Onze Edificantes Estudos Bíblicos - Estudos Bíblicos

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Onze Edificantes Estudos Bíblicos

Estudos Bíblicos III
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HAVERÁ UM DIA EM QUE TODOS SE SUBMETERÃO A DEUS

2 Coríntios 5:10 Apocalipse 20:11-15

Prezado Amigo Leitor, confiar somente na soberania de Deus e em sua fidelidade como provedor de todas as coisas, inclusive da nossa eterna salvação; é um ato de declararmos gratidão a Ele, bem como, verdadeiros seguidores de Cristo Jesus. Esta gratidão ao Senhor se evidencia pela submissão que a Ele devotamos.

Adotando suas atitudes, conforme disse o apóstolo Paulo em sua carta aos Filipenses 2:5-8: “Seja a atitude de vocês a mesma de Cristo Jesus, que, embora sendo Deus não considerou que o ser igual a Deus era algo a que devia apegar-se; mas esvaziou-se a si mesmo, vindo a ser servo tornando-se semelhante aos homens. E, sendo encontrado em forma humana, humilhou-se a si mesmo e foi obediente até a morte, e morte de cruz!
 
É tão normal de forma sincera sermos gratos às pessoas! Quem bom! Agradecemos, fazendo de tudo para demonstrar o quanto elas são especiais para nós, e que assim nós sentimos! Por qualquer bem que nos fazem, nós respondemos: Muito obrigado! Mas, e Àquele que deu Sua vida por nós? Temos sido gratos a Ele? Se sim, em todos momentos ou somente quando a coisa aperta? Meu Deus e como aperta! É muito normal quando os recursos se esvaem, mesmo não tendo O honrado, bradarmos: Agora só Deus! E ainda bem se assim dissermos! Por que há muitos que adam tão desnorteados que nem disto se lembram. Ficaram tão insensíveis que nem mesmo nos momentos cruciais da vida se lembram de Deus.

É tão bom quando as coisas estão todas indo bem! Ou, mais ou menos! Enquanto estiver assim, a gente vai levando. Mas chegará o dia em que querendo ou não, todos nós nos submeteremos a DEUS! 
Quando submetemos ao Senhor nossas vidas por inteiro, somos mais felizes.

Pr. Jorge Albertacci – Alcenir Albertacci

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02
 
ANTES DA SEPULTURA

Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças, porque na sepultura, para onde tu vais, não há obra, nem indústria, nem ciência, nem sabedoria alguma. Convém que eu faça as obras daquele que me enviou, enquanto é dia; a noite vem, quando ninguém pode trabalhar 
(João 9:4; Eclesiastes 9:10).

Pior do que a chegada da noite pela velhice, quando aparece o desânimo, a fraqueza, a diabetes, o AVC, a incontinência ou a retenção urinária, a hiperplasia prostática, o esquecimento, o cansaço nas pernas e no peito, as cataratas, as vertigens labirínticas, a demência, a esclerose, as dores nas articulações; enfim, as demais afecções decorrentes da senilidade. É a chegada da noite pela falta de fé, pela indiferença com a Igreja do SENHOR, pela preguiça, pela falta de respeito ao que do SENHOR aprendeu; por trilhar pelos caminhos dos fariseus; pela morte espiritual, pela rejeição ao Sangue do sacrifício Vicário, e porque não dizer, a chegada da noite pela morte física que neste caso pode até ser abreviada? Posso até merecer a resposta: ah, mas você está sendo terrorista. Mas, não estou não. A coisa é assim mesmo.

VR/RJ 23/03/2015

Jorge Albertacci
 
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03
 
VALORES ETERNOS

Porque toda carne é como erva, e toda a glória do homem, como a flor da erva. Secou-se a erva, e caiu a sua flor; mas a palavra do Senhor permanece para sempre. E esta é a palavra que entre vós foi evangelizada (1 Pedro 1:24-25).


No Livro de Eclesiastes 1:1:11 lemos as sábias palavras do rei Salomão sobre os valores das coisas efêmeras deste mundo:
"Palavras do pregador, filho de Davi, rei em Jerusalém.2 Vaidade de vaidades, diz o pregador, vaidade de vaidades! Tudo é vaidade.3 Que proveito tem o homem, de todo o seu trabalho, que faz debaixo do sol? 4 Uma geração vai, e outra geração vem; mas a terra para sempre permanece. 5 Nasce o sol, e o sol se põe, e apressa-se e volta ao seu lugar de onde nasceu. O vento vai para o sul, e faz o seu giro para o norte; continuamente vai girando o vento, e volta fazendo os seus circuitos. Todos os rios vão para o mar, e contudo o mar não se enche; ao lugar para onde os rios vão, para ali tornam eles a correr.
Todas as coisas são trabalhosas; o homem não o pode exprimir; os olhos não se fartam de ver, nem os ouvidos se enchem de ouvir. O que foi, isso é o que há de ser; e o que se fez, isso se fará; de modo que nada há de novo debaixo do sol. Há alguma coisa de que se possa dizer: Vê, isto é novo? Já foi nos séculos passados, que foram antes de nós.  Já não há lembrança das coisas que precederam, e das coisas que hão de ser também delas não haverá lembrança, entre os que hão de vir depois."

Lemos no Evangelho segundo escreveu Lucas 12:16-23 o que disse Jesus à turba de milhares de pessoas estavam à Sua volta: "E propôs-lhe uma parábola, dizendo: A herdade de um homem rico tinha produzido com abundância; E arrazoava ele entre si, dizendo: Que farei? Não tenho onde recolher os meus frutos.  E disse: Farei isto: Derrubarei os meus celeiros, e edificarei outros maiores, e ali recolherei todas as minhas novidades e os meus bens; E direi a minha alma: Alma, tens em depósito muitos bens para muitos anos; descansa, come, bebe e folga. Mas Deus lhe disse: Louco! esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será? Assim é aquele que para si ajunta tesouros, e não é rico para com Deus. E disse aos seus discípulos: Portanto vos digo: Não estejais apreensivos pela vossa vida, sobre o que comereis, nem pelo corpo, sobre o que vestireis. Mais é a vida do que o sustento, e o corpo mais do que as vestes."


