O Processo da Santificação II - Estudos Bíblicos

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O Processo da Santificação II

Santificação
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O Processo da Santificação II
18/03/2017

1 Tessalonicenses 4:1-12

Exortação à Santidade, ao Amor Fraternal e ao Trabalho

“Finalmente, irmãos, vos rogamos e exortamos no Senhor Jesus que, assim como recebestes de nós, de que maneira convém andar e agradar a Deus, assim andai, para que continueis a progredir cada vez mais; porque vós bem sabeis que mandamentos vos temos dado pelo Senhor Jesus. Porque esta é a vontade de Deus, a vossa santificação: que vos abstenhais da prostituição, que cada um de vós saiba possuir o seu vaso em santificação e honra, não na paixão de concupiscência, como os gentios, que não conhecem a Deus. Ninguém oprima ou engane a seu irmão em negócio algum, porque o Senhor é vingador de todas estas coisas, como também, antes, vo-lo dissemos e testificamos. Porque não nos chamou Deus para a imundícia, mas para a santificação. Portanto, quem despreza isto não despreza ao homem, mas, sim, a Deus, que nos deu também o seu Espírito Santo. Quanto, porém, ao amor fraternal, não necessitais de que vos escreva, visto que vós mesmos estais instruídos por Deus que vos ameis uns aos outros; 10 porque também já assim o fazeis para com todos os irmãos que estão por toda a Macedônia. Exortamo-vos, porém, a que ainda nisto continueis a progredir cada vez mais, 11 e procureis viver quietos, e tratar dos vossos próprios negócios, e trabalhar com vossas próprias mãos, como já vo-lo temos mandado; 12 para que andeis honestamente para com os que estão de fora e não necessiteis de coisa alguma.”

INTRODUÇÃO

A santificação é realizada no crente pelo reconhecimento da identificação com Cristo em Sua morte e ressurreição. Quando nós nos convertemos ao Senhorio de Cristo, nascemos de novo, somos libertados das correntes do pecado, somos revestidos de um novo homem. Não somos mais portadores daquela velha natureza. Conforme declara Pedro em sua primeira carta 1:13-17: - “Portanto cingido os vossos lombos do vosso entendimento, sede sóbrios, e esperai inteiramente na graça que se vos ofereceu na revelação de Jesus Cristo. Como filhos obedientes, não vos conformando com as concupiscências que antes havia em vossa ignorância. Mas como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver.”

A EVIDÊNCIA DE SANTIDADE

O processo da santificação só se evidencia na vida do crente quando este reconhece o que Deus Pai fez por ele através de Jesus Cristo nosso Senhor e demonstra gratidão por isto. O ingrato que não valoriza o sacrifício vicário realizado por nosso Senhor Jesus Cristo, jamais se interessará pela santidade. Ele não a valorizará, em detrimento da sua escandalosa concupiscência carnal e egoística – desdenhando o preço pago por sua alma, que custou o sangue do Filho de Deus. Santo é o homem ou a mulher cuja conduta serve de exemplo e modelo. Que não permite se corromper e que mantém a sua vida segundo os preceitos estatuídos na Bíblia Sagrada, a Palavra de Deus.
 
Há uma tremenda demonstração de aversão e antipatia a certos costumes adotados pelos que primam pela santidade em suas vidas. Nesta aversão é que aparece a discursão sobre o tão propalado “usos e costumes.” A pessoa que procura a santidade, a comunhão com Deus; que se sente salva por Cristo e agradecida pelas bênçãos alcançadas; com a certeza absoluta da vida eterna no Céu com Jesus – não se conforma com as vestimentas indecentes, com as festas onde a Ação de Graças é substituída pela glutonaria, acompanhada de bebidas fortes, palavrões e todas as demais práticas adotadas pelos ímpios. Enquanto que o ímpio, critica, dizendo que santidade não está na roupa; que a santidade não impede ninguém de participar das festas mundanas e pagãs, verdadeiras rodas de escarnecedores; dizendo que a santidade está no coração. Todavia, ressalto que, atualmente os ímpios são facilmente encontrados no rol de membros de muitas Igrejas, inclusive, com alguma função. Não generalizo, mas, também, até onde conheço, não posso descartar nenhuma instituição religiosa que não estão com seu rol inchado, e sem invólucro de compressão.

