Dez Edificantes Estudos Para Você - Estudos Bíblicos

Buscar
Ir para o conteúdo

Menu principal:

Dez Edificantes Estudos Para Você

Estudos Bíblicos II
 ______________________


I

APRENDENDO COM A ÁGUIA
A águia é a única que enfrenta uma tempestade. As demais, ao pressentirem uma tempestade, escondem-se. A águia, porém, passa por sobre a tempestade, e voa acima da turbulência das nuvens.

NOSSA COMPARAÇÃO COM A ÁGUIA

Ela tem a visão mais apurada do mundo animal. Em Jó 39:28-29 está escrito: “Mora no penhasco, e ali passa a noite, sobre o cume do penhasco, em lugar seguro. Dali descobre a presa, seus olhos a avistam de longe.” Ao longe, de distâncias impossíveis a olhos humanos, a águia avista a sua presa. Segundo os cientistas, ela pode enxergar até três quilômetros de distância.

QUE LINDA LIÇÃO!

Diante de tantas qualidades, podemos entender que Deus criou a águia com propósitos especiais, para que nós pudéssemos extrair dela lições para nossas vidas. Tanto no Antigo como no Novo Testamentos, a águia é comparada a diversas qualidades divinas e humanas.  Deus nos ensina, através da águia, de que maneira podemos ser crentes fortes, sem penas velhas com as quais não podemos voar com desenvoltura, e ratifica isto fazendo uma maravilhosa promessa em Is 40.31: “Mas os que esperam  no Senhor renovarão suas forças. Subirão com asas como águias; correrão e não se fatigarão."   

Pastor Jorge Albertacci
______________________


II

A MÚSICA E O LOUVOR NA IGREJA

MÚSICA É CULTURA; ela expressa os padrões de comportamento de um povo. A boa música pode contribuir para dignificar ou rebaixar uma cultura. Na cultura musical alguns sons não louvam a Deus, pois são identificados apenas como acordes, cujos ritmos embalam a carne e despertam sensualidade e erotismo. No entanto, alguns destes sons foram inseridos de modo sutil em nossas igrejas.
 
LOUVOR NÃO É QUESTÃO de escolha ou gosto pessoal, é um mandamento divino. O homem foi formado para louvar a Deus, e assim, louvar é externar gratidão ao Senhor. A forma de louvar não pode ser decidida pela criatura, mas o Espírito Santo é quem ensina como se deve louvar ao Criador. Quando a decisão é tomada exclusivamente pelo homem, a tendência é de que a adoração e também a música fique corrompida.
 
DESTE MODO, no meio evangélico, já se pode observar danças sensuais, gritos e gritinhos escandalosos, música ensurdecedora e tambores que rufam e dão o ritmo musical para “satisfazer” a carne e “animar” os adoradores. Assim, em grande parte do universo da adoração evangélica muitos estão cantando, mas não estão louvando a Deus.
 
EM MUITOS CASOS o pastor é assediado por músicos e cantores que querem mudar a liturgia musical do culto. Desejam inserir melodias e ritmos estranhos a música cristã. Frequentemente condenam o uso dos “hinários” e querem substituí-los por canções modernas. Procuram introduzir “coreografias” sensuais e “expressões corporais” durante a ministração do louvor. Colocam o adorador em evidência e não Aquele que é digno da adoração.
 
A DISPLICÊNCIA DE ALGUNS vem causando estrago na igreja. Os modismos já dividiram ministérios. Líderes há que não admitem o erro, outros, porém são tolerantes. A inibição desta prática perniciosa depende da postura do pastor da igreja. Somente um líder vocacionado que passou pelo crivo dos requisitos da Escritura é que detém autoridade para impedir “inovações” espúrias na adoração do povo de Deus.
 
Autor: Douglas Roberto de Almeida Baptista
 
Postado por:
Pr. Jorge Albertacci

______________________


III

A IGREJA NOS DIAS DE CONSTANTINO
A Igreja Riquíssima, Mas Pobre aos Extremos
Vamos Entender a Questão
Pr. Jorge Albertacci

Por crer que o Deus dos cristãos foi seu aliado na luta contra o imperador Maxêncio, após o que viria a se tornar senhor soberano sobre o impero, Constantino beneficiou os cristãos transformando o cristianismo em religião oficial do estado. Sem dúvida, a igreja cresceu com grande rapidez sob a proteção de Constantino. Mas do que isto: tão logo Constantino constituiu a si mesmo patrono do cristianismo, passou a fazer ofertas vultuosas para construção de templos, sustento de ministros religiosos, inclusive, isentando-os de impostos.

Apesar de nada entender de teologia, Constantino influía decisivamente nos assuntos administrativos e doutrinários da igreja. Nessa época muitos templos e ídolos pagãos foram destruídos, e pelos idos dos anos 400 o culto pagão já não existia. A nova posição assumida pela igreja, dependendo do império, de modo algum beneficiava a sua vida. A entrada de milhares de pessoas, não convertidas em suas fileiras foi um impedimento à manutenção da vida verdadeira cristã, preparo e desenvolvimento de novos discípulos de Cristo. Não salvas, porque como possuíam muitas riquezas essas pessoas entravam para o clero sem conhecer a Deus e até mesmo desconhecendo o batismo.

O clero da igreja agora era formado por pessoas pagãs e de vidas por demais tortuosas. Não demorou para que houvesse violenta queda moral da igreja. Para certos atos julgados imorais, havia serenas penas enquanto que para ofensas menores havia penitências, tais como: confissões públicas, jejuns e orações. Para faltas mais graves, havia excomunhão.

Os bispos tornaram-se chefes da igreja; prevalecendo entre eles a ambição de poder. Meios ilícitos, os mais vergonhosos eram empregados neste sentido.  
Aqueles que haviam se tornado os líderes da igreja, tornaram-se ditadores segundo o espírito do império. Em suma o reinado de Cristo fora rejeitado! Em seu lugar surgira uma trindade de reinados – reinado do céu, reinado de Roma e reinado da igreja!!!

Certa feita, Constantino encomendou a produção de 50 Bíblias para as igrejas de Constantinopla, a antiga bizâncio que, depois de reconstruída, passou a ser a nova capital do império.     Foi denominado pelo povo,  “Constantinopla”  em vez de uma nova Roma, como pensou chama-la o próprio Constantino. Tal encomenda foi preparada com o mais fino zelo, por mãos competentes do imperador, fez uso de duas carruagens públicas para o transporte dessas Bíblias.

Lamentavelmente, a igreja oficializada pelo império romano, não mais era a igreja de Jesus Cristo e de seus apóstolos! Desde o imperador Constantino o clero vinha isento do pagamento de impostos. Ora, se os homens ricos fossem ordenados, consideráveis somas em dinheiro deixariam de entrar para os cofres do estado. Para evitar que isso acontecesse, os governos posteriores dispuseram que só fossem ordenados para o sacerdócio os de “pequena fortuna”. Como resultado disso eram recrutados homens não apenas de poucas posses, mas também de pouca ou nenhuma formação. Agora a Igreja passou a receber não só oferta dos fiéis, mas foram lhe doadas muitas extensões de terras, como também inúmeros edifícios construídos para os fiéis religiosos. Assim a igreja tornou-se “rica” e proprietária na Europa Ocidental. Por exemplo. A igreja dominava a quarta parte dos territórios da França, Alemanha e Inglaterra. Ela possuía de igual modo muitos bens na Itália e na Espanha.    Rendas incalculáveis de todas essas terras enchiam os cofres da igreja, isso sem falar do dinheiro arrecadado na venda das indulgências.

O controle desses bens estava nas mãos dos bispos. Uma disposição do papa Simplício (468-483) determinou a divisão da renda da igreja em quatro partes: uma para o bispo, uma para os demais clérigos, outra para manutenção do culto e dos edifícios, e última para os pobres.
Face ao exposto, a igreja ficou riquíssima em bens matérias e efêmeros, diferente dos dias apostólicos, a igreja de Constantino não tinha nenhum poder. Pedro e João à Porta Formosa disse ao pedinte: prata e ouro não temos, mas o que temos isto de damos, em nome de Jesus, levanta-te e anda e ele andou. Pedro e João não tinham dinheiro, mas tinham poder delegado por Jesus. A igreja de Constantino tinha muito poder, mas, delegado, não por Jesus, mas por Constantino mesmo – me lembro de um pastor dos dias atuais que expulsou demônio de uma pessoa, só que em nome dele mesmo! Hoje, bispos, pastores, apóstolos e patriarcas surgiram novamente vendendo muitas coisas – menos a salvação.

Pr. Jorge Albertacci – 03-03-2013
______________________

  
IV

AS CHAMADAS

I – A CHAMADA DO SALVADOR:

- Olhai para mim e sereis salvos, vós, todos os termos da terra; porque eu sou Deus, e não outro - (Isaías 45:22).
 
- Inclinai os ouvidos e vinde a mim; ouvi, e a vossa alma viverá; porque convosco farei um concerto perpétuo, dando-vos as firmes beneficências de Davi – (Isaías 55:3).
 
- Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei – (Mateus 11:28).
 
II -  A CHAMADA DO AMADO:
 
- Vem comigo do Líbano, minha esposa, vem comigo do Líbano; olha desde o cume de Amana, desde o cume de Senir e de Hermom, desde as moradas dos leões, desde os montes dos leopardos – (Cantares 4:8).
 
III – A CHAMADA DO PROVEDOR:
 
- Ó vós todos os que tendes sede, vinde às águas, e vós que não tendes dinheiro, vinde, comprai e comei; sim, vinde e comprai, sem dinheiro e sem preço, vinho e leite – (Isaías 55:1).
 
IV – A CHAMADA DO AMIGO:
 
- Em todo o tempo ama o amigo; e na angústia nasce o irmão - (Provérbios 17:17).
 
- Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz seu senhor; mas Eu vos tenho chamado amigos, pois tudo o que ouvi de meu Pai Eu compartilhei convosco – (João 15:15).

V – A CHAMADA DA NOIVA:

- Aquele que testifica estas coisas diz: Certamente, cedo venho. Amém! Ora, vem, Senhor Jesus! - (Apocalipse 22:20).
 
- E o Espírito e a esposa dizem: Vem! E quem ouve diga: Vem! E quem tem sede venha; e quem quiser tome de graça da água da vida – (Apocalipse 22:17).
 
VI – A CHAMADA DO ESPÍRITO:
 
- E o Espírito e a esposa dizem: Vem! E quem ouve diga: Vem! E quem tem sede venha; e quem quiser tome de graça da água da vida – (Apocalipse 22:17).
 
VII – A CHAMADA DO SEDENTO:
 
- E o Espírito e a esposa dizem: Vem! E quem ouve diga: Vem! E quem tem sede venha; e quem quiser tome de graça da água da vida – (Apocalipse 22:17).
 