VALORES ETERNOS

A Palavra de Deus
O Nome de DEUS
As Misericórdias de Deus
A justiça de Deus
A glória de Deus
Os filhos de Deus
A aliança de Deus
O sacrifício vicário de Jesus
A instituição família
A Igreja do Deus Vivo
O viver com Jesus
A confiança que temos Nele
O arrebatamento da Igreja
Nossa entrada no Céu de Luz
A eternidade que nos espera
Os evangelhos
O fundamento estabelecido em Jesus Cristo
A comunhão com Deus
A comunhão com os irmãos
A verdade – Jesus é a Verdade
O caminho – Jesus é o Caminho
A luz - Jesus é a Luz
A vida – Jesus é a Vida
O pão - Jesus é o Pão da Vida
A água - o Espírito Santo em nossas vidas
Os dons espirituais
As doutrinas de Deus
A fé
O perdão
O batismo na águas
O batismo no Espírito Santo
A Santa Ceia do Senhor
A perseverança em santidade
A conversão a Cristo
O Amor!
A graça manifestada em Jesus
O primeiro amor
O que aprendemos no princípio da nossa fé
O trabalho dedicado ao evangelismo e missões
A contribuição financeira que fazemos para a Igreja
A resistência ao Diabo
A submissão a Deus
As Ordenanças da Igreja
Cada versículo que lemos na Bíblia
O que do Senhor aprendemos para a vida secular
Ser portador do Fruto do Espírito
A oração ao Senhor
Nosso louvor a Ele
Os bons costumes
Nosso caráter
Nossa moral
Nosso privilégio de sermos criados a imagem conforme a semelhança de Deus.

CONCLUSÃO

Neste mundo, tudo que temos, somente vale alguma coisa se tiver segundo a vontade de Deus. Somente tem valor as coisas que não nos separam de Deus. Nosso bem maior é o amor que devotamos a Deus e aos nossos irmãos.
 
Pr. Jorge Albertacci

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04
 
A Bíblia diz que muitas vezes não recebemos bênçãos da parte de Deus porque não pedimos corretamente - quando pedimos fazemos por motivos errados. Devemos pedir sem egoísmo, mas pedir coisas que sejam para a glória de Deus, e sempre reconhecendo que a palavra final é Sua e que Ele sabe o que é melhor para nós. Tiago 4:2-3: Cobiçais, e nada tendes; matais, e sois invejosos, e nada podeis alcançar; combateis e guerreais, e nada tendes, porque não pedis. Pedis, e não recebeis, porque pedis mal, para o gastardes em vossos deleites.

CONCLUSÃO

Em João 14:13-14 Jesus mesmo nos orienta: E tudo quanto pedirdes em meu nome, eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho.  Se pedirdes alguma coisaem meu nome, eu o farei.
 
Jorge Albertacci Alcenir Albertacci

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05
 
JÔNATAS EDWARDS - GRANDE DESPERTADOR 
(1703-1758)

 
Há mais de dois séculos que o mundo fala do famoso sermão:

“Pecadores nas mãos de um Deus irado e dos ouvintes que se agarravam aos bancos pensando que iam cair no fogo eterno”
 
Esse fato foi, apenas, um dos muitos que aconteceram nas reuniões em que o Espírito Santo desvendava os olhos dos presentes para eles contemplarem as glórias do Céu e a realidade do castigo que está bem perto daqueles que estão afastados de Deus. Jônatas Edwards, entre os homens, era o vulto maior nesse avivamento, que se intitulava O grande despertamento. Sua vida é um exemplo destacado de consagração ao Senhor para o desenvolvimento maior do intelecto e, sem qualquer interesse próprio, de deixar o Espírito Santo usar o mesmo intelecto como instrumento nas suas mãos.

Amava a Deus, não somente de coração e alma, mas também de todo o entendimento. "Sua mente prodigiosa apoderava-se das verdades mais profundas". Contudo, "sua alma era, de fato, um santuário do Espírito Santo". Sob aparente calma exterior, ardia nele o fogo divino, como um vulcão.

Os crentes atuais devem a esse herói, graças à sua perseverança em orar e estudar sob a direção do Espírito, a volta às várias doutrinas e práticas da igreja primitiva. Grande é o fruto da dedicação do lar em que Edwards nasceu e se criou. Seu pai foi o amado pastor de uma só igreja durante um período de sessenta e quatro anos. Sua piedosa mãe era filha de um pregador que pastoreou uma igreja durante mais de cinquenta anos.

Dez das irmãs de Jônatas, quatro eram mais velhas do que ele e seis mais novas. "Muitas foram as orações que os pais ofereceram a Deus, para que o único e amado filho fosse cheio do Espírito Santo, e que se tornasse grande perante o Senhor. Não somente oravam assim, fervorosa e constantemente, mas mostravam-se igualmente zelosos em criá-lo para Deus. As orações, à volta da lareira, os estimularam a se esforçarem, e seus esforços redobrados os motivaram a orarem mais fervorosamente... O ensino religioso e permanente resultou em Jônatas conhecer intimamente a Deus, quando ainda criança."

Quando Jônatas tinha sete ou oito anos, houve um despertamento na igreja de seu pai, e o menino acostumou-se a orar sozinho, cinco vezes, todos os dias, e a chamar outros da sua idade para orarem com ele. Citamos aqui as suas palavras sobre esse assunto: "A primeira experiência, de que me lembro, de sentir no íntimo a delícia de Deus e das coisas divinas, foi ao ler as palavras de 1 Timóteo 1.7: 'Ora, ao Rei dos séculos, imortal, invisível; ao único Deus seja honra e glória para todo o sempre. Amém."

