terra. Que exemplo às igrejas de hoje! A ordem do Senhor não será esquecida: “Dai-Ihes, vós mesmos, de comer” (Mt 14:16).

2. Servindo à Igreja de Cristo: Tanto os doze apóstolos como os sete diáconos porfiaram em servir à Igreja. Os primeiros com a oração e a Palavra; os segundos, com o ministério cotidiano. Um não pode subsistir sem o outro. Sanada a dificuldade com a assistência às viúvas gregas, informa-nos Lucas: “Crescia a palavra de Deus, e, em Jerusalém, se multiplicava o número dos discípulos; também muitíssimos sacerdotes obedeciam à fé” (At 6:7 — ARA).

Como Ministros de Cristo, temos duas prioridades a serem observada: a oração e a proclamação da Palavra de Deus. Todavia, que jamais venhamos a descurar das obras de misericórdia. O Mestre jamais deixou de saciar os famintos. Por que agiríamos nós diferentemente? É hora, portanto, de zelarmos pelo ministério cotidiano, para que o nome de Cristo seja exaltado e magnificado sempre. É nosso dever, alimentar o povo, que nos acompanha para ouvir as Boas Novas de Salvação. O Senhor é o nosso provedor por excelência. Ele cuida de todos quantos o aceitam como Senhor das suas vidas e Salvador das suas almas. Ele livra o que estava perdido do inferno e capacita os Seus Ministros com dons especiais para levar avante o Seu Reino entre os homens. 
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Pr. Jorge Albertacci
Pastor Emérito das Assembleias de Deus do Retiro
Volta Redonda - Rio de Janeiro
Filiado às Conveções: CONFRADERJ / CGADB
NOTAS BIBLIOGRÍAFICAS
ANDRADE, C. Manual do Diácono. 1.ed. RJ: CPAD, 1999.
RICHARDS, L. O. Comentário Histórico Cultural do Novo Testamento. 1.ed. RJ: CPAD, 2007.
ANDRADE, Claudionor Corrêa de - Lições Bíblicas CPAD - 1º Trimestre de 2011
 
 
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