VIII – A CHAMADA DE UM DOS ANJOS DO APOCALÍPSE:
 
- E veio um dos sete anjos que tinham as sete taças cheias das últimas sete pragas e falou comigo, dizendo: Vem, mostrar-te-ei a esposa, a mulher do Cordeiro - (Apocalipse 21:9).
 
- E vi um anjo que estava no sol, e clamou com grande voz, dizendo a todas as aves que voavam pelo meio do céu: Vinde e ajuntai-vos à ceia do grande Deus – (Apocalipse 19:17).
 
 
IX - A CHAMADA DAS MULHERES PARA O MAIOR MILAGRE JÁ VISTO:
 
- Ele não está aqui, porque já ressuscitou, como tinha dito. Vinde e vede o lugar onde o Senhor jazia - (Mateus 28:6).
 
X – A CHAMADA DO MÉDICO:
 
- E, tomando a palavra o príncipe da sinagoga, indignado porque Jesus curava no sábado, disse à multidão: Seis dias há em que é mister trabalhar; nestes, pois, vinde para serdes curados e não no dia de sábado (Lucas 13:14).
 
XI – A CHAMADA PARA UM LUGAR À PARTE:
 
- E ele disse-lhes: Vinde vós, aqui à parte, a um lugar deserto, e repousai um pouco. Porque havia muitos que iam, e vinham, e não tinham tempo para comer - (Marcos 6:31).
 
XII – A CHAMADA DA MULHER SAMARITANA:

- Vinde e vede um homem que me disse tudo quanto tenho feito; porventura, não é este o Cristo? - (João 4:29).
 
XIII – A CHAMADA PARA A EVANGELIZAÇÃO:
 
- E disse-lhes: Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens - (Mateus 4:19).
 
XIV – A CHAMA AOS INCRÉDULOS:
 
- E Jesus, respondendo, disse: Ó geração incrédula e perversa! Até quando estarei eu convosco e até quando vos sofrerei? Trazei-mo aqui (Mateus 17:17).
 
XV – A CHAMADA PARA AS OFERTAS:
 
­- Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim, diz o SENHOR dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu e não derramar sobre vós uma bênção tal, que dela vos advenha a maior abastança - (Malaquias 3:10).

Pr. Jorge Albertacci

______________________

 
V

NUNCA FOI TÃO FÁCIL COMO SE PENSA
Mateus 8:18-20
 
“E JESUS, vendo em torno de si uma grande multidão, ordenou que passassem para a outra margem.  E, aproximando-se dele um escriba, disse: MESTRE, aonde quer que fores, eu te seguirei. E disse Jesus: as raposas têm covis, e as aves do céu têm ninhos, mas o FILHO do HOMEM não tem onde reclinar a cabeça.”
 
A resposta de JESUS a esse homem que propôs segui-lO, caiu como que um balde de água fria sobre sua cabeça, porque seguir a JESUS nem sempre é tão confortável como se pensa.
 
Frequentemente, seguir a JESUS significa grande custo e sacrifício, sem recompensas ou seguranças terrenas. JESUS não teve sequer um lugar para chamar de lar.
 
Muitos hoje consideram que seguir a CRISTO lhes propiciam a popularidade, algumas amizades, o lazer e outros estimados hábitos, mas embora o preço pago para seguir a CRISTO seja alto. O valor de seu discípulo é ainda maior. O discipulado é um investimento que perdura por toda a eternidade e traz recompensas inimagináveis.
 
Seguir a CRISTO significa tomar a Cruz de cada dia e segui-lo. Isto difere muito do entrar em uma BMW e sair por aí dizendo que o crente tem, tem que comer e possuir o melhor da terra.
 
Seguir a CRISTO é renunciar-se a si mesmo e dedicar-se somente a ELE. E isto nunca foi muito confortável. O preço que SEUS primeiros discípulos pagaram nem sempre o homem natural está disposto a pagar. Isto dificilmente desperta interesse em alguém. Mesmo sabendo que isto pode  causar perdição eterna, com o diabo e seus anjos, mas, o homem natural tem mais disposição mesmo é para abraçar o presente, aquilo que é aparentemente belo e palpável.
 
Paulo tinha dentro dele um desassossego  pela intriga entre o lado carnal com o espiritual. E ele se autoquestiona, quando escreve aos Romanos 7:14-20:   
“Porque bem sabemos que a lei é espiritual; mas eu sou carnal, vendido sob o pecado. Porque o que faço, não o aprovo, pois o que quero, isso não faço; mas o que aborreço, isso faço.  E, se faço o que não quero, consinto com a lei, que é boa. De maneira que, agora, já não sou eu que faço isto, mas o pecado que habita em mim.  Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum; e, com efeito, o querer está em mim, mas não consigo realizar o bem.  Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero, esse faço.  Ora, se eu faço o que não quero, já o não faço eu, mas o pecado que habita em mim.”
 
Essa declaração de Paulo, o revela como um homem compreensível. Ele tinha plena consciência de sua dependência de JESUS em sua vida em todos os momentos.
 
Paulo sabia que sem JESUS na sua vida ele era presa fácil do diabo. Tanto que no versículo 23 do mesmo capítulo 7 da sua carta aos Romanos ele se declara como miserável, seguido da interrogação:  “Quem me livrará do corpo desta morte?”
 
Os ministros dos tempos modernos, nem sempre estão dispostos a se exporem com este tipo de declaração. Por que isto faz do ministro de DEUS, um homem comum, o que não é próprio dos triunfalistas.

O tempo não é simplesmente hoje, mas, é agora, em que devemos correr para os pés de JESUS, abnegados, gritando: SENHOR, usa-me da forma que melhor lhE apraz, eis-me aqui. USA-ME SENHOR.
 
Volta Redonda, Rio de Janeiro
25/06/2015
Pr. Jorge Albertacci

______________________


VI

OS OBREIRO PODEM SER OUTROS, MAS A OBRA É  A MESMA
 
INTRODUÇÃO

Assim como foi nos primórdios da Igreja, ainda hoje precisamos ser revestidos de poder do alto. Sem esta capacidade, não seremos mansos e muito menos operosos na obra do Grande Mestre. Por que veremos a seara do Senhor como que sendo nossa.
 
Para serem lançados à obra, Jesus orientou aos discípulos que, sem Ele, nada podiam fazer. Quando os encarregou da evangelização e consequentemente da conversão do mundo, Ele acrescentou:
TEXTO

"Permanecei, porém, na cidade (Jerusalém), até que do alto sejais revestidos de poder. Sereis batizados com o Espírito Santo não muito depois destes dias. Eis que sobre vós envio a promessa de meu Pai" (At 1:4-5).
COMENTÁRIO

Para o preparo e capacitação do obreiro do Senhor, é nessa permanencia na cidade que reside todo mistério, todo sucesso. Mas, ninguém mais aceita. Os homens se tornam autônomos e confiantes nas suas capacitações acadêmicas seculares e/ou teológicas seculares (neologismo meu). Todos sabem tudo sem haverem aprendido do Senhor.
 
O Batismo com o Espírito Santo, a promessa do Pai, o revestimento do poder do alto, Cristo Jesus informou-nos expressamente, ser a condição indispensável para que o excercício ministerial seja levado a efeito de forma produtiva, sem escandalos em detrimento da obra de que ele nos incumbiu a fazer.
 
Entretanto, as recomendações do Senhor nesta passagem bíblica, tem sido deixada de lado, por homens avarentos por dinheiro, por posição no clero. São como Constatinos do século XXI, por posição política, pela imposição de suas ideias as mais edruxulas perante a Igreja, Deus e a sociedade que de forma tão passivamente assiste de atônitos.
 
Meu Deus, Peço vênia, Senhor, para pergutar-te: Como havemos de obtê-lo? Cristo prometeu-o expressamente, a toda a Igreja e a cada pessoa cujo dever é trabalhar para conversão do mundo. Nunca para escandalizá-lo. E é o que tem acontecido, nos meios de comunicação: Escândalos sobre escândalos. E esta platéia que de forma tão passiva assiste de camarote, entende que tudo, provém de todos. Não conhecendo, eles não separam os lobos dos lobos mesmos! E nem o joio do joio! Porque o trigo está praticamente inconspícuo nesta tenebrosidade.
 
Jeus conhecendo a maldade, a ganância, a falta de respeito e de temor foi peremptório quando admoestou os primeiros discípulos a que não pusessem mãos à obra enquanto não recebessem esse revestimento de poder do alto. Sem esse poder eles estariam todos vulneráveis ao fracasso.
 
Jesus nessas promessas e nessas recomendações, quis sem exceção aplicá-las a todos os cristãos de todos os tempos e povos. Até o tempo do fim.

CONCLUSÃO

Assim disse o grande Evangelista Charles Finney: - “Ninguém, em tempo algum, tem o direito de esperar bom êxito, se não obtiver primeiro o poder do alto. O exemplo dos primeiros discípulos ensina-nos como obter esse revestimento. Primeiramente consagraram-se a esse trabalho, continuando em oração e súplicas até que, no dia de Pentecostes, o Espírito Santo veio sobre eles e receberam o prometido revestimento do poder do alto. Eis, portanto, a maneira de obtê-lo.”
 
Pastor Jorge Albertacci
Volta Redonda, 01h30min do dia 14 de Julho de 2015

______________________


VII

O SERVO

TEXTO 
(Isaías 52:13-15)

“Eis que o meu Servo operará com prudência; será engrandecido, e elevado, e mui sublime. Como pasmaram muitos à vista dele, pois a sua aparência estava tão desfigurada, mais do que o de outro qualquer, e a sua figura, mais do que a dos outros filhos dos homens. Assim, borrifará muitas nações, e os reis fecharão a boca por causa dele, porque aquilo que não lhes foi anunciado verão, e aquilo que eles não ouviram entenderão”
 
COMENTÁRIO

O Espírito Santo revela através de Isaías a humilhação e a exaltação do Servo, apresentada de forma bem detalhada nos versículos 1 a 12 do capítulo 53 do sagrado Livro do Profeta messiânico, Isaías. Discorrendo de forma prática, Sua morte substitutiva, Seu tempo no seio da terra, Sua ressurreição, a salvação dos pecadores, bem como a extensão de Sua intercessão pela humanidade e Seu reinado.
 
GOVERNO

Sem questionamento, quando o Servo exercer o Seu governo no Seu Reino, Ele receberá o reconhecimento de todas as nações do mundo pela efetividade de Seu reinado e proficiência de Seu trabalho (ref. Fp 2:9).