Sentia a presença de Deus até arder o coração e abrasar a alma de tal maneira, que não sei descrevê-la... Gostava de passar o tempo olhando para a lua e, de dia, a contemplar as nuvens e os céus. Passava muito tempo observando a glória de Deus, revelada na natureza e cantando as minhas contemplações do Criador e Redentor... Antes me sentia demasiado assombrado ao ver os relâmpagos e ouvir a troar do trovão. Porém mais tarde eu me regozijava ao ouvir a majestosa e terrível voz de Deus na trovoada". Antes de completar treze anos, iniciou seu curso em Yale College, onde, no segundo ano, leu atentamente a famosa obra de Locke: Ensaio sobre o entendimento humano. Vê-se, nas suas próprias palavras acerca dessa obra, o grande desenvolvimento intelectual do moço: "Achei mais gozo nisso do que o mais ávido avarento, em ajuntar grandes quantidades de ouro e prata de tesouros recém-adquiridos."

Edwards, antes de completar dezessete anos, diplomou-se no Yale College com as maiores honras. Sempre estudava com esmero, mas também conseguia tempo para estudar a Bíblia, diariamente. Depois de diplomar-se, continuou seus estudos em Yale, durante dois anos e foi então separado para o ministério. Foi nessa altura que seu biógrafo escreveu acerca de seu costume de dedicar certos dias para jejuar, orar e examinar-se a si mesmo.

Acerca da sua consagração, com idade de vinte anos, Edwards escreveu: "Dediquei-me solenemente a Deus e o fiz por escrito, entregando a mim mesmo e tudo que me pertencia ao Senhor, para não ser mais meu em qualquer sentido, para não me comportar como quem tivesse direitos de forma alguma... travando, assim, uma batalha com o mundo, a carne e Satanás até o fim da vida."

Alguém assim se referiu a Jônatas: "Sua constante e solene comunhão com Deus, em secreto, fazia com que o rosto dele brilhasse perante o próximo, e sua aparência, semblante, palavras e todo o seu comportamento eram acompanhados por seriedade, gravidade e solenidade."

Aos vinte e quatro anos casou-se com Sara Pierrepont, filha de um pastor, e desse enlace nasceram, como na família do pai de Edwards, onze filhos. Ao lado de Jônatas Edwards, no Grande Despertamento, estava o nome de Sara Edwards, sua fiel esposa e ajudadora em tudo. Como seu marido, ela nos serve como exemplo de rara intelectualidade. Profundamente estudiosa, inteiramente entregue ao serviço de Deus, ela era conhecida por sua santa dedicação ao lar, pelo modo de criar seus filhos e pela economia que praticava, movida pelas palavras de Cristo: "Para que nada se perca". Mas antes de tudo, tanto ela como seu marido eram conhecidos por suas experiências em oração. Faz-se menção destacada especialmente dum período de três anos, durante o qual, apesar de gozar de perfeita saúde, ficava repetidas vezes sem forças, por causa das revelações do Céu. A sua vida inteira foi de intenso gozo no Senhor.

Jônatas Edwards costumava passar treze horas, todos os dias, estudando e orando. Sua esposa, também, diariamente o acompanhava na oração. Depois da última refeição, ele deixava toda a lida, a fim de passar uma hora com a família. - Mas, quais as doutrinas de que a igreja havia esquecido e quais as que Edwards começou a ensinar e a observar de novo, com manifestações tão sublimes? Basta uma leitura superficial para descobrir que a doutrina, à qual deu mais ênfase, foi a do novo nascimento, como sendo uma experiência certa e definida, em contraste com a idéia da Igreja Romana e de várias denominações. O evento que marcou o começo do Grande Despertamento foi uma série de sermões feitos por Edwards sobre a doutrina da justificação pela fé, que fez os ouvintes sentirem a verdade das Escrituras, de que toda a boca ficará fechada no dia de juízo, e que "não há coisa alguma que, por um momento, evite que o pecador caia no Inferno, senão o bel prazer de Deus."

É impossível avaliar o grau do poder de Deus, derramado para despertar milhares de almas, para a salvação, sem primeiro nos lembrarmos das condições das igrejas da Nova Inglaterra, e do mundo inteiro, nessa época. Quem, até hoje, não se admira do heroísmo dos puritanos que colonizaram as florestas da Nova Inglaterra? Passara, porém, essa glória e a igreja, indiferente e cheia de pecado, se encontrava face com o maior desastre. Parecia que Deus não queria abençoar a obra dos puritanos, obra que existiu unicamente para sua glória. Por isso, no mesmo grau que havia coragem e ardor entre os pioneiros, houve entre seus filhos, perplexidade e confusão. Se não pudessem alcançar, de novo, a espiritualidade, só lhes restava esperar o juízo dos céus.O famoso sermão de Edwards, ''Pecadores nas mãos de um Deus irado", merece menção especial.

O povo, ao entrar para o culto, mostrava um espírito leviano, e mesmo de desrespeito, diante dos cinco pregadores que estavam presentes. Jônatas Edwards foi escolhido para pregar. Era homem de dois metros de altura; seu rosto tinha aspecto quase feminino, e o corpo magro de jejuar e orar. Sem quaisquer gestos, encostado num braço sobre a tribuna, segurando o manuscrito na outra mão, falava em voz monótona. Discursou sobre o texto de Deuteronômio 32.35: "AO TEMPO EM QUE RESVALAR O SEU PÉ." Depois de explicar a passagem, acrescentou que nada evitava, por um momento, que os pecadores caíssem no Inferno, a não ser a própria vontade de Deus; que Deus estava mais encolerizado com alguns dos ouvintes do que com muitas pessoas que já estavam no Inferno; que o pecado era como um fogo encerrado dentro do pecador e pronto, com a permissão de Deus, a transformar-se em fornalhas de fogo e enxofre, e que somente a vontade do Deus indignado os guardava da morte instantânea.