A IMPORTÂNCIA DA SANTIDADE NA VIDA

Segundo a recomendação do escritor da Carta aos Hebreus 12:14-17 é imprescindível que particularmente, todos se interessem pela sua própria santificação. O que somente pode ser concretizado quando o interessado a encontrar-se com Deus na eternidade renunciar-se a si mesmo para dedicar-se integralmente a Deus. Esta foi também a recomendação do próprio Senhor Jesus:  "Então, disse Jesus aos seus discípulos: Se alguém quiser vir após mim, renuncie-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz e siga-me; porque aquele que quiser salvar a sua vida perdê-la-á, e quem perder a sua vida por amor de mim achá-la-á.  Pois que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua alma? Ou que dará o homem em recompensa da sua alma?  Porque o Filho do Homem virá na glória de seu Pai, com os seus anjos; e, então, dará a cada um segundo as suas obras.  Em verdade vos digo que alguns há, dos que aqui estão, que não provarão a morte até que vejam vir o Filho do Homem no seu Reino." (Mateus 16:24-28.

"Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor, tendo cuidado de que ninguém se prive da graça de Deus, e de que nenhuma raiz de amargura, brotando, vos perturbe, e por ela muitos se contaminem. E ninguém seja fornicador ou profano, como Esaú, que, por um manjar, vendeu o seu direito de primogenitura.  Porque bem sabeis que, querendo ele ainda depois herdar a bênção, foi rejeitado, porque não achou lugar de arrependimento, ainda que, com lágrimas, o buscou." (Hebreus 12:14:17).

A CONSTITUIÇÃO DO HOMEM

De acordo com as Sagradas Escrituras, o ser humano é desta forma composto: espírito, alma e corpo (1 Ts 5:23). Embora não seja fácil explicar a tricotomia humana, todavia, ela seja, uma realidade.

1. ESPÍRITO: Por intermédio do espírito, entramos em contato com Deus. Por isso, deve o nosso espírito ser quebrantado (Sl 51:17), voluntário (Sl 51:12) e reto (Sl 51:10). Testemunha o apóstolo Paulo que servia a Deus em seu espírito (Rm 1:9). Quando de nossa morte, entregamos a Deus o espírito (Lc 23:46; At 7:59). O espírito dos ímpios, Deus o lança no inferno (Lc 16:19-31; Sl 9:17; Mt 13:40-42; 25:41-46). Não podemos separar a alma do espírito, pois ambos formam uma unidade indivisível.

2. ALMA: Através da alma, é-nos possível, utilizando-nos de nossos sentidos, entrar em contato com o mundo exterior. Não podemos esquecer-nos de que, na Bíblia, a palavra alma aparece como sinônimo de espírito (Gn 2:19; Sl 42:2), por estarem intrinsecamente ligados em entranhas indivisíveis (Hebreus 4:12).

3. CORPO: Nosso corpo não é a realidade final de nosso ser. O seu movimento é proveniente do sopro que do Criador recebemos (Gn 2:7). Através dele, cabe-nos glorificar a Deus, pois não é instrumento de imundície, mas de santificação (1 Co 6:18-20). Como vaso do Senhor, nosso corpo deve ser preservado em santificação e honra somente para Ele (1 Ts 4:4).

CONCLUSÃO

Infelizmente, nos dias em que vivemos, Deus é considerado alguma coisa que fica em último plano na vida de muitos. Os assuntos atinentes às coisas celestiais não estão em pauta. Dificilmente Deus é lembrado em qualquer época ou ato que envolve a vida das pessoas. Até mesmo muitos que já professaram a fé em Cristo Jesus se encontram embevecidos com a tríade infernal: o mundo, a carne e o diabo.

A diferença dos que primam pela santidade, dos que não conseguem viver separados do mundanismo, da concupiscência desenfreada da carne e das artimanhas do diabo, está em tudo que envolve a vida da pessoa, desde o que calça,  veste, até à alma. Espírito, alma e corpo, plenamente preservados para o Senhor. (1 Ts 5:23) “E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo.”

Portanto, santificai-vos e sede santos, pois EU SOU O SENHOR, vosso Deus - (Lv 20:7). Fato que é reiterado por Pedro: Porquanto escrito está: Sede santos, porque EU SOU santo – (1 Pe 1:16).

E vos revistais do novo homem, que, segundo Deus, é criado em verdadeira justiça e santidade – (Ef 4:24). Com o fervor que lhe era tão peculiar, expressa Agostinho toda a sua esperança na redenção humana: “A essência mais profunda da minha natureza é que sou capaz de receber Deus em mim.” Mostra o teólogo africano, de forma despretensiosa, mas profunda, por que o nosso espírito anseia por receber a Deus: fomos por Ele criados, e a nossa alma só descansará quando repousar com Ele em Sua Santa Paz.
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Volta Redonda – Rio de Janeiro
Pastor Jorge Albertacci 
E-mail: prjorgealbertacci@yahoo.com.br
 
 
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