SOFRIMENTO

O Profeta previu as amarguras pelas quais o Servo haveria de passar, como crueldade as mais horríveis ao ponto de não mais ter aparência de um ser humano. Sua aparência ficará tão desfigurada que o povo olhará com pavor (Is 53:2-3; Sl 22:6; Mt 26:67; 27;30; Jo 19:3). Mesmo em Seu estado tão desfigurado o Servo executará Sua tarefa sacerdotal de purificar não apenas Israel, mas, muitos de outras nações, tribos e línguas de todo mundo (Êx 29:21; Lv 4:6; 8:11; 14:7; Nm 8:7; 19:18-19; Hb 9:13).
 
SUA EXALTAÇÃO

Em Sua exaltação, os líderes, grandes e pequenos ficarão atônitos, sem fala e perplexos diante do Servo que outrora era desprezado! (ref Sl 2). Quando Ele, o Servo, assumir o trono, todos hão de ver a manifestação do Seu poder e glória como jamais haviam ouvido falar.

Por fim, o apóstolo dos gentios, Paulo, aplica o princípio que está neste versículo à sua missão de pregar o evangelho de Cristo, o Servo, onde Ele ainda não é conhecido (Rm 15:21).
 
Mesmo sendo tão subestimado pelos homens, vale a pena pertencer o Reino de Deus. Todos os governos da terra não têm firmeza em nada, sendo ainda seus governos passageiros. Por este motivo, compensa procurar um meio para ser súdito do Reino Celestial que é eterno.
 
ELE REINARÁ DE MAR A MAR

"Ele descerá como a chuva sobre a erva ceifada, como os chuveiros que umedecem a terra.  Nos seus dias florescerá o justo, e abundância de paz haverá enquanto durar a lua.  Dominará de mar a mar, e desde o rio até às extremidades da terra. Aqueles que habitam no deserto se inclinarão ante ele, e os seus inimigos lamberão o pó.  Os reis de Társis e das ilhas trarão presentes; os reis de Sabá e de Sebá oferecerão dons.  E todos os reis se prostrarão perante ele; todas as nações o servirão. Porque ele livrará ao necessitado quando clamar, como também ao aflito e ao que não tem quem o ajude.  Compadecer-se-á do pobre e do aflito e salvará a alma dos necessitados.  Libertará a sua alma do engano e da violência, e precioso será o seu sangue aos olhos dele.  E viverá, e se lhe dará do ouro de Sabá, e continuamente se fará por ele oração, e todos os dias o bendirão.”  (Salmo 72:6-15).
 
Este poema recebe o título: “Salmo de Salomão.”  De igual modo, o Salmo 127 recebe um título semelhante. Ele tem sido interpretado tanto em relação a um rei terreno como em relação ao Messias, Jesus. Certamente, ainda não se concretizaram o caráter e domínio do rei aqui descrito nesta terra. Esta é, na verdade, a descrição do Reino perpétuo do nosso Senhor. Morgan escreve o seguinte: “Esse é o Reino que o mundo ainda está esperando. E uma ordem perfeita que ainda não foi estabelecida, porque o domínio final de Deus ainda não foi reconhecido e obedecido. Tudo isso certamente estava na visão de Jesus quando nos ensinou a orar pela vinda do Reino. O único Rei, veio, e os homens não reconheceram o seu reinado. Portanto, apesar dos melhores e mais altos esforços do homem, sem Ele, os necessitados continuam oprimidos, e a paz e prosperidade são adiadas. Para nós, o cântico deste Salmo é uma profecia de esperança. Temos visto o Rei e sabemos que o Reino perfeito não tardará, porque Deus não pode ser derrotado.”
“As condições de justiça social, estabilidade, prosperidade e paz que o Salmo descreve não são meramente ideais; seu cumprimento atual e final está plenamente subentendido por causa da esperança messiânica.”
 
ELE É A PEDRA ANGULAR
 
“Pelo que também na Escritura se contém: Eis que ponho em Sião a pedra principal da esquina, eleita e preciosa; e quem nela crer não será confundido. E assim para vós, os que credes, é preciosa, mas, para os rebeldes, a pedra que os edificadores reprovaram, essa foi a principal da esquina; e uma pedra de tropeço e rocha de escândalo, para aqueles que tropeçam na palavra, sendo desobedientes; para o que também foram destinados.” (1Pedro 2:6-8; ref. Salmo 118:22-23).
 
Denlis Allan Nas construções antigas, a pedra angular era a pedra de esquina que servia para alinhar toda a construção. A escolha de uma boa pedra facilitaria a construção conforme a planta. Uma pedra fora de esquadria resultaria numa construção errada. Os construtores de Israel julgavam Jesus uma pedra inadequada para o tipo de construção que eles queriam. Deus o julgou perfeito para edificar a Igreja conforme a planta divina.
 

Pr. Jorge Albertacci
Volta Redonda – Rio – 20/12-2013.

______________________

 
VIII

Dwight Lyman Moody
Célebre Ganhador de Almas
(1837-1899)

Tudo aconteceu durante uma das famosas campanhas de Moody e Sankey para salvar almas. A noite de uma se­gunda-feira tinha sido reservada para um discurso dirigido aos materialistas. Carlos Bradlaugh, campeão do ceticis­mo, então no zênite da fama, ordenou que todos os membros dos clubes que fundara assistissem à reunião. Assim, cerca de 5000 homens, resolvidos a dominar o culto, entraram e ocuparam todos os bancos.

Moody pregou sobre o texto: "A rocha deles não é como a nossa Rocha, sendo os nossos próprios inimigos os juizes"  (Deuteronômio 32.31).

"Com uma rajada de incidentes pertinentes e como­ventes das suas experiências com pessoas presas ao leito de morte, Moody deixou que os homens julgassem por si mes­mos quem tinha melhor alicerce sobre o qual deviam ba­sear sua fé e esperança. Sem querer, muitos dos assistentes tinham lágrimas nos olhos. A grande massa de homens, demonstrando o mais negro e determinado desafio a Deus estampado nos seus rostos, encarou o contínuo ataque de Moody aos pontos mais vulneráveis, isto é, o coração e o lar.

"Ao findar, Moody disse: 'Levantemo-nos para cantar: Oh! vinde vós aflitos! e, enquanto o fazemos, os porteiros abram todas as portas para que possam sair todos os que quiserem. Depois faremos o culto, como de costume, para aqueles que desejarem aceitar o Salvador.' Uma das pes­soas que assistiu a esse culto, disse: 'Eu esperava que todos saíssem imediatamente, deixando o prédio vazio. Mas a grande massa de cinco mil homens se levantou, cantou e assentou-se de novo; nenhum deles deixou seu assento!

"Moody, então disse: 'Quero explicar quatro palavras: Recebei, crede, confiai, aceitai.' Um grande sorriso passou de um a outro em todo aquele mar de rostos. Depois de fa­lar um pouco sobre a palavra recebei, fez um apelo: 'Quem quer recebê-lo? É somente dizer: Quero.' Cerca de cin­qüenta dos que estavam em pé e encostados às paredes, responderam: 'Quero', mas nenhum dos que estavam sen­tados. Um homem exclamou: 'Eu não posso', ao que Moo­dy replicou: 'Falou bem e com razão, amigo; foi bom ter fa­lado. Escute e depois poderá dizer: Eu posso'. Moody en­tão explicou o sentido da palavra crer e fez o segundo ape­lo: 'Quem dirá: Quero crer nele?' De novo alguns dos ho­mens que estavam em pé responderam, aceitando, mas um dos chefes dirigente dum clube, bradou: 'Eu não quero!' Moody, vencido pela ternura e compaixão, respondeu com voz quebrantada: 'Todos os homens que estão aqui esta noite têm de dizer: Eu quero ou Eu não quero.'

"Então, levou todos a considerarem a história do Filho Pródigo, dizendo: 'A batalha é sobre o querer - só sobre o querer. Quando o Filho Pródigo disse: Levantar-me-ei a luta foi ganha, porque alcançara o domínio sobre a sua própria vontade. É com referência a este ponto que depen­de tudo hoje. Senhores, tendes aí em vosso meio o vosso campeão, o amigo que disse: Eu não quero . Desejo que to­dos aqui, que acreditam que esse campeão tem razão le­vantem-se e sigam o seu exemplo, dizendo: Eu não quero.' Todos ficaram quietos e houve grande silêncio até que, por fim, Moody interrompeu, dizendo: 'Graças a Deus! Ningm diz: Eu não quero. Agora quem dirá: Eu quero? Instantaneamente parece que o Espírito Santo tomou con­ta do grande auditório de inimigos de Jesus Cristo, e cerca de quinhentos homens puseram-se de pé, as lágrimas ro­lando pelas faces e gritando: 'Eu quero! Eu quero!' Clama­ram até que todo o ambiente se transformou. A batalha foi ganha.

"O culto terminou sem demora, para que se começasse a obra entre aqueles que estavam desejosos de salvação. Em oito dias, cerca de dois mil foram transferidos das filei­ras do inimigo para o exército do Senhor, pela rendição da vontade. Os anos que se seguiram provaram a firmeza da obra, pois os clubes nunca se ergueram. Deus, na sua mise­ricórdia e poder, os aniquilou por seu Evangelho."

Um total de quinhentas mil preciosas almas ganhas para Cristo, é o cálculo da colheita que Deus fez por inter­médio de seu humilde servo, Dwight Lyman Moody. R. A. Torrey, que o conheceu intimamente, considerava-o, com razão, o maior homem do século XIX, isto é, o homem mais usado por Deus para ganhar almas.

Não é exagero dizer que, hoje em dia, muitas décadas depois de sua morte, os crentes se referem ao seu nome mais do que a qualquer outro nome depois dos tempos dos apóstolos. Que ninguém julgue, contudo, que D. L. Moody era grande em si mesmo ou que tinha oportunidades que os de­mais não têm. Seus antepassados eram apenas lavradores que viveram por sete gerações, ou duzentos anos, no vale do Connecticut, nos Estados Unidos. Dwight nasceu a 5 de fevereiro de 1837, de pais pobres, o sexto entre nove filhos. Quando era ainda pequeno, seu pai faleceu e os credores tomaram conta do que ficou, deixando a família destituída de tudo, até da lenha para aquecer a casa em tempo de in­tenso frio.

Não há história que comova e inspire tanto quanto a daqueles anos de luta da viúva, mãe de Dwight. Poucos meses depois da morte de seu marido, nasceram-lhe gê­meos e o filho mais velho tinha apenas doze anos. O conse­lho de todos os parentes foi que ela entregasse os filhos para outros criarem. Mas com invencível coragem e santa dedicação a seus filhos, ela conseguiu filhos no próprio lar. Guarda-se ainda, como tesouro pre­cioso, sua Bíblia com as palavras de Jeremias 49.11 subli­nhadas: "Deixa os teus órfãos, eu os conservarei em vida; e confiem em mim tuas viúvas."