Prosseguiu, então, aplicando o texto ao auditório: "Aí está o Inferno com a boca aberta. Não existe coisa alguma sobre a qual vós vos possais firmar e segurar. Entre vós e o Inferno existe apenas a atmosfera... há, atualmente, nuvens negras da ira de Deus pairando sobre vossas cabeças, predizendo tempestades espantosas, com grandes trovões. Se não existisse a vontade soberana de Deus, que é a única coisa para evitar o ímpeto do vento até agora, serieis destruídos e vos tornaríeis como a palha da eira... O Deus que vos segura na mão, sobre o abismo do Inferno, mais ou menos como o homem segura uma aranha ou outro inseto nojento sobre o fogo, durante um momento, para deixá-lo cair depois, está sendo provocado em extremo... Não há que admirar, se alguns de vós com saúde e calmamente sentados aí nos bancos, passarem para lá antes de amanhã..." O resultado do sermão foi como se Deus arrancasse um véu dos olhos da multidão para contemplar a realidade e o horror da posição em que estavam.

Nessa altura o sermão foi interrompido pelos gemidos dos homens e os gritos das mulheres; quase todos ficaram de pé, ou caídos no chão. Foi como se um furacão soprasse e destruísse uma floresta. Durante a noite inteira a cidade de Enfield ficou como uma fortaleza sitiada. Ouvia-se, em quase todas as casas, o clamor das almas que, até aquela hora, confiavam na sua própria justiça.  Esperavam que, a qualquer momento, o Cristo descesse dos céus com os anjos e apóstolos ao lado, e que os túmulos entregassem os mortos que neles havia. Tais vitórias, contra o reino das trevas, foram ganhas de joelhos. Edwards não abandonara, nem deixara de gozar os privilégios das orações, costume que vinha desde a meninice. Continuou a freqüentar, também, os lugares solitários na floresta onde podia ter comunhão com Deus. Como um exemplo citamos a sua experiência com a idade de trinta e quatro anos, quando entrou na floresta, a cavalo. Lá, prostrado em terra, foi-lhe concedido ter uma visão tão preciosa da graça, amor e humilhação de Cristo como Mediador, que passou uma hora vencido por uma torrente de lágrimas e pranto.

Como era de esperar, o Maligno tentou anular a obra gloriosa do Espírito Santo no "Grande Despertamento", atribuindo tudo ao fanatismo. Em sua defesa Edwards escreveu : "Deus, conforme as Escrituras, faz coisas extraordinárias. Há motivos para crer, pelas profecias da Bíblia, que sua obra mais maravilhosa seria feita nas últimas épocas do mundo. Nada se pode opor às manifestações físicas, como as lágrimas, gemidos, gritos, convulsões, falta de forças... De fato, é natural esperar, ao lembrarmo-nos da relação entre o corpo e o espírito, que tais coisas aconteçam. Assim falam as Escrituras: do carcereiro que caiu perante Paulo e Silas, angustiado e tremendo; do Salmista que exclamou, sob a convicção do pecado: 'Envelheceram os meus ossos pelo meu bramido durante o dia todo' (Salmo 32.3); dos discípulos, que, na tempestade do lago, clamaram de medo; da Noiva, do Cântico dos Cânticos, que ficou vencida, pelo amor de Cristo, até desfalecer..."

Certo é que na Nova Inglaterra começou, em 1740, um dos maiores avivamentos dos tempos modernos. É igualmente certo que este movimento se iniciou, não com os sermões célebres de Edwards, mas com a firme convicção deste, de que há uma "obra direta que o Espírito divino faz na alma humana". Note-se bem: Não foram seus sermões monótonos, nem a eloquência extraordinária de alguns, como Jorge Whitefield, mas, sim, a obra do Espírito Santo no coração dos mortos espiritualmente, que, "começando em Northampton, espalhou-se por toda a Nova Inglaterra e pelas colônias da América do Norte, chegando até a Escócia e a Inglaterra."

De uma época de maior decadência, a Igreja de Cristo, entre a população escassa da Nova Inglaterra, despertou e foram arrebatadas de trinta a cinqüenta mil almas do Inferno durante um período de dois a três anos. No meio das suas lutas, sem ninguém esperar, a vida de Jônatas Edwards foi tirada da Terra. Apareceu a varíola em Princeton e um hábil médico foi chamado de Filadélfia para inocular os estudantes. O nosso pregador e duas de suas filhas foram também vacinados. Na febre que resultou, as forças de nosso herói diminuíram gradualmente até que, um mês depois, faleceu. Assim diz um de seus biógrafos: "Em todo o mundo onde se falava o inglês, era considerado o maior erudito desde os dias do apóstolo Paulo ou de Agostinho."

Para nós, a vida de Jônatas Edwards é uma das muitas provas de que Deus não quer que desprezemos as faculdades intelectuais que Ele nos concede, mas que as desenvolvamos, sob a direção do Espírito Santo, e que as entreguemos desinteressadamente para o seu uso.

Orlando S. Boyer 
Em seu Livro: HERÓIS DA FÉ
Casa Publicadora das Assembleias de Deus
Postagem: Jorge Albertacci
 
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06
 
JERÔNIMO SAVONAROLA
PRECURSOR DA GRANDE REFORMA
(1452-1498)

O povo de toda a Itália afluía, em número sempre crescente, à Florença. A famosa Duomo não mais comportava as enormes multidões. O pregador, Jerônimo Savonarola, abrasado com o fogo do Espírito Santo e sentindo a iminência do julgamento de Deus, trovejava contra o vício, o crime e a corrupção desenfreada na própria igreja. O povo abandonou a leitura das publicações torpes e mundanas, para ler os sermões do ardente pregador - deixou os cânticos das ruas, para cantar os hinos de Deus.


Em Florença, as crianças fizeram procissões, coletando as máscaras carnavalescas, os livros obscenos e todos os objetos supérfluos que serviam à vaidade. Com isso formaram em praça pública uma pirâmide de vinte metros de altura e atearam-lhe fogo. Enquanto o monte ardia, o povo cantava hinos e os sinos da cidade dobravam em sinal de vitória. Se o ambiente político fosse o mesmo que depois veio a ser na Alemanha, o intrépido e devoto Jerônimo Savonarola teria sido o instrumento usado para iniciar a Grande Reforma, em vez de Martinho Lutero. Apesar de tudo, Savonarola tornou-se um dos ousados e fiéis arautos para conduzir o povo à fonte pura e às verdades apostólicas registradas nas Sagradas Escrituras.


