Pregando a Palavra de Deus Sem Perder o Rumo - Estudos Bíblicos

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Pregando a Palavra de Deus Sem Perder o Rumo

Teologia do Obreiro II
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PERDERAM O RUMO E SE DERAM PELOS CAMINHOS FLORIDOS DESTE MUNDO ENCANTADOR! 
 
Isaías 55:8-13 – 1 Coríntios 2:1-11 – 2Timóteo 4:1-5
 
Como pregadores do evangelho que somos, temos que primar por todos os meios para não perdermos o rumo. Nós da Era da Igreja, da Dispensação da Graça, da Nova Aliança; enfim, do tempo do Novo Testamento. E que vivemos em um tempo diferenciado por Deus sobre todas as coisas. Até mesmo, quanto às Setenta Semanas de Daniel, vivemos em um tempo, incógnito, que só Deus sabe!
 
Pois, terminada a Sexagésima Nona Semana, o relógio dos judeus parou! A contagem das Semanas de Daniel simplesmente parou! Parou para ver a Igreja passar! Esse intervalo em que o relógio dos judeus está parado já dura entre dois mil e dez a dois mil e dezoito anos, é muito tempo! Mas, é o Tempo da Igreja! Bem, das Setenta Semanas de Daniel, resta somente a septuagésima, ou seja, a última - que se dará no dia em que findar o Tempo da Igreja na terra, para dar lugar ao tempo pré-denominado de Grande Tribulação.
 
Pois bem, com esta movimentação toda, os pregadores hodiernos estão perdendo o rumo, visto que, no Tempo da Igreja, os pregadores devem falar simplesmente sobre o Evangelho de Jesus. Hoje, pregam-se sobre tudo, tudo, tudo, menos sobre o Evangelho. Sei muito bem que toda Escritura é divinamente inspirada, mas, assim como a de Paulo e dos demais apóstolos nossa Pregação deve ser cristocêntrica – evangelística – libertadora – graciosa e neotestamentária. Ah, mas as passagens do Velho Testamento? 

Claro que elas estão todas intrinsecamente ligadas ao Novo. É extremamente necessário que o pregador tenha ciência de quanto tempo se tem para pregar. Hoje geralmente o tempo para o pregador tem sido muito curto, talvez por que muitos dirigentes não dão prioridade à santa Palavra, ou estão dominados por tantos grupos musicais e peças teatrais, às vezes apresentadas por pessoas trajadas de palhaços. Outros pensam que o povo não quer ouvir a Palavra. Mas em contrapartida há os que pensam que o povo os quer ouvir pelo resto da vida, e disparam a falar. Quando mensagem, sempre terá gente para ouvir, mas, normalmente o que acontece é que o povo tem que aguentar uma ou duas horas.

Assim como Jesus, nossas alusões às passagens do Velho Testamento devem ser para dar ênfase as do Evangelho do Senhor. Entre os dois Testamentos há um elo inseparável, inquebrável, tanto que a Bíblia somente é Bíblia se conter os dois Testamentos – sendo 27 Livros no Novo e 39 no Velho. Sendo (ARC) Almeida Revista e Corrigida, deve conter 1.189 capítulos; 773.692 palavras e cerca de 3.566.480 letras.
 
Mas, o objetivo precípuo da Igreja é pregar o Evangelho de Cristo. Falar de Jesus, falar do Seu poder salvador e curador. Falar do Seu amor, lembrando a todos, dos tempos futuros. Do Tribunal de Cristo, das Bodas do Cordeiro, bem como de todas as coisas que o Senhor nos tem mandado falar. A Bíblia é clara! 
Ide e pregai o Evangelho a todo criatura, quem crer e for batizado será salvo, mas quem não crer será condenado – simples assim! O termo condenado, constante deste texto é simplesmente porque todos quantos não aceitarem a Jesus serão condenados e consequentemente enfrentarão os juízos de Deus.

Um contrassenso terrível é que as pregações mais onerosas nos dias atuais, são recheadas da infeliz prática da “eixegese” - desprezam a exegese pura e santa, desafinando a semântica do Espírito Inspirador. Pregar o evangelho sem a inspiração do Espírito Santo é destoar uma linda orquestra composta de sessenta e seis instrumentos.

A pregação precisa ser objetiva, direta, confrontadora e transformadora. Ela precisa gerar a agonia do arrependimento no coração do pecador, ato que somente o Espírito Santo é capaz de promover. E a pregação com esse teor só sai da boca de um homem manso, humilde e sóbrio, que vive em inteira comunhão com Deus e que use palavras informais e compreensíveis.

O pregador é o instrumento através do qual o Espírito Santo transmite a mensagem de Deus para o auditório. Caso contrário seria melhor ele se submeter a um período de oração, buscar revestimento do Céu para depois pregar.  A pregação não deve ser como um conto vulgar, é uma forma de comunicação sublime, o pregador recebe de Deus uma mensagem, que então transformará aos homens. "Ele é veículo que levará". Exige-se dedicação para se ter frutos na colheita. O Pregador deve pregar somente a verdade. O mundo necessita de uma transformação, mudança de vida, de natureza, de costumes, que somente a verdade de Deus pode produzir.

Eviete gritarias, não confunda grito com eloquência, não confunda gritaria com poder. Pregue com simplincidade e deixe o povo glorificar a Deus na medida em que o Espírito Santo o alegrar o coração através da mensagem que você como instrumento dele transmite. Quando você grita: faça isto, faça aquilo, desta e daquela forma, você está confessando publicamente que você está sendo um verdadeiro Aimaás: apressado, mas, sem mensagem nenhuma. ( 2 Samuel 18.19-29).

CONCLUSÃO

Pior do que perder o rumo é perder o Reino e pior do que perder o Reino, é induzir aos outros para que percam também!
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24-02-2014
Jorge Albertacci
Pastor Emérito da  Assembleia de Deus do Retiro
Rua Engenheiro Joaquim Cardozo, 448 
 Volta Redonda - RJ 
 
 
 
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