- "Pode-se esperar outra coisa a não ser que os filhos fi­cassem ligados à mãe e que crescessem para se tornarem homens e mulheres que conhecessem o mesmo Deus que ela conhecia?" - Assim se expressou Dwight, ao lado do ataúde quando ela faleceu com a idade de noventa anos: -"Se posso conter-me, quero dizer algumas palavras. É grande honra ser filho de uma mãe como ela. Já viajei mui­to, mas nunca encontrei alguém como ela. Ligava a si seus filhos de tal maneira que representava um grande sacrifí­cio para qualquer deles afastar-se do lar. Durante o pri­meiro ano depois que meu pai faleceu, ela adormecia todas as noites chorando. Contudo, estava sempre alegre e ani­mada na presença dos filhos. As saudades serviam para chegá-la mais perto de Deus. 

Muitas vezes eu me acordava e ela estava orando, às vezes, chorando. Não posso expres­sar a metade do que desejo dizer. Aquele rosto, como é querido! Durante cinqüenta anos não senti gozo maior do que o gozo de voltar a casa. Quando estava ainda a setenta e cinco quilômetros de distância, já me sentia tão inquieto e desejoso de chegar que me levantava do assento para passear pelo carro até o trem chegar à estação... Se chega­va depois de anoitecer, sempre olhava para ver a luz na ja­nela da minha mãe. Senti-me tão feliz esta vez por chegar a tempo de ela ainda me reconhecer! Perguntei-lhe: -'Mãe, me conhece?' Ela respondeu: - 'Ora, se eu te conhe­ço!' Aqui está a sua Bíblia, assim gasta, porque é a Bíblia do lar; tudo que ela tinha de bom veio deste livro e foi dele que nos ensinou. Se minha mãe foi uma bênção para o mundo é porque bebia desta fonte. A luz da viúva brilhou do outeiro durante cinqüenta anos. Que Deus a abençoe, mãe; ainda a amamos! Adeus, por um pouco, mãe!"

Ao contemplar o êxito de Dwight L. Moody, somos constrangidos a acrescentar: - Quem pode calcular as pos­sibilidades de um filho criado num lar onde os pais amam sinceramente ao Pai celestial a ponto de chamar diariamente todos os filhos para escutarem a sua voz na leitura da Bíblia e reverentemente clamarem a Ele em oração? Todos os filhos da viúva Moody assistiam aos cultos nos domingos; levavam merenda para passar o dia inteiro na igreja. Tinham de ouvir dois prolongados sermões e, no intervalo, assistir à Escola Dominical. Dwight, depois de trabalhar a semana inteira, achava que sua mãe exigia de­mais obrigando-o a assistir aos sermões, os quais não com­preendia. Mas, por fim, chegou a ser agradecido a essa boa mãe pela dedicação nesse sentido.

Com a idade de dezessete anos, Moody saiu de casa para trabalhar na cidade de Boston, onde achou emprego na sapataria de um seu tio. Continuou a assistir aos cultos, mas ainda não era salvo.  Notai bem, os que vos dedicais à obra de ganhar almas: não foi num culto que Dwight Moody foi levado ao Salva­dor. Seu professor da Escola Dominical, Eduardo Kimball, conta:

"Resolvi falar-lhe acerca de Cristo e de sua alma. Vaci­lei um pouco em entrar na sapataria, não queria embara­çar o moço durante as horas de serviço. Por fim, entrei, re­solvido a falar sem mais demora. Achei Moody nos fundos da loja, embrulhando calçados. Aproximei-me logo dele e, colocando a mão sobre seu ombro, fiz o que depois parecia-me um apelo fraco, um convite para aceitar a Cristo. Não me lembro do que eu disse, nem mesmo Moody podia lembrar-se alguns anos depois. Simplesmente falei do amor de Cristo para com ele, e o amor que Cristo esperava dele, de volta. Parecia-me que o moço estava pronto para receber a luz que o iluminou naquele momento e, lá nos fundos da sapataria, entregou-se a Cristo."

Na história dos crentes, através dos séculos, não há crente que fosse, no zelo, menos remisso e, no espírito, mais fervoroso em servir ao Senhor, desde a conversão até o dia da morte, do que Moody de Northfield. Quantas ve­zes depois, o senhor Kimball dava graças a Deus por não ter sido desobediente à visão celestial; qual teria sido o re­sultado se não tivesse falado ao moço naquela manhã na sapataria?!Era costume das igrejas daquela época, alugarem os as­sentos. Moody, logo depois da sua conversão, transbordan­do de amor para com seu Salvador, pagou aluguel de um banco, percorrendo as ruas, hotéis e casas de pensão solici­tando homens e meninos para enchê-lo em todos os cultos. Depois alugou mais um, depois outro, até conseguir encher quatro bancos, todos os Domingos. Mas isso não era sufi­ciente para satisfazer o amor que sentia para com os perdi­dos. Certo domingo visitou uma Escola Dominical em ou­tra rua. Pediu permissão para ensinar também, uma clas­se. O dirigente respondeu: "Há doze professores e dezesseis alunos, porém o senhor pode ensinar todos os alunos que conseguir trazer à escola." 

Foi grande a surpresa de todos quando Moody, no domingo seguinte, entrou com dezoito meninos da rua, sem chapéu, descalços e de roupa suja e esfarrapada, mas, como ele disse: "Todos com uma alma para ser salva." Continuou a levar cada vez mais alunos à Escola até que, alguns domingos depois, no prédio não ca­biam mais; então resolveu abrir outra escola em outra par­te da cidade. Moody não ensinava, mas arranjava profes­sores, providenciava o pagamento do aluguel e de outras despesas. Em poucos meses essa Escola veio a ser a maior da cidade de Chicago. Não julgando conveniente pagar ou­tros para trabalhar no Domingo, Moody, cedo, pela ma­nhã, tirava as pipas de cerveja (outros ocupavam o prédio durante a semana), varria e preparava tudo para o funcio­namento da escola. Depois, então, saía para convidar alu­nos. Às duas horas, quando voltava de fazer os convites, achava o prédio repleto de alunos.

Depois de findar a escola, ele visitava os ausentes e convidava todos para ouvirem a pregação, à noite. No ape­lo, após o sermão, todos os interessados eram convidados a ficar para um culto especial, no qual tratavam individual­mente com todos. Moody também participava nessa co­lheita de almas. Antes de findar o ano, 600 alunos, em média, assistiam à Escola Dominical, divididos em 80 classes. A seguir a as­sistência subiu a 10000 e, às vezes, a 1500.  O êxito de Moody na Escola Dominical atraiu a aten­ção de outros que se interessavam pelo mesmo trabalho.De vez em quando era convidado a participar nas grandes convenções das Escolas Dominicais. Certa vez, depois de Moody haver falado numa convenção, um orador censu­rou-o severamente por não saber dirigir-se a um auditório. Moody foi para a frente, e depois de explicar que reconhe­cia não ser instruído, agradeceu ao ministro por ter mos­trado seus defeitos e pediu-lhe que orasse a Deus para que o ajudasse a fazer o melhor que pudesse.

Ao mesmo tempo que Moody se aplicava à Escola Do­minical com tais resultados, esforçava-se, também, no co­mércio todos os dias. O grande alvo da sua vida era vir a ser um dos principais comerciantes do mundo, um multi­milionário. Não tinha mais de 23 anos e já tinha ajuntado 7000 dólares! Mas seu Salvador tinha um plano ainda mais nobre para seu servo.

Certo dia, um dos professores da Escola Dominical en­trou na sapataria onde Moody negociava. Informou-o de que estava tuberculoso e que, desenganado pelo médico, resolvera voltar para Nova Iorque e aguardar a morte. Confessou-se muito perturbado, não porque tinha de mor­rer, mas porque até então não conseguira levar ao Salvador nenhuma das moças da sua classe da Escola Dominical. Moody, profundamente comovido, sugeriu que visitassem juntos as moças em suas casas, uma por uma. Visitaram uma, o professor falou-lhe seriamente acerca da salvação da sua alma. A moça deixou seu espírito leviano e começou a chorar, entregando-se ao seu Salvador. Todas as outras moças que foram visitadas naquele dia fizeram o mesmo.

Passados dez dias, o professor foi novamente à sapata­ria. Com grande gozo informou a Moody que todas as mo­ças se haviam entregado a Cristo. Resolveram então convi­dar todas para um culto de oração e despedida na véspera da partida do professor para Nova Iorque. Todos se ajoe­lharam e Moody, depois de fazer uma oração, estava para se levantar quando uma das moças começou, também, a orar. Todos oraram suplicando a Deus em favor do profes­sor. Ao sair Moody suplicou: "Ó Deus, permite-me morrer antes de perder a bênção que recebi hoje aqui!"Moody, mais tarde, confessou: "Eu não sabia o preço que tinha de pagar, como resultado de haver participado na evangelização individual das moças. Perdi todo jeito de negociar; não tinha mais interesse no comércio. Experi­mentara um outro mundo e não mais queria ganhar di­nheiro... Oh! delícia, a de levar uma alma das trevas deste mundo à gloriosa luz e liberdade do Evangelho!"

Então, não muito depois de casar-se, com a idade de vinte e quatro anos, Moody deixou um bom emprego com o salário de cinco mil dólares por ano, um salário fabuloso naquele tempo, para trabalhar todos os dias no serviço de Cristo, sem ter promessa de receber um único cêntimo. De­pois de tomar essa resolução, apressou-se em ir à firma B. F. Jacobs & Cia., onde, muito comovido, anunciou: - "Já resolvi empregar todo o meu tempo no serviço de Deus!" -"Como vai manter-se?" - "Ora, Deus me suprirá de tudo, se Ele quiser que eu continue; e continuarei até ser obriga­do a desistir."

É muito interessante notar o que ele escreveu não mui­to depois, a seu irmão Samuel: "Caro irmão: As horas mais alegres que já experimentei na terra foram as que passei na obra da Escola Dominical. Samuel, arranja uma classe de moços perdidos leva-os à Escola Dominical e pede a Deus sabedoria, e instrui-os no caminho da vida eterna!" Ao mesmo tempo em que Moody descrevia a sua alegria, foi obrigado a deixar a pensão, a alimentar-se mais simples­mente e a dormir num dos bancos do salão.

Acerca de seu desprendimento pelo dinheiro, R. A. Tor-rey fez esta observação: "Ele (Moody) disse-me que, se ti­vesse aceitado lucros provenientes da venda dos hinários por ele publicados, eles somariam um milhão de dólares. Porém Moody recusou-se a tocar naquele dinheiro, embora por direito fosse seu... Numa certa cidade visitada por Moody nos últimos dias de sua vida, estando eu em sua companhia, foi publicamente anunciado que ele não acei­taria qualquer recompensa por seus serviços. O fato era que ele quase não tinha outros meios de sustento senão aquilo que recebia nas suas conferências, todavia ele não comentou o anúncio feito, mas saiu daquela cidade sem re­ceber um centavo sequer pelo seu árduo trabalho; e, pare­ce-me, que foi ele mesmo quem pagou sua conta no hotel onde se hospedara."