Jerônimo era o terceiro dos sete filhos da família. Nasceu de pais cultos e mundanos, mas de grande influência. Seu avô paterno era um famoso médico na corte do duque de Ferrara e os pais de Jerônimo planejavam que o filho ocupasse o lugar do avô.


No colégio, era aluno esmerado. Mas os estudos da filosofia de Platão e de Aristóteles, deixaram-lhe a alma sequiosa. Foram, sem dúvida, os escritos de Tomaz de Aquino que mais o influenciaram (a não ser as próprias Escrituras) a entregar inteiramente o coração e a vida a Deus.  Quando ainda menino, tinha o costume de orar e, ao crescer, o seu ardor em orar e jejuar aumentou. Passava horas seguidas em oração. A decadência da igreja, cheia de toda a qualidade de vício e pecado, o luxo e a ostentação dos ricos em contraste com a profunda pobreza dos pobres, magoavam-lhe o coração. Passava muito tempo sozinho, nos campos e à beira do rio Pó, em contemplação perante Deus, ora cantando, ora chorando, conforme os sentimentos que lhe ardiam no peito. Quando ainda jovem, Deus começou a falar-lhe em visões. A oração era a sua grande consolação; os degraus do altar, onde se prostrava horas a fio, ficavam repetidamente molhados de suas lágrimas.


Houve um tempo em que Jerônimo começou a namorar certa moça florentina. Mas quando ela mostrou ser desprezo alguém da sua orgulhosa família Strozzi, unir-se a alguém da família de Savonarola, Jerônimo abandonou para sempre a idéia de casar-se. Voltou a orar com crescente ardor. Enojado do mundo, desapontado acerca dos seus próprios anelos, sem achar uma pessoa compassiva a quem pudesse pedir conselhos, e cansado de presenciar injustiças e perversidades que o cercavam, coisas que não podia remediar, resolveu abraçar a vida monástica.  Ao apresentar-se no convento, não pediu o privilégio de se tornar monge, mas rogou que o aceitassem para fazer os serviços mais vis, da cozinha, da horta e do mosteiro. Na vida do claustro, Savonarola passava ainda mais tempo em oração, jejum e contemplação perante Deus. Sobrepujava todos os outros monges em humildade, sinceridade e obediência, sendo apontado para lecionar filosofia, posição que ocupou até sair do convento.


Depois de passar sete anos no mosteiro de Bolongna, frei (irmão) Jerônimo foi para o convento de São Marcos, em Florença. Grande foi o seu desapontamento ao ver que o povo florentino era tão depravado como o dos demais lugares. (Até então ainda não reconhecia que somente a fé em Deus salva o pecador.) Ao completar um ano no convento de São Marcos, foi apontado instrutor dos noviciados e, por fim, designado pregador do mosteiro. Apesar de ter ao seu dispor uma excelente biblioteca, Savonarola utilizava-se mais e mais da Bíblia como seu livro de instrução.  Sentia cada vez mais o terror e a vingança do Dia do Senhor que se aproxima e, às vezes, entregava-se a trovejar do púlpito contra a impiedade do povo. Eram tão poucos os que assistiam às suas pregações, que Savonarola resolveu dedicar-se inteiramente à instrução dos noviciados. Contudo, como Moisés, não podia escapar à chamada de Deus!


Certo dia, ao dirigir-se a uma feira, viu, repentinamente, em visão, os céus abertos e passando perante seus olhos todas as calamidades que sobrevirão à igreja. Então lhe pareceu ouvir uma voz do Céu ordenando-lhe anunciar estas coisas ao povo.  Convicto de que a visão era do Senhor, começou novamente a pregar com voz de trovão. Sob a nova unção do Espírito Santo a sua condenação ao pecado era feita com tanto ímpeto, que muitos dos ouvintes depois andavam atordoados sem falar, nas ruas. Era coisa comum, durante seus sermões, homens e mulheres de todas as idades e de todas as classes romperem em veemente choro.


O ardor de Savonarola na oração aumentava dia após dia e sua fé crescia na mesma proporção. Frequentemente, ao orar, caía em êxtase. Certa vez, enquanto sentado no púlpito, sobreveio-lhe uma visão, durante a qual ficou imóvel por cinco horas, quando o seu rosto brilhava, e os ouvintes na igreja o contemplavam. Em toda a parte onde Savonarola pregava, seus sermões contra o pecado produziam profundo terror. Os homens mais cultos começaram então a assistir às pregações em Florença; foi necessário realizar as reuniões na Duomo, famosa catedral, onde continuou a pregar durante oito anos. O povo se levantava à meia-noite e esperava na rua até a hora de abrir a catedral.  O corrupto regente de Florença, Lorenzo Medici, experimentou todas as formas: a bajulação, as peitas, as ameaças, e os rogos, para induzir Savonarola a desistir de pregar contra o pecado, e especialmente contra a perversidade do regente. Por fim, vendo que tudo era debalde, contratou o famoso pregador, Frei Mariano, para pregar contra Savonarola. Frei Mariano pregou um sermão, mas o povo não prestou atenção à sua eloquência e astúcia, e ele não ousou mais pregar. Nessa altura, Savonarola profetizou que Lorenzo, o Papa e o rei de Nápoles morreriam dentro de um ano, e assim sucedeu.


Depois da morte de Lorenzo, Carlos VIII, da França, invadiu a Itália e a influência de Savonarola aumentou ainda mais. O povo abandonou a literatura torpe e mundana para ler os sermões do famoso pregador. Os ricos socorriam os pobres em vez de oprimi-los. Foi neste tempo que o povo fez a grande fogueira, na "piazza" de Florença e queimou grande quantidade de artigos usados para alimentar vícios e vaidade. Não  cabia mais, na grande Duomo, o seu imenso auditório.
Contudo, o sucesso de Savonarola foi muito curto. O pregador foi ameaçado, excomungado e, por fim, no ano de 1498, por ordem do Papa, foi queimado em praça pública. Com as palavras: "O Senhor sofreu tanto por mim!", ter¬minou a vida terrestre de um dos maiores e mais dedicados mártires de todos os tempos.  Apesar de ele continuar até a morte a sustentar muitos dos erros da Igreja Romana, ensinava que todos os que são realmente crentes estão na verdadeira Igreja. Alimentava continuamente a alma com a Palavra de Deus. As margens das páginas da sua Bíblia estão cheias de notas escritas enquanto meditava nas Escrituras.


