Evangelização uma tarefa inacabada - Estudos Bíblicos

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Evangelização uma tarefa inacabada

Teologia do Obreiro
Sempre gostei de carregar comigo alguns títulos de Folhetos Evangelísticos e para que estes não me faltassem, sempre mantive assinatura de cotas mensais com algumas editoras – Como a CPAD – Casa Publicadora das Assembleias de Deus, Sociedade Brasileira de Folhetos, ALL NATIONS GOSPEL PUBLISHERS, P.O.Box 2191, Pretoria, 0001, R.S.A, entre outras.
 
Os preços sempre me foram acessíveis e eu sempre dispunha de títulos motivados pela época do ano, como: Dia de Finados, Natal, Semana Santa, Quaresma, Carnaval, Reforma, Páscoa, Ano Novo, Dia da Bíblia, Dia Nacional de Missões, Dia das Mães e outras datas de destaque. O Folheto é uma ferramenta que fala por você, e é um meio pelo qual a pessoa evangelizada leve para casa uma porção da Palavra de Deus.
 
Há ainda, várias editoras que produz folhetos gratuitos, bem como livretos e até mesmo Evangelhos. Uma das Editoras das quais eu recebia vários tipos de literaturas gratuitas era da capital africana, Pretória.

Mesmo com este meu esforço, não consegui fazer a obra de evangelizão ampla como deveria fazer. Diante disto, resta-me dizer: Muitas foram as coisas ficaram por fazer! Jesus mesmo disse quando realizava Seu ministério terreno:  "Convém que eu faça as obras daquele que me enviou, enquanto é dia; a noite vem, quando ninguém pode trabalhar" (João 9:4). Para Jesus como Filho de Deus não existia limitações, porém, como Homem Ele não teria muito tempo para fazer tantas coisas. Do Seu exercício ministerial, fazia parte Sua passagem pelo Calvário, onde concluiria sofrendo as maiores agrúrias, inclusive a horrenda morte de cruz, para de lá, do alto do madeiro Ele fizesse a mais sublime declaração que este mundo já pode ouvir. Declaração, com a qual Ele deixaria aberto o Novo Caminho a todos. Esta foi a sexta palavra da cruz: "E, quando Jesus tomou o vinagre, disse: Está consumado!"  (João 19:30; Hebreus 10:19-20).

Terminado Seu ministério terreno, depois de morrer no Calvário, Ele ressuscitou no terceiro dia e "Finalmente apareceu aos onze, estando eles assentados juntamente, e lançou lhes em rosto a sua incredulidade e dureza de coração, por não haverem crido nos que o tinham visto já ressuscitado. E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado. E estes sinais seguirão aos que crerem: Em meu nome expulsarão os demônios; falarão novas línguas; Pegarão nas serpentes; e, se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará dano algum; e porão as mãos sobre os enfermos, e os curarão. Ora, o Senhor, depois de lhes ter falado, foi recebido no céu, e assentou-se à direita de Deus. E eles, tendo partido, pregaram por todas as partes, cooperando com eles o Senhor, e confirmando a palavra com os sinais que se seguiram. Amém." (Marcos 16:14-20).

Mesmo Seus discípulos tendo prosseguido com uma Evangelização Dinâmica, pois através deles muitos milagres eram realizados, tendo em vista, o Senhor continuar cooperando com eles em tudo, conforme consta registrado no Livro dos Atos dos Apóstolos 2:37-47:   Ouvindo eles isto, compungiram-se em seu coração e perguntaram a Pedro e aos demais apóstolos: Que faremos, varões irmãos?  E disse-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para perdão dos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo.  Porque a promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos e a todos os que estão longe: a tantos quantos Deus, nosso Senhor, chamar.  E com muitas outras palavras isto testificava e os exortava, dizendo: Salvai-vos desta geração perversa.  De sorte que foram batizados os que de bom grado receberam a sua palavra; e, naquele dia, agregaram-se quase três mil almas.  E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações. Em cada alma havia temor, e muitas maravilhas e sinais se faziam pelos apóstolos.  Todos os que criam estavam juntos e tinham tudo em comum.  Vendiam suas propriedades e fazendas e repartiam com todos, segundo cada um tinha necessidade.  E, perseverando unânimes todos os dias no templo e partindo o pão em casa, comiam juntos com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus e caindo na graça de todo o povo. E todos os dias acrescentava o Senhor à igreja aqueles que se haviam de salvar.”  Alguns anos mais tarde, depois da morte dos apóstolos a chama evangelística que ardia nos corações dos crentes da Igreja Primitiva começou a se esfriar, tendo seu ápice de esfriamento com a acessão do Imperador romano, Constantino (288-337 a. D.). Que em seu governo, a fé cristã se tornou a religião oficial do Império Romano. 

Agora seguindo no sentido horizontal, a Igreja ficou rica! A Igreja nunca esteve tão rica materialmente como nos dias de Constantino, no IV século aD. Nessa época a Igreja tornou-se a grande proprietária da Europa Ocidental. Por exemplo: Ela dominava a quarta parte dos territórios da França, Alemanha e Inglaterra. Ela possuía de igual modo muitos bens na Itália e na Espanha.   Rendas incalculáveis de todas essas terras enchiam os cofres da igreja, isso sem falar do dinheiro arrecadado na venda das indulgências.  Essa riqueza foi o principal motivo que desnorteou sua rota, de vertical para horizontal. Muito diferente dos tempos de Pedro e João na Porta do Templo chamada Formosa, quando eles não tinham nem prata e nem ouro, mas estavam plenos do Poder de Deus (Atos 3:2). Minha é a prata, e meu é o ouro, disse o SENHOR dos Exércitos  (Ageu 2:8). Nesse tempo, a Igreja já não evangelizava mais. 

Depois disto, a evangelização ressurgiu nos séculos XVI ao XX, mas, voltando neste limiar do III milênio praticamente à estaca zero. Por isto, a evangelização é uma obra inacabada.

Pr. Jorge Albertacci 
 
Assembleia de Deus do Retiro
Volta Redonda – Rio de Janeiro
 
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