Em Defesa do Evangélho de Cristo - Estudos Bíblicos

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Em Defesa do Evangélho de Cristo

Estudos Bíblicos
Em defesa do Evangelho de Cristo
Mateus 26:53 
"Ou pensas tu que eu não poderia, agora, orar a meu Pai e que ele não me daria mais de doze legiões de anjos?"
 
INTRODUÇÃO
 
Nosso Senhor Jesus Cristo teve todo poder para defender o Seu Evangelho de forma a levar todos os Seus algozes, inclusive, todos os reinos deste mundo, à irreparável derrocada, mas, diferente de todos, Ele preferiu defende-lo na cruz. Submeteu Sua própria vida ao sofrimento e à pena que era aplicada somente aos criminosos.
 
A IRA DO HOMEM, O GÊNIO DO MAL
  
Pedro por sua vez, desembainhou a espada desferindo em seguida um golpe cortando a orelha direita de Malco, servo do sumo sacerdote. Com essa violência, Pedro levou uma repreensão do seu Mestre, sendo obrigado a colocar a orelha cortada em seu lugar. Mesmo assim, com essa ação, ele teve uma experiência maior do que a própria reprimenda.    (Mt 26:50-55; Jo 18:10).  
 
Não é desta forma que se defende o Evangelho do Senhor. A principal arma para defender o Evangelho de Cristo, sempre será aquela usada por Pedro e João, na Porta do Templo, (Atos 3:1-12).
 
A munição deve ser a recomendada por Jesus em Mateus 11:29, bem como, por Pedro em sua 1ª Carta 3:3-4. Vale também atentar para as palavras do apóstolo Paulo e sua 2ª Carta a Timóteo 2:23-26.
 
MANSIDÃO TAMBÉM É BRAVURA
 
As armas para defender o Reino de Deus não devem ser aquelas forjadas no calor da ira, e nem à base da valentia. As armas dos servos do Senhor nunca devem ser carnais, mas, poderosa em Deus, 2Co 10:4-6:   “Porque as armas da nossa milícia não são carnais, mas, sim, poderosas em Deus, para destruição das fortalezas; destruindo os conselhos e toda altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo entendimento à obediência de Cristo,  e estando prontos para vingar toda desobediência, quando for cumprida a vossa obediência.”
 
NOSSA MISSÃO
  
Como obreiros do Senhor, nossa missão é tão simplesmente pregar, na confiança de que, quando nossas palavras se acabarem o Espírito do Senhor completará tudo para nós. O poder do Evangelho, não vem dos falatórios, das questiúnculas inconsequentes, mas da cruz. Os pregadores constatinizados (neologismo meu), podem muito bem, dar sua contribuição de boca fechada. Nossa valentia consiste, tão somente em sujeitar a Deus e resistir ao diabo até que ele seja vencido, assim como, vencido ele foi por Cristo na cruz.
 
CONCLUSÃO
 
Sem paciência, sem graça, sem conversão, sem renúncia, sem experiência com Deus, sem fé, sem desapego às coisas efêmeras deste mundo, sem as armaduras espirituais, sem convicção, sem amor ao próximo, sem comunhão com os irmãos, sem mansidão, sem humildade, sem ter saciado a sede com as águas cristalinas oferecidas por Jesus, sem o calor da Chama do Espírito no peito, ninguém está apto para defender o Evangelho da Paz.  O evangelho não exige a performance do ego, uma vez que a única vida que vence é a de Cristo Jesus, nosso Senhor. Destarte, esse modo do viver cristão se trata de uma vida substituída e nunca de uma existência desenvolvida a custo do esforço pessoal. O evangelho é o poder de Deus, é a boa notícia vinda do céu. É o assunto da graça e o tema radical do sacrifício do Cordeiro de Deus, que promove a liberdade mediante a aceitação do pecador; todos os créditos devem ser atribuídos  ao preço pago por Jesus, mediante Sua morte e ressurreição.
 
Jorge Albertacci
Pastor Emérito da Catedral das Assembleias de Deus do Retiro
Volta Redonda - Rio de janeiro
 
 
 
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