Conhecia uma grande parte da Bíblia de cor e podia abrir o livro instantaneamente e achar qualquer texto. Passava noites inteiras em oração e foram-lhe dadas revelações quando em êxtase, ou por visões. Seus livros sobre "A Humildade", "A Oração", "O Amor", etc., continuam a exercer grande influência sobre os homens. Destruíram o corpo desse precursor da Grande Reforma, mas não puderam apagar as verdades que Deus, por seu intermédio, gravou no coração do povo.


Postado por Pastor Jorge Albertacci 
Volta Redonda, 23 de Junho de 2015
Conteúdo do Livro Os Heróis da Fé
de Orlando S. Boyer

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07
 
FAMÍLIA - VIOLÊNCIA SOB O PRETEXTO DE CORREÇÃO


Não há nada no mundo mais lindo e inteligente do que criar os filhos – e este é um processo, seguimento da instituição Família. A desobediência de alguns, a vida desregrada e a falta de respeito para com os pais é normal dar a esse filho a qualidade de “MAL CRIADO”, logo, se ele é mal criado, a culpa não é dele, mas de quem o criou – “Não devemos moldar os filhos de acordo com os nossos sentimentos; devemos tê-los e amá-los do modo como nos foram dados por Deus” (Johann Goethe).


Se os pais nunca se desviarem dos caminhos do Senhor, e conversarem em casa com os filhos assuntos de crente, ler com eles a Palavra, orar e cantar, sofrer e sofrer sem nunca se desviarem da Igreja, indubitavelmente esses pais terão filhos que só lhes trarão alegrias. Nem precisa estar conversando muito não, porque os filhos desde pequenos já aprendem a respeitar.


A VIOLÊNCIA DOS PAIS CONTRA SEUS FILHOS


Quanto ao assunto em epígrafe, tenho que defender os filhos, porque nos dias atuais estes já nascem no meio de bisavós, avós, pais, tios e primos, todos incrédulos e depravados e porque não dizer, oprimidos? Ainda mais, a maior sessão de Bullying os filhos sofrem em casa com os próprios pais.


Na atual conjuntura familiar, na terra só existe um seguimento que coopera com os pais na criação dos filhos, que é a Igreja do Senhor. Somente a Igreja, porque nela é ministrado o ensino da Palavra de Deus – o único conteúdo que tem em seu teor essência educativa. Educa com temor a Deus e com a sabedoria que do alto vem, a este respeito assim nos diz a Palavra de Deus: O temor do SENHOR é o princípio da sabedoria, e a ciência do Santo, a prudência.
Porque, por mim, se multiplicam os teus dias, e anos de vida se te acrescentarão. Se fores sábio, para ti sábio serás; e, se fores escarnecedor, tu só o suportarás (Provérbios 9:10-12). O que é reiterado no Livro dos Salmos 111:10: O temor do SENHOR é o princípio da sabedoria; bom entendimento têm todos os que lhe obedecem; o seu louvor permanece para sempre.


UMA AVALIAÇÃO À LUZ DA PALAVRA DE DEUS


Pelo que aprendi do Senhor, não encontro amparo para que os pais batam nos seus filhos. Sempre respondo quando arguido nesta tese que tenho ciência do conteúdo dos versículos a seguir: “Aquele que poupa a vara aborrece ao seu filho; mas quem o ama, a seu tempo o castiga. Provérbios 13:242. Não retires da criança a disciplina; porque, fustigando-a tu com a vara, nem por isso morrerá. Provérbios 23:133. A estultícia está ligada ao coração do menino; mas a vara da correção a afugentará dele. Provérbios 22:15.” Como tenho conhecimento também de outra passagem mais incisiva ainda:
Deuteronômio 21:18-21: 18 Quando alguém tiver um filho contumaz e rebelde, que não obedecer à voz de seu pai e à voz de sua mãe, e, castigando-o eles, lhes não der ouvidos,19 Então seu pai e sua mãe pegarão nele, e o levarão aos anciãos da sua cidade, e à porta do seu lugar; 20 E dirão aos anciãos da cidade: Este nosso filho é rebelde e contumaz, não dá ouvidos à nossa voz; é um comilão e um beberrão. 21 Então todos os homens da sua cidade o apedrejarão, até que morra; e tirarás o mal do meio de ti, e todo o Israel ouvirá e temerá.

CONCLUSÃO


Encerro fazendo minhas as palavras de (Kahlil Gibran) – “Quando você levantar o braço para bater em seu filho, ainda com o braço no ar, pense se não seria mais educativo se você descesse esse braço de forma a acariciá-lo, em vez DE machucá-lo.”


Volta Redonda – Rio de Janeiro, 08/03/2014
Pr. Jorge Albertacci

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08
 
O GRANDE DESAFIO INTERNO DA IGREJA DO SENHOR

Texto Bíblico

Lucas 19:37-44
 
“E, quando já chegava perto da descida do monte das Oliveiras, toda a multidão dos discípulos, regozijando-se, começou a dar louvores a Deus em alta voz, por todas as maravilhas que tinham visto, dizendo: Bendito o Rei que vem em nome do Senhor! Paz no céu e glória nas alturas! E disseram-lhe dentre a multidão alguns dos fariseus: Mestre, repreende os teus discípulos. E, respondendo ele, disse-lhes: Digo-vos que, se estes se calarem, as próprias pedras clamarão. E, quando ia chegando, vendo a cidade, chorou sobre ela, dizendo: Ah! Se tu conhecesses também, ao menos neste teu dia, o que à tua paz pertence! Mas, agora, isso está encoberto aos teus olhos. Porque dias virão sobre ti, em que os teus inimigos te cercarão de trincheiras, e te sitiarão, e te estreitarão de todas as bandas, e te derribarão, a ti e a teus filhos que dentro de ti estiverem, e não deixarão em ti pedra sobre pedra, pois que não conheceste o tempo da tua visitação.”


