O Semeador a Semente e o Solo - A Pegagogia de Jesus - Estudos Bíblicos

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O Semeador a Semente e o Solo - A Pegagogia de Jesus

Evangelismo e Missões
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A PARÁBOLA DO SEMEADOR
 
"Ouvi: eis que o semeador saiu a semear"
 
  Mateus 13:1-23 – Marcos 4:1-9 – Lucas 8:5-15

ESBOÇO
 
1. A Palavra disseminada: = semeada = espalhada por muitas partes.
 
a) Mc 4:3 – Ouvi: eis que o semeador saiu a semear – Mt 13:14.
b) A Palavra não está presa 2Tm 2:9 – a Palavra é viva e eficaz – Hb 4:12.
c) A Palavra corre velozmente – Sl 147:15.
 
2. A Palavra rejeitada: = deixada de lado – tirada de si = lançada fora – não aceita.
a) Mc 4:4 – E semeando uma parte da semente caiu a beira do caminho, vieram as aves do céu.
 
3. A Palavra inculta: = sem cultivo – onde não se capina – onde a terra não é lavrada – onde a plantação é impraticável.
a) Mc 4:5-6 – e outra caiu sobre pedregais, onde não havia muita terra.  Escassas entre as pedras – sem nutriente – sem água
b) A Palavra do Senhor era mui rara – 1Sm 3:1.
 
4. A Palavra sufocada = impedir a respiração = abafar = matar por asfixia – impedir se manifestar.
a) Mc 4:7 – Entre espinhos.
 
5. A Palavra ouvida = escutar – percebida – obedecida. .
a) Mc 4:8 – produziu a base de 30, 60 e 100 por 1.
b) Is 40:8-9 – seca-se a erva e caem as flores, mas a Palavra do nosso Deus subsiste para sempre, tu anunciador de boas novas.
 
-   Os que estão juntos do caminho – Mc 4:8.
-   Os que estão junto dos pedregais – Mc 4: 16-17.
-   Entre os espinhos – Mc 4:18-19.
-   Boa terra – Mc 4:20
 
ENTENDENDO A PARÁBOLA
 
O Semeador (13.3-23) Sentado no barco, Jesus falou ao povo muitas coisas por parábolas (3). Esta palavra vem do grego parabole, que significa algo “lançado de lado”. O termo é usado somente nos Evangelhos Sinóticos (Mateus, 17 vezes; Marcos, 13 vezes; Lucas, 18 vezes) e duas vezes em Hebreus (9.9; 11.19), onde é traduzida como “alegoria” ou “figura”. Arndt e Gingrich, afirmam exatamente o que ela significa: “Uma parábola é um curto discurso que faz uma comparação; ela expressa um único pensamento completo.”

1. O que vem a seguir é uma definição interessante: “Sendo o mais simples, a parábola é uma metáfora ou símile tirada da natureza ou da vida comum, atraindo o ouvinte por sua vivacidade ou estranheza, e deixando a mente com dúvida suficiente sobre a sua exata aplicação, a ponto de provocá-la a ter um pensamento ativo.”

2. Uma vez que os orientais são naturalmente dados ao uso de linguagem alegórica, não é de se surpreender que várias parábolas devam ser encontradas no Antigo Testamento, bem como nos escritos judaicos posteriores. Mas Jesus fez o uso mais eficaz desse método de ensino. Para ser válida e vigorosa, uma parábola deve ser verdadeira para a vida. Conseqüentemente, “Jesus é Mestre da parábola porque Ele é Mestre da vida.”

3. Somente Aquele que conhecia a vida perfeitamente poderia interpretá-la completamente. Uma parábola tem sido definida como “uma história terrena com um significado celestial”. Os primeiros escritores cristãos, como Orígenes, deram interpretações alegóricas extremas às parábolas de Jesus, embora Tertuliano e Crisóstomo tenham sido contra isso. Este último diz em seu comentário grego sobre Mateus: “E, como estou sempre dizendo, as parábolas não devem ser explicadas em toda a sua extensão, palavra por palavra, uma vez que muitos absurdos se seguirão,” 

4. A maioria dos estudiosos tem aceitado a opinião de que a parábola tinha a intenção de ensinar somente um ponto, e que interpretar alegoricamente vários detalhes deve ser evitado. M’Neile, porém, sabiamente adverte que devemos nos guardar contra “a recusa de admitir a possibilidade de que mais de um único ponto possa ser ilustrado em uma parábola.”

5. Ele diz: “Quando mais de uma verdade é ilustrada, a figura se aproxima de uma alegoria e não é sempre certo quais detalhes são usados para ilustrar algo, e quais são meramente parte da estrutura cênica.” 

6. Isso acontece de tal forma que a primeira parábola neste capítulo prova a inadequabilidade da teoria de “um único ponto”. Pois Jesus mesmo prosseguiu em dar uma interpretação alegórica de vários itens na parábola do joio, bem como brevemente no caso da parábola da rede. Portanto, três das sete parábolas aqui são tratadas alegoricamente pelo Mestre.

A Afirmação da Parábola (13.3-9): 

7. O quadro que Jesus pintou nesta parábola era muito familiar aos seus ouvintes. Mesmo hoje pode-se ver na Palestina um homem andando pelo campo, tirando a semente da sacola jogada sobre seu ombro, e espalhando-a por toda parte com largos movimentos de sua mão. Esta história é às vezes chamada de parábola das terras, uma vez que seu ponto principal é a comparação de quatro tipos diferentes de solo - ao pé do caminho (4), pedregais (5), entre espinhos (7) e em boa terra (8). A semente que caiu ao pé do caminho foi comida pelas aves. A que caiu em pedregais - solo raso em cima da rocha - brotou rapidamente, mas logo secou-se porque não tinha raiz. A semente que caiu entre espinhos (ou “cardos”) foi sufocada. A que caiu em boa terra produziu uma rica colheita. Jesus concluiu a sua história com uma admoestação: Quem tem ouvidos para ouvir, que ouça (9). A disposição para ouvir é o preço do aprendizado. Esta expressão ocorreu uma vez anteriormente em Mateus (11.15), e é encontrada outra vez na última parte deste capítulo (43). FONTE DE PESQUISA em Entendendo a Parábola: Comentário Bíblico Beacon,  - CPAD - Mateus pg. 99/100.

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Jorge Albertacci
E-mail - prjorgealbertacci@yahoo.com.br
Atualmente Pastor Emérito da Catedral das 
Assembleias de Deus do Retiro
Presidida desde 2008 pelo Pastor Pedro Gonçalves da Luz
Rua Engº Joaquim Cardozo, 448 - Retiro - 27281-360  
Volta Redonda - Rio de Janeiro
 
 
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