A parte da biografia de D. L. Moody que trata dos pri­meiros anos do seu ministério está repleta de proezas feitas na carne. Mencionamos aqui apenas uma, isto é, o fato de Moody fazer 200 visitas em um só dia. Ele mesmo mais tarde se referia àqueles anos como uma manifestação do "zelo de Deus, mas sem entendimento", acrescentando: Há, contudo muito mais esperança para o homem com zelo e sem entendimento do que para o homem de entendi­mento sem zelo."

Rompeu a tremenda Guerra Civil e Moody chegou com os primeiros soldados ao acampamento militar onde ar­mou uma grande tenda para os cultos. Depois ajuntou di­nheiro e levantou um templo onde dirigiu 1500 cultos du­rante a guerra. Uma pessoa que o conhecia assim comen­tou sua ação: "Moody precisa estar constantemente em to­dos os lugares, dia e noite, nos domingos e todos os dias da semana; orando, exortando, tratando com os soldados acerca das suas almas, regozijando-se nas oportunidades abundantes de trabalhar no grande fruto ao seu alcance por causa da guerra."  Depois de findar a guerra, dirigiu uma campanha para levantar em Chicago um prédio para os cultos, com capa­cidade para três mil pessoas. Quando, mais tarde esse edifício foi destruído por um incêndio, ele e dois outros ini­ciaram outra campanha, antes de os escombros haverem esfriado, para levantar novo edifício. Trata-se do Farwell Hall II, que se tornou um grande centro religioso em Chi­cago. O segredo desse êxito foram os cultos de oração que se realizavam diariamente, ao meio-dia, precedidos por uma hora de oração de Moody, escondido no vão debaixo da escada.

No meio desses grandes esforços, Moody resolveu, ines­peradamente, fazer uma visita à Inglaterra. Em Londres, antes de tudo, foi ouvir Spurgeon pregar no Metropolitan Tabernacle. Já tinha lido muito do que "o príncipe dos pregadores" escrevera, mas ali pôde verificar que a grande obra não era de Spurgeon, mas de Deus, e saiu de lá com uma outra visão.  Visitou Jorge Müller e o orfanato em Bristol. Desde aquele tempo a Autobiografia de Müller exerceu tanta in­fluência sobre ele como já o tinha feito "O Peregrino", de Bunyan.

Entretanto, nessa viagem, o que levou Moody a buscar definitivamente uma experiência mais profunda com Cris­to, foram estas palavras proferidas por um grande ganha­dor de almas de Dubim, Henrique Varley: "O mundo ain­da não viu o que Deus fará com, para, e pelo homem intei­ramente a Ele entregue." Moody disse consigo mesmo: "E­le não disse por um grande homem, nem por um sábio, nem por um rico, nem por um eloqüente, nem por um inte­ligente, mas simplesmente por um homem. Eu sou um ho­mem, e cabe ao homem mesmo resolver se deseja ou não consagrar-se assim. Estou resolvido a fazer todo o possível para ser esse homem." Apesar de tudo isso, Moody, depois de voltar à América, continuava a se esforçar e a empregar métodos naturais. Foi nessa época que a cidade de Chicago foi reduzida a cinzas no pavoroso incêndio de 1871.

Na noite do início do pavoroso incêndio, Moody pregou sobre este tema: - "Que farei, então, de Jesus, chamado Cristo?" Ao concluir seu sermão, ele disse ao auditório, o maior a que pregara em Chicago: "Quero que leveis esse texto para casa e nele mediteis bem durante a semana e no domingo vindouro iremos ao Calvário e à cruz e resolvere­mos o que faremos de Jesus de Nazaré."

- "Como errei!" disse Moody, depois. - "Não me atrevo mais a conceder uma semana de prazo ao perdido para de­cidir sobre a salvação. Se se perderem serão capazes de se levantar contra mim no dia do juízo. Lembro-me bem de como Sankey cantou e como sua voz soou quando chegou a estrofe de apelo: "O Salvador chama para o refúgio. Rom­pe a tempestade e breve vem a morte."

"Nunca mais vi aquele auditório. Ainda hoje desejo chorar... Prefiro ter a mão direita decepada, a conceder ao auditório uma semana para decidir o que fará de Jesus. Muitos me censuram dizendo: - "Moody, o senhor quer que o povo se decida imediatamente. Por que não lhe dá tempo para consultar?"
"Tenho pedido a Deus muitas vezes que me perdoe por ter dito naquela noite que podiam passar oito dias para considerar, e se Ele poupar minha vida não o farei de novo."

O grande incêndio rugiu e ameaçou durante quatro dias; consumindo Farwell Hall, o templo de Moody e a sua própria residência. Os membros da igreja foram todos dis­persos. Moody reconheceu que a mão de Deus o castigara para o ensinar, e isso tornou-se para ele motivo de grande regozijo. Foi a Nova Iorque, a fim de granjear dinheiro para os flagelados do grande sinistro. Acerca do que se passou, ele mesmo escreveu: "Não sentia o desejo no coração de solici­tar dinheiro. Todo o tempo eu clamava a Deus pedindo que me enchesse do seu Espírito. Então, certo dia, na cida­de de Nova Iorque - Ah! que dia! Não posso descrevê-lo, nem quero falar no assunto; é experiência quase sagrada demais para ser mencionada. O apóstolo Paulo teve uma experiência acerca da qual não falou por catorze anos. Pos­so apenas dizer que Deus se revelou a mim e tive uma ex­periência tão grande do seu amor que tive de rogar-lhe que retirasse de mim sua mão. Voltei a pregar. Os sermões não eram diferentes; não apresentei outras verdades; contudo, centenas se converteram. Não quero voltar para viver de novo como vivi outrora nem que eu pudesse possuir o mun­do inteiro."

Acerca dessa experiência, um de seus biógrafos acres­centou: "O Moody que andava na rua parecia outro. Nun­ca jamais bebera mosto, mas então conhecia a diferença entre o júbilo que Deus dá e o falso júbilo de Satanás. En­quanto andava, parecia-lhe que um pé dizia a cada passo, 'Glória!' e o outro respondia, 'Aleluia!'. O pregador rom­peu em soluços, balbuciando: 'Ó Deus, constrange-nos an­dar perto de ti para todo o sempre."

Sobre o mesmo acontecimento, ainda outro escreveu o seguinte: "O fruto da sua pregação tinha sido pequeno. Angustiado em espírito, ele andava pelas ruas da grande cidade de noite orando: 'Ó Deus unge-me com teu Espírito!' - Deus ouviu e concedeu-lhe lá mesmo na rua, aquilo por que rogava. Sua vida anterior era como se experimen­tasse puxar água dum poço que parecia seco. Fazia funcio­nar a bomba com toda a força, mas tirava muito pouca água. Agora Deus fez sua alma como um poço artesiano onde nunca falta água. Assim chegou a compreender o que significam as palavras: "A água que eu lhe der, virá a ser nele uma fonte de água que mana para a vida eterna."

O Senhor supriu dinheiro para Moody construir um edifício provisório para realizar os cultos em Chicago. Era de madeira rústica, forrado de papel grosso para evitar o frio; o teto era sustentado por fileiras de estacas colocadas no centro. Nesse templo provisório realizaram-se os cultos, durante três anos, no meio dum deserto de cinzas. A maior parte do trabalho de construção fora feita pelos membros que moravam em ranchos ou mesmo em lugares escavados por debaixo das calçadas das ruas. Ao primeiro culto assis­tiram mais de mil crianças com seus respectivos pais!

Esse templo provisório serviu de morada para Moody e Sankey, seu evangelista-cantor; eram tão pobres como os outros em redor, mas tão cheios de esperança e gozo que conseguiram levar muitos a Cristo e se tornarem ricos, apesar de nada possuírem. Onda após onda de avivamento passou sobre o povo. Os cultos continuavam dia e noite, quase sem cessar, durante alguns meses. Multidões chora­vam seus pecados, às vezes dias inteiros e no dia seguinte, perdoados, clamavam e louvavam em gratidão a Deus. Homens e mulheres até então desanimados participavam do gozo transbordante de Moody, transformado pelo batis­mo com o Espírito Santo.

Não muito depois de haver construído o templo perma­nente (com assentos para 2000 pessoas - e sem endividar-se), Moody fez a sua segunda viagem à Inglaterra. Nos seus primeiros cultos nesse país, encontrou igrejas frias, com pouca assistência e o povo sem interesse nas suas mensagens. Mas a unção do Espírito, que Moody recebera nas ruas de Nova Iorque, ainda permanecia na sua alma e Deus o usou como seu instrumento para um avivamento mundial.

Não desejava métodos sensacionais, mas usou os mesmos métodos humildes até o fim da vida: sermão dirigido direto aos ouvintes; aplicação prática da mensagem do Evangelho à necessidade individual; solos cantados sob a unção do Espírito; apelo para que o perdido se entregasse imediatamente; uma sala no lado aonde levava os que se achavam em "dificuldades" em aceitar a Cristo; a obra que depois os salvos faziam entre os "interessados" e re­cém-convertidos; diariamente uma hora de oração ao meio-dia, e cultos que duravam dias inteiros.

O próprio Moody disse estas palavras: "Se estamos cheios do Espírito, e de poder, um dia de serviço com poder vale mais do que um ano de serviço sem esse poder." Outra vez acrescentou: "Se estamos cheios do Espírito, ungidos, nossas palavras alcançarão os corações do povo."

Na Inglaterra, as cidades de York, Senderland, Bishop, Auckland, Carlisle e Newcastle foram vivificadas como nos dias de Whitefield e Wesley. Na Escócia, em Edinburgh, os cultos se realizaram no maior edifício e "a cidade inteira ficou comovida." Em Glasgow, a obra começou com uma reunião de professores da Escola Dominical, a que assistiram mais de 3000. O culto de noite foi anuncia­do para às 6,30, mas muito antes da hora marcada, o gran­de edifício ficou repleto e a multidão que não pôde entrar foi levada para as quatro igrejas mais próximas. Essa série de cultos transformou radicalmente a vida diária do povo. Na última noite Sankey cantou para 7000 pessoas que es­tavam dentro do edifício, e Moody, sem poder entrar no auditório, subiu numa carruagem e pregou a 20 mil pes­soas que se achavam congregadas do lado de fora. O coral cantou os hinos de cima dum galpão. Em um só culto mais de 2000 pessoas responderam ao apelo para se entregarem definitivamente a Cristo.