INTRODUÇÃO


Antes que as pedras clamem, clamemos nós; antes que as pedras chorem pelas almas, choremos nós; antes que Deus nos desqualifique para o que por Jesus fomos designados, façamos alguma coisa. O mundo nos espera, as nações contam com o nosso apoio; e da parte de Deus, a pergunta: “A quem enviarei, e quem há de ir por nós?” (Is 6:8).


A RESPONSABILIDADE DE CADA CRENTE EM CRISTO


Diante do Tribunal de Cristo não haverá necessidade de darmos explicação da nossa falta de tempo, das nossas preocupações, dos nossos pontos de vistas, porque, sem necessidade de computador ou de qualquer outro sistema de armazenamento de dados, lá, o Senhor tem tudo a nosso respeito.


Somente compareceremos lá para sermos galardoados ou então salvos como alguém que escapou de um incêndio em sua casa, saindo de lá somente com a roupa do corpo. Por não ter feito nada para o crescimento do Reino de Deus - (Jo 4:36; 1Co 3:1-23; Ap 22:12). 
Todavia, todavia, se perante a esse Tribunal pudermos comparecer! Porque muitos e muitos não comparecerão lá, porque terão seu lugar preparado, por si e para si no indesejável lago de fogo: “Lançai, pois, o servo inútil nas trevas exteriores; ali, haverá pranto e ranger de dentes. E irão estes para o tormento eterno, mas os justos, para a vida eterna” - (Mt 25:30; 46).


ELE LEVOU SOBRE SI AS NOSSAS CULPAS


Deus fez tudo, por todos, ao ponto de enviar a Seu Filho Jesus para passar entre os homens as maiores agruras. Tendo sido ridicularizado como um “indigno miserável” no dia da festa em Jerusalém, quando aclamado, entre Ele e Barrabás; Ele teve como prêmio a crucificação! (Mt 27:26).


Agora, resta-nos, deixar de lado a radical defesa denominacional, a radical crítica de quem assim faz ou deixa de fazer. Eu particularmente considero isto pior do que o ateísmo.


DESVIO DE FUNÇÃO


Então, partamos para o trabalho, mas, lá fora onde os pecadores estão, e não ficarmos dentro de quatro paredes, defendendo teses e mais teses, pontos de vistas e mais pontos de vistas. Formando e resolvendo encrencas por falta de entendimento. Encrencas por acusação e encrencas por defesa. Muitas pessoas até mesmo incrédulas já perguntaram: Mas porque, pastor Jorge, tantas brigas?


A resposta é sempre a mesma: Brigas, por ingressarem na Igreja, mas, sem conversão, sem arrependimento e e compostura. Quando firmam sem aprenderem a lição de Jesus, não entram na linha dos que estão fazendo o trabalho correto. São obcecados para se envolverem com assuntos administrativos, mas, sem conversão jamais aprendem alguma coisa.


Normalmente os que se acertam preferem ficar cantando, pregando e ensinado a um grupinho de pessoas todas já suficientemente salvas, incorrendo porém, no perigo de serem lançadas nas trevas exteriores, por negligenciarem a recomendação divina: “Ide e pregai e Ide e Ensinai.”

Pr. Jorge Albertacci
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09

ESPÍRITO, ALMA E CORPO PRESERVADOS PARA DEUS! 
1Ts 5:23

Deus fez o homem conforme Sua imagem e semelhança Gn 1:28, para Sua glória, para Seu louvor. Para viver em harmonia com Ele, mas a primeira tentação foi o suficiente para fazê-lo pecar. Não somente Adão, mas, a esposa também.


1. O homem é a coroa da criação de Deus, para dominar sobre as demais.
2. Há os que pregam a dicotomia. Corpo e alma.
3. Porém a bíblia fala da tricotomia. Espírito, alma e corpo.
4. Dotado de espírito: Substância incorpórea. Centro de governo no homem.
5. Dotado de alma: Centro emocional, onde está o sentimento e a vontade. A alma está sempre com sede de alguma coisa. Mas principalmente de Deus.
6. Dotado de corpo: matéria orgânica, visível.


OS TEÓLOGOS SE TORCEM PARA ENTENDER, MAS NUNCA SAEM DA SUPERFÍCIE


1. Somente a Palavra do Senhor está apta para penetrar entre os três e discernir todos as coisas – Hb 4:12.
2. Há uma guerra travada entre a carne e o espírito – Gl 5:17.
3. As obras da carne: Gl 5:19-21.
4. Toda a alma que pecar, esta morrerá. Ez 18:4, 20 – Tg 5:20.
5. A alma não se satisfará plenamente com as obras da carne. Lc 12:13-21.
6. Pois que aproveita o homem ganha este mundo todo e perder sua alma? Mt 16:26. Mt 10:28.
7. Minha alma tem sede de Ti, ó Deus! Sl 42 – Sl 63:1 – Sl 143:6.
8. Nós, porém não somos daqueles que se retiram para a perdição, mas daqueles que crêem para a conservação da alma. Hb 10:39.


UMA REALIDADE DURA!


Haverá um dia em que seus filhos amados, cansados, (não generalizando) fará uma oração nestes termos: “Ó Deus, faça a Tua vontade Senhor, na vida do Papai ou da Mamãe, para que eles descansem em paz!” Seus netos também orarão: Ó Deus alivia o sofrimento do Vovô ou da Vovó. Não generalizando, é claro, mas, é o que realmente acontece. Apeguemo-nos a Jesus, integralmente, sem reservas. Ele precisa de nós. Foi para isto que fomos criados. Ele convida a todos os cansados e oprimidos! Vinde a Mim! O mais solene convite é o que vem de DEUS!

Jorge Albertacci Alcenir Albertacci
 
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10
 
RECOMENDAÇÕES QUE COMPENSA OBSERVÁ-LAS

- Vede que ninguém dê a outrem mal por mal, mas segui, sempre, o bem, tanto uns para com os outros como para com todos. Regozijai-vos sempre. Orai sem cessar - 1Ts 5:15-23.