Durante o verão, pregou em Aberdeen, Montrose, Brechin, Forfar, Huntley, Inverness, Arbroath, Fairn, Nairn, Elgin, Ferres, Grantown, Keith, Rothesay e Campbel-town; muitos milhares assistiam a todos os cultos. Na Irlanda, Moody pregou nos maiores centros com os mesmos resultados, como na Inglaterra e Escócia. Os cul­tos em Belfast continuaram durante quarenta dias. O últi­mo culto foi reservado para os recém-convertidos, que só podiam ter ingresso por meio de bilhetes, concedidos gra­tuitamente. Assistiram 2.300 pessoas. Belfast fora o centro de vários avivamentos, mas todos concordam em que nun­ca houvera um avivamento antes desse de resultados tão permanentes.

Depois da campanha na Irlanda, Moody e Sankey vol­taram à Inglaterra e dirigiram cultos inesquecíveis em Shefield, Manchester, Birgmingham e Liverpool. Durante muitos meses, os maiores edifícios dessas cidades ficaram superlotados de multidões desejosas de ouvirem a apresen­tação clara e ousada do Evangelho por um homem livre de todo o interesse e ostentação. O poder do Espírito se mani­festou em todos os cultos produzindo resultados que per­manecem até hoje.

O itinerário de Moody e Sankey na Europa, findou-se após quatro meses de cultos em Londres. Moody pregava alternadamente em quatro centros. Os seguintes algaris­mos nos servem para compreender algo da grandeza dessa obra durante os quatro meses: Realizaram-se 60 cultos em Agricultural Hall, aos quais um total de 720.000 pessoas assistiram; em Bow Road Hall, 60 cultos, aos quais 600.000 assistiram; em Camberwell Hall, 60 cultos, com a assistên­cia de 480.000; Haymarket Opera House, 60 cultos, 330.000; Vitória Hall, 45 cultos, 400.000 assistentes.

Como é glorioso acrescentar aqui o seguinte: "As dife­renças entre as denominações quase desapareceram. Pre­gadores de todas as igrejas cooperavam numa plataforma comum para a salvação dos perdidos. Abriram-se de novo as bíblias e houve um grande interesse pelo estudo da Pa­lavra de Deus."
Quando Moody saiu dos Estados Unidos em 1873, era conhecido apenas em alguns Estados e tinha fama, apenas como obreiro de Escola Dominical e da Associação Cristã de Moços. Mas quando voltou da campanha na Inglaterra em 1875, era conhecido como o mais famoso pregador do mundo. Contudo continuou o mesmo humilde servo de Deus. Foi assim que uma pessoa que o conhecia intima­mente descreveu sua personalidade: "Creio que era a pes­soa mais humilde que jamais conheci... Ele não fingia hu­mildade. No íntimo do seu coração rebaixava-se a si mes-mo e superestimava os outros. Ele engrandecia outros ho­mens, e, sempre que possível arranjava para que eles pre­gassem. Fazia tudo para não aparecer."

Ao chegar novamente aos Estados Unidos, Moody rece­beu convites, para pregar, de todas as partes do País. Sua primeira campanha (em Brooklyn) foi um modelo para to­das as outras. As denominações cooperavam; alugaram um prédio que comportava 3000 pessoas. O resultado foi uma grande e permanente obra.

Durante um período de vinte anos, ele dirigiu campa­nhas com grandes resultados nas maiores cidades dos Es­tados Unidos, Canadá e México. Em diversos lugares as campanhas duraram até seis meses. Em todos os lugares Moody proclamava clara e praticamente a mensagem do Evangelho. Nas suas campanhas havia ocasiões que eram realmen­te dramáticas. Em Chicago, o Circo Forepaugh, com uma tenda de lona que tinha assentos para 10.000 pessoas e lu­gares para outras 10.000 em pé, anunciou representações para dois domingos. Moody alugou a tenda para os cultos de manhã, os donos achando muita graça em tal tentativa. Mas no primeiro culto a tenda ficou repleta. Foram tão poucos os que assistiram às representações do circo à tar­de, que os donos resolveram não fazer sessão no segundo domingo. Entretanto, o culto realizou-se sob a lona no se­gundo domingo, o calor era tanto que dava a impressão de matar a todos, porém 18.000 pessoas ficaram em pé, ba­nhados em suor e esquecidos do calor. 

No silêncio que rei­nava durante a pregação de Moody, o poder desceu e cen­tenas foram salvos. Acerca de um desses cultos certo assis­tente deu estas impressões:  "Nunca jamais me esquecerei de certo sermão que Moody pregou. Foi no Circo de Forepaugh durante a Expo­sição Mundial. Estavam presentes 17.000 pessoas, de to­das as classes e de todas as qualificações. O texto do ser­mão foi: Pois o Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido.' Grandiosa era a unção do pregador; pa­recia que estava em íntimo contacto com todos os corações daquela massa de gente. Moody disse repetidamente: Pois o Filho do homem veio - veio hoje ao Circo Forepaugh - para procurar e salvar o que se perdera.' Escrito e impres­so, isso parece um sermão comum, mas as suas palavras, pela santa unção que lhe sobreveio, tornaram-se palavras de espírito e de vida."

Durante a Exposição Mundial, no dia designado em honra de Chicago, todos os teatros da cidade fecharam, porque se esperava que todo o mundo fosse à Exposição a seis quilômetros de distância. Porém Moody alugou o Cen­tral Music Hall e R. A. Torrey testificou que a assistência era tão grande, que ele só conseguiu entrar por uma janela dos fundos do prédio. Os cultos de Moody continuaram tão concorridos que a Exposição Mundial teve de deixar de funcionar aos domingos, por falta de assistência.

Henrique Moorehouse, pregador escocês, dá a seguinte opinião acerca dos discursos de Moody:
1)  "Crê firmemente que o Evangelho salva os pecado­res, quando eles crêem, e confia na história simples do Sal­vador crucificado e ressuscitado.

2)  "Espera a salvação de almas, quando prega, e o re­sultado é que Deus honra a sua fé.

3) "Prega como se nunca jamais se realizasse outro cul­to e como se os pecadores nunca mais tivessem oportuni­dade de ouvir o som do Evangelho. Seus apelos a decisão agora mesmo são comoventes.

4)  "Consegue levar os crentes a trabalhar com os inte­ressados depois do sermão. Insiste em que perguntem aos que estão assentados ao lado se são salvos ou não. Tudo na sua obra é muito simples e aconselho os obreiros da seara do Senhor a aprenderem de nosso amado irmão algumas li­ções preciosas sobre a obra de ganhar almas."

O doutor Dale disse: "Acerca do poder de Moody, acho difícil falar. É tão real e ao mesmo tempo tão diferente do poder dos demais pregadores, que não sei descrevê-lo. Sua realidade é inegável. Um homem que pode cativar o inte­resse de um auditório de três a seis mil pessoas, por meia hora, de manhã, por quarenta minutos, de novo, ao meio-dia e de um terceiro auditório, de 13 a 15 mil, durante qua­renta minutos, à noite, deve ter um poder extraordinário."

Acerca desse poder maravilhoso, Torrey testificou: "Várias vezes tenho ouvido diversas pessoas dizerem que viajaram grandes distâncias para ver e ouvir D. L. Moody, e que ele, de fato, é um maravilhoso pregador. Sim, ele era em verdade um maravilhoso pregador; considerando tudo, o mais maravilhoso que eu jamais ouvi; era grande o privi­légio de ouvi-lo pregar, como só ele sabia pregar. Contudo, conhecendo-o intimamente, quero testificar que Moody era maior como intercessor do que como pregador. Enfren­tando obstáculos aparentemente invencíveis, ele sabia vencer todas as dificuldades. Sabia, e cria no mais profun­do de sua alma, que não havia nada demasiadamente difí­cil para Deus fazer, e que a oração podia conseguir tudo que Deus pudesse realizar."
Certo dia, na sua grande campanha em Londres, Moo­dy estava pregando num teatro repleto de pessoas da alta sociedade, e entre elas havia um membro da família real. Moody levantou-se e leu Lucas 4.27: "E havia muitos le­prosos em Israel no tempo do profeta Eliseu..." Ao chegar à palavra "Eliseu", ele não a podia pronunciar e começou a gaguejar e balbuciar. Começou a ler o versículo de novo, mas de novo não podia passar adiante. Experimentou a terceira vez e falhou pela terceira vez. Então fechou o livro e muito comovido olhou para cima, dizendo: "Ó Deus! use esta língua de gago para proclamar Cristo crucificado a este povo!" Desceu sobre ele o poder de Deus e ele derra­mou sua alma em tal torrente de palavras que o auditório inteiro ficou como que derretido pelo fogo divino.

Foi durante essa segunda visita às Ilhas Britânicas que fez a sua obra entre os homens das suas célebres universi­dades, Oxford e Cambridge. É uma história muitas vezes repetida de como ele, sem instrução, mas, com a graça de Deus e diplomacia, venceu a censura e fez entre os intelec­tuais o que alguns consideram a maior obra da sua vida.

Apesar de Moody não ter instrução acadêmica, reco­nhecia o grande valor da educação e sempre aconselhava a mocidade a se preparar para manejar bem a Palavra de Deus. Reconhecia a grande vantagem da instrução tam­bém para os que pregam no poder do Espírito Santo. Ain­da existem três grandes monumentos às suas convicções nesse ponto - as três escolas que ele fundou: O Instituto Bíblico em Chicago, com 38 prédios e 16000 alunos matriculados nas aulas diurnas, noturnas e Cursos por Corres­pondência; o Northfield Seminário, com 490 alunos, e a Escola do Monte Hermom, com 500 alunos.

Entretanto, ninguém se engane como alguns desses alunos e como diversos crentes entre nós, pensando que o grande poder de Moody era mais intelectual do que espiri­tual. Nesse ponto ele mesmo falava com ênfase: para maior clareza, citamos o seguinte de seus "Short Talks": "Não conheço coisa mais importante que a América preci­se do que de homens e mulheres inflamados com o fogo do Céu; nunca encontrei um homem (ou uma mulher) infla­mado com o Espírito de Deus que fracassasse. Creio que isso seja mesmo impossível; tais pessoas nunca se sentem desanimadas. Avançam mais e mais e se animam mais e mais. Amados, se não tendes essa iluminação, resolvei ad­quiri-la, e orai: 'Ó Deus ilumina-me com o teu Espírito Santo!'"  No que R. A. Torrey escreveu aparece o espírito dessas escolas que fundou:  "Moody costumava escrever-me antes de iniciar uma nova campanha, dizendo: Pretendo dar início ao trabalho no lugar tal e em tal dia; peço-lhe que convoque os estu­dantes para um dia de jejum e oração.' Eu lia essas cartas aos estudantes e lhes dizia: Moody deseja que tenhamos um dia de jejum e oração para pedir, primeiramente, as bênçãos divinas sobre nossas próprias almas e nosso traba­lho! Muitas vezes ficávamos ali na sala das aulas até alta noite - ou mesmo até a madrugada - clamando a Deus, porque Moody nos exortava a esperar até que recebêsse­mos a bênção. Quantos homens e mulheres não tenho eu conhecido, cujas vidas e caracteres foram transformados por aquelas noites de oração, e quantos têm conseguido grandes coisas, em muitas terras, como resultado daquelas horas gastas em súplicas a Deus!

"Até o dia da minha morte não poderei esquecer-me de 8 de julho de 1894. Era o último dia da Assembléia dos Es­tudantes de Northfield... Às 15 horas reunimo-nos em frente à casa da progenitora de Moody... Havia 456 pessoas em nossa companhia... Depois de andarmos alguns minu­tos, Moody achou que podíamos parar. Nós nos sentamos nos troncos de árvores caídas, em pedras, ou no chão. Moody então franqueou a palavra, dando licença para qual­quer estudante expressar-se. Uns 75 deles, um após outro, levantaram-se, dizendo: 'Eu não pude esperar até às 15 ho­ras, mas tenho estado sozinho com Deus desde o culto de manhã e creio que posso dizer que recebi o batismo com o Espírito Santo.' Ouvindo o testemunho desses jovens, Moody sugeriu o seguinte: 'Moços, por que não podemos ajoelhar-nos aqui, agora, e pedir que Deus manifeste em nós o poder do seu Espírito de um modo especial, como fez aos apóstolos no dia de Pentecoste?' E ali na montanha oramos.

"Na subida, tínhamos notado como se iam acumulan­do nuvens pesadas; no momento em que começamos a orar, principiou a chuva a cair sobre os grandes pinheiros e sobre nós. Porém houve uma outra qualidade de nuvem que há dez dias estava se acumulando sobre a cidade de Northfield - uma nuvem cheia da misericórdia, da graça e do poder divino, de sorte que naquela hora parecia que nossas orações bombardeavam essas nuvens, fazendo des­cer sobre nós, em grande poder, a virtude do Espírito San­to.

"Homens e mulheres, eis o de que todos nós carecemos - o batismo com o Espírito Santo!"   Que Moody mesmo era um estudante incansável, vê-se no seguinte:  "Todos os dias da sua vida, até o fim, segundo creio, ele se levantava muito cedo de manhã para meditar na Pala­vra de Deus. Costumava deixar sua cama às quatro horas da madrugada, mais ou menos, para estudar a Bíblia. Um dia ele me disse: Tara estudar, preciso me levantar antes que as outras pessoas acordem'. Ele se fechava num quarto afastado do resto da família, sozinho com a sua Bíblia e com o seu Deus.

"Pode-se falar em poder, porém, ai do homem que ne­gligenciar o único Livro dado por Deus, que serve de ins­trumento, por meio do qual Ele dá e exerce seu poder. Um homem pode ler inúmeros livros e assistir a grandes con­venções; pode promover reuniões de oração que durem noi­tes inteiras, suplicando o poder do Espírito Santo, mas se tal homem não permanecer em contato íntimo e constante com o único Livro, a Bíblia, não lhe será concedido o po­der. Se já tem alguma força não conseguirá mantê-la, se­não pelo estudo diário, sério e intenso desse Livro."

Tudo no mundo tem de findar; chegou o tempo tam­bém para D. L. Moody findar o seu ministério aqui na ter­ra. Em 16 de novembro de 1899, no meio de sua campanha em Kansas City, com auditórios de 15.000 pessoas, pregou seu último sermão. É provável que soubesse que seria o úl­timo: certo é que seu apelo era ungido com poder vindo do Alto e centenas de almas foram ganhas para Cristo.

Para a nação, a sexta-feira, 22 de dezembro de 1899, foi o dia mais curto do ano, mas para D. L. Moody, foi o dia que clareou, foi o começo do dia que nunca findará. Às seis horas da manhã dormiu um ligeiro sono. Então os seus queridos ouviram-no dizer em voz clara: "Se isto é a mor­te, não há nenhum vale. Isto é glorioso. Entrei pelas portas e vi as crianças! (Dois de seus netos já falecidos). A terra recua; o céu se abre perante mim. Deus está me chaman­do!" Então virou-se para a sua esposa, a quem ele queria mais do que a todas as pessoas, a não ser Cristo, e disse: "Tu tens sido para mim uma boa esposa."

No singelo culto fúnebre, Torrey, Scofield, Sankey e outros falaram à grande multidão comovida que assistiu. Depois o ataúde foi levado pelos alunos da Escola Bíblica de Monte Hermom a um lugar alto que ficava próximo, chamado "Round Top". Três anos depois, a fiel serva de Deus, Ema Moody, sua esposa, também dormiu em Cristo e foi enterrada ao lado do marido, no mesmo alto, onde permanecerão até o glorioso dia da ressurreição. Contemplemos de novo, por um momento, a vida ex­traordinária desse grande ganhador de almas. Quando o jovem Moody chorava sob o poder do alto na pregação do jovem Spurgeon, foi inspirado a exclamar: "Se Deus pode usar Spurgeon, Ele me pode usar também". A biografia de Moody é a história de como ele vivia completamente sub­misso a Deus, para esse fim. R. A. Torrey disse: "O primei­ro fator por cujo motivo Moody foi instrumento tão útil nas mãos de Deus é que ele era um homem inteiramente sub­misso à vontade divina. Cada grama daquele corpo de 127quilos pertencia ao Senhor; tudo que ele era e tudo que ti­nha pertencia inteiramente a Deus... Se nós, tu e eu, leitor, queremos ser usados por Deus, temos de nos submeter a Ele absolutamente e sem reservas."
Leitor, resolve agora, com a mesma determinação e pelo auxílio divino: "Se Deus podia usar Dwight Lyman Moody, Ele me pode usar também!"
Que assim seja! Amém!

NOTAS BIBLIOGRÁFICAS
Orlando Boyer – Heróis da Fé
pp. 241/252
Casa Publicadora das Assembleias de Deus
Postado por:
Pastor Jorge Albertacci

______________________


XI

O DIAL

EM 58 ANOS PREGANDO, SEMPRE OBSERVEI QUE A PRÁTICA DE PREGAR ALTO, ÀS VEZES CONSISTE EM SIMPLESMENTE FICAR CALADO. NEM SEMPRE PREGAR ALTO RESSOA AO LONGE COMO QUE SE TIVESSE FICADO CALADO!

MEU PORTE DE VIDA PODE FALAR TÃO ALTO QUE MEUS OUVINTES PODEM NÃO OUVIR O QUE DIGO AOS BERROS. MEUS ATOS PREGAM MAIS ALTO DO QUE MINHAS PALAVRAS.

A VIDA DO PREGADOR É O DIAL PELO QUAL O VOLUME DA SUA PREGAÇÃO PODE SER REALÇADA OU ABAFADA.  PREGAR É ANUNCIAR O EVANGELHO ASSIM COMO JESUS: DA FORMA MAIS DESCOMPLICADA POSSÍVEL.

QUANDO OS HOMENS INTORROGAVAM ALGO CAPICIOSO A JESUS, ELE OS LEVAVA PARA A BÍBLIA, OU SIMPLESMTE DIZIA: ISTO É DA COMPETÊNCIA DO PAI. DA MESMA FORMA, QUANDO TENTADO PELO DIADO, ELE SOMENTE CITAVA PASSAGENS BÍBLICAS.

CLARO QUE É NORMAL OS PREGADORES PREGAREM A MENSAGEM BÍBLICA, RESERVANDO, ENTRETANTO, O DIREITO DE CASAREM ESTAS COM SEU MODO DE PENSAR. LOGO, FICANDO CALADO SERIA TÃO MELHOR, PORQUE A MENSAGEM BÍBLICA É DESCOMPLICADA, MAS, O MODO DE PENSAR DO PREGADOR PODE JOGAR TUDO POR TERRA. É CADA RACIOCÍNIO!!!

O RESULTADO DE UMA BOA PREGAÇÃO NÃO SE RESUME EM UMA BOA EXPOSIÇÃO DA PALAVRA, NÃO SE RESUME NA OBSERVÂNCIA À ÉTICA E AO TEMA EM QUESTÃO. NÃO SE RESUME NO CUMPRIMENTO DO HORÁRIO, MAS, O BOM RESULTADO DE UMA PREGAÇÃO SE CONSTATA QUANDO HÁ DECISÃO DE PESSOAS ACEITANDO A CRISTO, QUANDO HÁ CURA DIVINA, QUANDO HÁ PROFECIA, QUANDO HÁ LÍNGUAS, QUANDO HÁ CÂNTICOS ESPIRITUAIS, QUANDO CRENTES SÃO BATIZADOS NO ESPÍRITO SANTO, QUANDO LÁGRIMAS SÃO VERTIDAS. ENFIM: O RESULTADO DE UMA ÓTIMA PREGAÇÃO CONSTATA-SE COM A MANIFESTAÇÃO DO ESPÍRITO SANTO DE DEUS!
Jorge Albertacci
E-mail prjorgealbertacci@yahoo.com.br

______________________


X

SENSIBILIDADE AO ESPÍRITO SANTO

DEVEMOS SER SENSÍVEIS À VOZ DO ESPÍRITO DE DEUS

ESBOÇO
Gênesis 6:3a
“Então, disse o SENHOR: Não contenderá o meu Espírito para sempre com o homem”

O MEU ESPÍRITO NÃO INSISTE PARA SEMPRE
Atender a voz do Espírito de Deus é estar isento de ser submerso sob as águas do pecado.


O ESPÍRITO DE DEUS É A RAZÃO DE SE TER VIDA
“O Espírito de Deus me fez; e a inspiração do Todo-Poderoso me deu vida” - Jó 33:4.
Do lado material, em um corpo sem espírito com certeza não há vida nele e do lado espiritual não é diferente, sem a presença do Espírito de Deus em nossas vidas estamos mortos.
O HOMEM SEM O ESPÍRITO DE DEUS DEIXA DE SER PROPRIEDADE SUA
Romanos 8:9
Se é que o Espírito de Deus habita em vós. Com um exame introspectivo podemos saber se temos ou não o Espírito de Deus.

EM TUDO NA VIDA HÁ SEMPRE UM GUIA
“Porque, com alegria, saireis e, em paz, sereis guiados; os montes e os outeiros exclamarão de prazer perante a vossa face, e todas as árvores do campo baterão palmas” - Isaías 55:12.

Um guia para induzir a pessoa à senda do crime, um guia para encaminhar a pessoa à Igreja, um guia para ensiná-la a Palavra de Deus. Até os animais, principalmente os equídeos de carga seguem a um guia com um cincerro a tilintar. Assim o homem, quando guiado pelo Espírito Santo, entende todas as coisas de Deus: “Mas, quando vier aquele Espírito da verdade, ele vos guiará em toda a verdade, porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e vos anunciará o que há de vir” - (João 16:13). "Porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus, esses são filhos de Deus” - Romanos 8:14. “Mas, se sois guiados pelo Espírito, não estais debaixo da lei” - Gálatas 5:18.