PRÉ-REQUISITOS PARA NOSSO DIA A DIA

- Não extingais o Espírito. Não desprezeis as profecias. Examinai tudo. Retende o bem. Abstende-vos de toda aparência do mal. E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; E TODO O VOSSO ESPÍRITO, E ALMA, E CORPO SEJAM PLENAMENTE CONSERVADOS IRREPREENSÍVEIS PARA A VINDA DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO.

NUNCA ESQUECER DE BUSCAR O SENHOR


- Buscai ao SENHOR enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto - Isaías 55:6. - Mas buscai primeiro o Reino de Deus, e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas - Mateus 6:33. - Porque toda carne é como erva, e toda a glória do homem, como a flor da erva. Secou-se a erva, e caiu a sua flor; mas a palavra do Senhor permanece para sempre. E esta é a palavra que entre vós foi evangelizada - 1 Pedro 1:24-25).


Nestas passagens supracitadas, aprendemos como devemos amar as pessoas, todas elas; amigas, ou não. Fazendo sempre o bem a todas elas e nunca o mal, ainda que em nosso entendimento algumas delas nos prejudicaram, é nosso dever fazer sempre o bem. Fazendo tudo isto com alegria no coração e na alma. Sendo grato a Deus por todas as coisas, observando ser esta a vontade do Senhor Jesus. 


Vigiando sempre afim de não entristecermos àquele que nos selou com a promessa no Pentecostes, o Espírito Santo, que trouxe junto os dons espirituais, enriquecendo assim a Igreja do Senhor.  Colocando no coração de cada um a sensibilidade e a capacidade de discernir o que é bom e o que não é. Dando-nos a capacidade para nos afastar até mesmo daquelas coisas que simplesmente se assemelham ao que é mau. É sério!


A Palavra nos mostra o quanto são frágeis as riquezas que juntamos aqui na terra. Onde as traças e a ferrugem destroem e os ladrões arrombam e roubam (Mt 6.19). Estimulando-nos a buscar somente no Senhor, e nunca fora dele, pois a vida é tão curta que não compensa valorizá-la tanto em detrimento da futura no céu com Jesus. Jesus também disse: “Onde estiver o teu tesouro, aí estará o teu coração” (Mt 6.21). Em seguida ele mencionou o exemplo dos passarinhos e das flores do campo: é Deus quem cuida deles. Se o Senhor cuida das flores e dos pássaros, quanto mais dos seus filhos amados.


VALORES ETERNOS

 
1. A Palavra de Deus falada (Verbo)
2. A Palavra Viva (Jesus)
3. A Palavra de Deus escrita (Bíblia)
4. O Nome de Jesus (Sobre todas as coisas)
5. A Misericórdia de Deus
6. A Justiça de Deus
7. A Glória de Deus
8. A Aliança de Deus
9. Os Filhos de Deus
10. A Graça de Deus
11. O Sacrifício vicário de Cristo
12. Nossa salvação
13. O Arrebatamento da Igreja 
14. A instituição Família 
15. A eternidade com Jesus 
16. Nossa Comunhão com Deus e com a Igreja.

Com elevado apreço a todos os meus irmãos
Pr. Jorge Albertacci
Volta Redonda – Rio – 16-06-2014
 
 
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O PERIGO DA SECULARIZAÇÃO DA IGREJA

Os apóstolos trabalhavam em prol do Reino de Deus, vidas eram salvas, milagres aconteciam, os crentes viviam em unidade e o nome do Senhor era glorificado. Porém, os crentes sofriam terrível perseguição. À medida que a Igreja foi se aproximado do Estado e passou a experimentar um novo relacionamento com o imperador, houve mudanças. Com o tempo o mundanismo e o paganismo passaram a se infiltrar no meio dos crentes. A Igreja se secularizou, abandonando os princípios do Evangelho de Cristo. Foram tempos de trevas espirituais. Mas, o Cristo que deu a sua vida em favor da Igreja não permitiria que ela ficasse dessa forma. Então, o Senhor levantou um monge chamado Martinho Lutero para fazer uma reforma e resgatar a Igreja dos erros e da apostasia que de forma tão sutil havia solapado às bases clerical.
 
A NECESSIDADE DA REFORMA NA IGREJA
 
1. A IGREJA NOS PRIMEIROS SÉCULOS. Nos primeiros três séculos da era cristã, enquanto a igreja não tinha vínculos com o Estado, e mantinha sua independência, foi perseguida, rechaçada e alvo de muitas críticas. Nessa época, ela lutou internamente contra diversas heresias e sistematizou uma série de doutrinas.
 
 
2. OS SÉCULOS ATÉ A IDADE MÉDIA. Na medida em que Estado e Igreja foram se aproximando, houve mudanças que fizeram com que a igreja abandonasse a doutrina dos apóstolos. Os ensinos de Jesus e a fé genuína em Deus e no Salvador foram deixados de lado.
 
 
2. OS AVANÇOS. Tivemos avanços nesse período inicial de bonança, em que a Igreja não era mais perseguida e seus verdadeiros membros não eram mais mal vistos pela sociedade. Jerônimo completou a tradução da Bíblia para o latim, e muitas pessoas passaram a professar a fé cristã. Mas a aproximação entre Igreja e Estado cobrou seu preço: bispos trocavam acusações para conseguirem um o lugar do outro, governantes passaram a ter influência na escolha de líderes cristãos, e promoveu-se a adoração a ídolos. Muitos cristãos adotaram uma postura de viver uma vida sem luxo, aplicando-se à castidade e às orações em lugares isolados, por causa da forma com que a Igreja permitiu-se participar de prazeres mundanos e ter adotado uma visão mais secularizada.

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 Jorge Albertacci

Pastor Emérito da Assembleia de Deus
Retiro - Volta Redonda - RJ
 
Subsidio Lições Bíblicas 
EBD/CPAD 
1º Trimestre de 2017
 
 
 
 
 
 

 
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