SE HOJE OUVIRDES
“Porque ele é o nosso Deus, e nós, povo do seu pasto e ovelhas da sua mão. Se hoje ouvirdes a sua voz” - Salmo 95:7.
"Determina, outra vez, um certo dia. Hoje, dizendo por Davi, muito tempo depois, como está dito: Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais o vosso coração” -Hebreus 4:7.
O PERIGO DA BLASFÊMEA
“Qualquer, porém, que blasfemar contra o Espírito Santo, nunca obterá perdão, mas será réu do eterno juízo” - Marcos 3:29.

UM APELO DE UM HOMEM SENSÍVEL AO ESPÍRITO DE DEUS

“Não me lances fora da tua presença e não retires de mim o teu Espírito Santo” - Salmo 51:11.  Davi com sua experiência de vida e experiência com Deus, estava convicto de que, sem a presença do Espírito de Deus ele seria presa fácil do pecado e da condenação e até mesmo morto espiritualmente.

COMO RECEBER O ESPÍRITO SANTO
 “Pois, se vós, sendo maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais dará o Pai celestial o Espírito Santo àqueles que lho pedirem?”  – Lucas 11:13.
É somente pedir, pedir e esperar com paciência e não sair da presença de Deus, como os discípulos ficaram em Jerusalém em atenção à ordem de Jesus:
“E eis que sobre vós envio a promessa de meu Pai; ficai, porém, na cidade de Jerusalém, até que do alto sejais revestidos de poder” – Lucas 24:49.

CONCLUSÃO
Com a presença do Espírito Santo de Deus em nossas vidas podemos ter, receber e/ou ser  batizados no Espírito Santo:

"E eu, em verdade, vos batizo com água, para o arrependimento; mas aquele que vem após mim é mais poderoso do que eu; não sou digno de levar as suas sandálias; ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo” - (Mateus 3:11). 

“Porque, na verdade, João batizou com água, mas vós sereis batizados com o Espírito Santo, não muito depois destes dias” - (Atos 1:5).
 
“Então, lhes impuseram as mãos, e receberam o Espírito Santo” – (Atos 8:17).

E os fiéis que eram da circuncisão, todos quantos tinham vindo com Pedro, maravilharam-se de que o dom do Espírito Santo se derramasse também sobre os gentios” – (Atos 10:45).

"Respondeu, então, Pedro: Pode alguém, porventura, recusar a água, para que não sejam batizados estes que também receberam, como nós, o Espírito Santo?” - (Atos 10:47).

“E lembrei-me do dito do Senhor, quando disse: João certamente batizou com água, mas vós sereis batizados com o Espírito Santo” – (Atos 11:16).
 
“Disse-lhes: Recebestes vós já o Espírito Santo quando crestes? E eles disseram-lhe: Nós nem ainda ouvimos que haja Espírito Santo” (Atos 19:2).
“E, impondo-lhes Paulo as mãos, veio sobre eles o Espírito Santo; e falavam línguas e profetizavam” -  (Atos 19:6).

 Teremos memória boa referente as coisas de Deus:

"Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito” -  (João 14:26).

Seremos bons evangelistas e bons missionários:
“Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra” – (Atos 1:8).

Recebemos dons:
“E disse-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para perdão dos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo” – (Atos 2:38).

“Porque a um, pelo Espírito, é dada a palavra da sabedoria; e a outro, pelo mesmo Espírito, a palavra da ciência;  e a outro, pelo mesmo Espírito, a fé; e a outro, pelo mesmo Espírito, os dons de curar;  e a outro, a operação de maravilhas; e a outro, a profecia; e a outro, o dom de discernir os espíritos; e a outro, a variedade de línguas; e a outro, a interpretação das línguas” - (1Coríntios 12:8-10).

Seremos ajudados nas horas de apertos:
"Porque na mesma hora vos ensinará o Espírito Santo o que vos convenha falar” – (Lucas 12:12).
"Cheguemos, pois, com confiança ao trono da graça, para que possamos alcançar misericórdia e achar graça, a fim de sermos ajudados em tempo oportuno”  (Hb 4:16).

Teremos paz:
"E crescia a palavra de Deus, e em Jerusalém se multiplicava muito o número dos discípulos, e grande parte dos sacerdotes obedecia à fé” – (Atos 6:7).
“A igreja, na verdade, tinha paz por toda a Judéia, Galileia e Samaria, edificando-se e caminhando no temor do Senhor, e, no conforto do Espírito Santo, crescia em número” – (Atos 9:31).
 
Aprendemos a orar:
“E da mesma maneira também o Espírito ajuda as nossas fraquezas; porque não sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis” - (Rm 8:26).
“Mas vós, amados, edificando-vos a vós mesmos sobre a vossa santíssima fé, orando no Espírito Santo,  conservai a vós mesmos na caridade de Deus, esperando a misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo, para a vida eterna” - (Judas 20-21).

Somos guiados:
“Guiar-me-ás com o teu conselho e, depois, me receberás em glória” - (Salmo 73:24).
“Mas, quando vier aquele Espírito da verdade, ele vos guiará em toda a verdade, porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e vos anunciará o que há de vir - (João 16:13)´.

Temos revelação da parte de Deus:
“Mas Deus no-las revelou pelo seu Espírito; porque o Espírito penetra todas as coisas, ainda as profundezas de Deus.  Porque qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o espírito do homem, que nele está? Assim também ninguém sabe as coisas de Deus, senão o Espírito de Deus.  Mas nós não recebemos o espírito do mundo, mas o Espírito que provém de Deus, para que pudéssemos conhecer o que nos é dado gratuitamente por Deus” – (1Co 2:11-12).

Tornarmo-nos filhos:
“Porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus, esses são filhos de Deus.  Porque não recebestes o espírito de escravidão, para, outra vez, estardes em temor, mas recebestes o espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai.  O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus” – (Romanos 8:14).

 Somos selados:
“Em quem também vós estais, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação; e, tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa; o qual é o penhor da nossa herança, para redenção da possessão de Deus, para louvor da sua glória” -  (Efésios 1:13-14).
 Seremos ressuscitados“E, se o Espírito daquele que dos mortos ressuscitou a Jesus habita em vós, aquele que dos mortos ressuscitou a Cristo também vivificará o vosso corpo mortal, pelo seu Espírito que em vós habita”
– (Romanos 8:11).

 Somos criaturas do Espírito do Senhor:
 “O Espírito de Deus me fez; e a inspiração do Todo-Poderoso me deu vida” (Jó 33:4).

 Temos o Fruto de Espírito:
 “Mas o fruto do Espírito é: caridade, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança. Contra essas coisas não há lei. E os que são de Cristo crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências. Se vivemos no Espírito, andemos também no Espírito” – (Efésios 5:22-25).

Não morderemos nossos irmãos:
“Se vós, porém, vos mordeis e devorais uns aos outros, vede não vos consumais também uns aos outros. Não sejamos cobiçosos de vanglórias, irritando-nos uns aos outros, invejando-nos uns aos outros” - (Gálatas 5:15,26).
“Nisto, porém, que vou dizer-vos, não vos louvo, porquanto vos ajuntais, não para melhor, senão para pior.  Porque, antes de tudo, ouço que, quando vos ajuntais na igreja, há entre vós dissensões; e em parte o creio” -  (1Coríntios 11:17-18).

Não sofreremos com falta d’água:
“Porque derramarei água sobre o sedento e rios, sobre a terra seca; derramarei o meu Espírito sobre a tua posteridade e a minha bênção, sobre os teus descendentes” – (Is 44:3).
“Até que se derrame sobre nós o Espírito lá do alto; então, o deserto se tornará em campo fértil, e o campo fértil será reputado por um bosque.  E o juízo habitará no deserto, e a justiça morará no campo fértil.  E o efeito da justiça será paz, e a operação da justiça, repouso e segurança, para sempre.  E o meu povo habitará em morada de paz, e em moradas bem seguras, e em lugares quietos de descanso,  ainda que caia saraiva, e caia o bosque, e a cidade seja inteiramente abatida.  Bem-aventurados vós, que semeais sobre todas as águas e que dais liberdade ao pé do boi e do jumento” – (Isías 32:15-20).

Seremos bons obreiros:
“E, servindo eles ao Senhor e jejuando, disse o Espírito Santo: Apartai-me a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado.  Então, jejuando, e orando, e pondo sobre eles as mãos, os despediram. E assim estes, enviados pelo Espírito Santo, desceram a Selêucia e dali navegaram para Chipre” – (Atos 13: 2-4).“Escolhei, pois, irmãos, dentre vós, sete varões de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria, aos quais constituamos sobre este importante negócio. Mas nós perseveraremos na oração e no ministério da palavra” – Atos 6:3-4.

Aprendemos que não podemos ofender o Espírito Santo de Deus:
Isaías 63:10; Atos 7:27-60; Marcos 3:22; Mateus 12:24; Efésios 4:30-31; Tiago 4-5; Hebreus 3:7-8; Jó 33:14-22; Provérbios 1:23-33; 1Samuel 4:17-22; 15; 16:13-14; Juízes 16:7, 20.

Ressalto entretanto que, a princípio, o Espírito Santo não nos abandona quando falhamos. Ele não nos rejeita quando pecamos. Ele não foge de nós quando desobedecemos a Deus. Todos nós somos vulneráveis a pecar em todos momentos das nossas vidas – pecamos por atos que praticamos – podemos pecar por palavras que pronunciamos – às vezes pecamos até mesmo por pensamentos que involuntariamente vêm às nossas mentes. O Espírito Santo é quem nos acorda, quem nos toca, nos alerta - daí, a necessidade de estarmos sempre sensíveis a Ele. O perigo está na falta de sensibilidade. O Espírito Santo do Senhor somente deixa de tratar com o crente quando este o abandona. Tornando-se contumaz, irreverente e sem temor a Deus. Quando o indivíduo não aceita mais conselho e de forma peremptória prefere viver murmurando, escarnecendo das coisas de Deus. Ou seja, o Espírito Santo não rejeita ninguém, o crente é que pode o rejeitar. E com o livre arbítrio, o homem é quem escolhe o que melhor lhe convier.

Pr. Jorge Albertacci
Assembleia de Deus em Volta Redonda
Rua Engenheiro Joaquim Cardozo, nº 448 – Retiro – CEP  27281-360
E-mail: prjorgealbertacci@yahoo.com.br
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
                           
 
 
Voltar para o conteúdo | Voltar para o Menu principal