O Compromisso de Deus Com Nossas Palavras - Estudos Bíblicos

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O Compromisso de Deus Com Nossas Palavras

Pastorais
Deus tem compromisso em fazer cumprir as palavras de um servo fiel
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Marcos 11:22-24

“E Jesus, respondendo, disse-lhes: Tende fé em Deus,  porque em verdade vos digo que qualquer que disser a este monte: Ergue-te e lança-te no mar, e não duvidar em seu coração, mas crer que se fará aquilo que diz, tudo o que disser lhe será feito”
 
INTRODUÇÃO
 
Palavras, podem ser muito mais do que meras palavras, dependendo, entretanto de quem fala. Em alusão ao Dom de Profecia, por exemplo, entendemos que o próprio Deus tem compromisso com as palavras dos Seus santos em faze-las cumprir. Deus usa os lábios do servo fiel para transmitir Sua mensagem ao mundo. Deus sempre honra os Seus compromissos com Seus discípulos. Ele não deixa nenhum deles envergonhado. Deus prometeu estar sempre com quem o ama e ele cumpre Suas promessas. Deus tem compromisso com cada um de nós, e requer fidelidade em nosso compromisso com Ele também. Seu compromisso é com pessoas disciplinadas na oração (Lc 18:1), na meditação da palavra, na consagração, no enchimento do Espírito Santo (Ef 05:18), na comunhão com todos os nossos irmãos, por Ele comprados na cruz. (Rm 12:1-12).
 
COMENTÁRIO
 
Se alguém falar, fale segundo as palavras de Deus; se alguém administrar, administre segundo o poder que Deus dá, para que em tudo Deus seja glorificado por Jesus Cristo, a quem pertence a glória e o poder para todo o sempre. Amém! (1 Pedro 4:11). A vida do servo de Deus deve ser por inteiro entregue a Ele. Em qualquer ponto que o crente deixar seu ego realçar, suas palavras vão perdendo o efeito. Deus passa a não ter mais compromisso em fazer cumprir nada que sai da boca de um servo prepotente. E o apóstolo Pedro exorta os crentes neste sentido: Tanto o que fala, como o que administra, para que seja tudo para que o nome de Jesus seja glorificado.   Ou não sabeis que o nosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos? (1Co 6:19).
 
JESUS GLORIFICADO NAS ATITUDES DOS CRENTES
 
No raciocínio de Paulo, tudo na vida do servo de Deus, se não for para glória do Seu nome, nada tem valor algum. Pelo que recomenda: Conserva o modelo das sãs palavras que de mim tens ouvido, na fé e na caridade que há em Cristo Jesus. Traze estas coisas à memória, ordenando-lhes diante do Senhor que não tenham contendas de palavras, que para nada aproveitam e são para perversão dos ouvintes. (2Tm 1:13; 2:14). Não vos enganeis: as más conversações corrompem os bons costumes. (1Co 15:33).  Porque o nosso evangelho não foi a vós somente em palavras, mas também em poder, e no Espírito Santo, e em muita certeza, como bem sabeis quais fomos entre vós, por amor de vós. (1Ts 1:5).
 
Muitos pensam que a forma de  glorificar a Deus é com gritarias, contorções, pulos, danças, cair como via de regra, risadas generalizada, e outros modos nunca adotados pela Igreja Primitiva e nem por Jesus e Seus apóstolos. Com todas essas coisas feias que acontecem em muitas Igrejas na atualidade, os participantes dos cultos saem pelas ruas como incrédulos que nunca ouviram falar do evangelho que transforma.
 
O COMPROMISSO DE DEUS COM AS PALAVRAS DOS SEUS
 
A vossa palavra seja sempre agradável, temperada com sal, para que saibais como vos convém responder a cada um. (Cl 4:6).
 
Mas eu vos digo que de toda palavra ociosa que os homens disserem hão de dar conta no Dia do Juízo. Porque por tuas palavras serás justificado e por tuas palavras serás condenado.
 
Depois de ressuscitado Jesus apareceu para dois dos Seus discípulos que caminhavam para Emaús. Jesus aproximou-se deles, mas eles não o conheceram, todavia, a conversa entre os dois discípulos era somente sobre os acontecimentos daqueles dias, sobre Jesus. Jesus seguiu caminhando com eles até que Ele lhes disse: Que palavras são essas que, caminhando, trocais entre vós e por que estais tristes? (Lc 24:17). O Mestre participou da conversa dos dois servos, e se interessou por ela.
 
Aos primeiros discípulos comissionados para a evangelização ele fez a seguinte recomendação: E, se ninguém vos receber, nem escutar as vossas palavras, saindo daquela casa ou cidade, sacudi o pó dos vossos pés. (Mt 10:14).
 
As vossas palavras foram agressivas para mim, diz o SENHOR; mas vós dizeis: Que temos falado contra ti!? (Ml 3:13). Vós tendes dito: Inútil é servir a Deus; que nos aproveita termos cuidado em guardar os seus preceitos, e em andar de luto diante do Senhor dos Exércitos? (Ml 3:14). Como fazem as pessoas ingratas, o povo além de obedecer a doutrina do Senhor, inclusive, na contribuição com os dízimos, ainda de forma abusiva, pergunta: Que temos falado contra ti!? Deus não tem compromisso em fazer cumprir palavras de que procede desta maneira.

Enfadais ao SENHOR com vossas palavras; e ainda dizeis: Em que o enfadamos? Nisto, que dizeis: Qualquer que faz o mal passa por bom aos olhos do SENHOR, e desses é que ele se agrada; ou onde está o Deus do juízo? (Ml 2:17).
 
Porquanto tudo o que em trevas dissestes à luz será ouvido; e o que falastes ao ouvido no gabinete sobre os telhados será apregoado. (Lc 2:13).
 
Porque a Palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais penetrante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até à divisão da alma, e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração. (Hb 12:4). A Palavra do SENHOR não é nada morto, sem valor, mas ela é viva.
 
Portanto, consolai-vos uns aos outros com estas Palavras. Esta foi a recomendação do apóstolo Paulo aos crentes de Tessalônica, quando eles desprovido do conhecimento da vida eterna no céu, se desesperavam quando falecia alguns dos irmãos. Mas Deus confirma as palavras dos Seus filhos de lábios puros e elas servem de conforto para os desesperados também. (1Ts 4:18).
 
CONCLUSÃO
 
Na peregrinação do Egito para Canaã, o povo hebreu teve um grande prejuízo quando murmurando, coagiu Moisés pela falta de água. Na primeira vez que o povo reclamou por falta d’água, o Senhor mandou Moisés ferir a rocha e dela brotou água. Já agora, no deserto de Zim, diante da mesma reclamação, a orientação do Senhor a Moisés foi diferente: Falai à rocha perante os seus olhos e dará a sua água. (Nm 20:7-8).
 
O Senhor se incomoda com a maneira como procuramos fazer a Sua obra. Há hora de ferir a rocha e hora de falar a rocha. O Senhor é zeloso e exige que obedeçamos às Suas tecnologias. Há técnicas e métodos que não têm a aprovação do Senhor. Mesmo produzindo resultados, eles podem nos afastar da obediência que o Senhor requer. Ferir é uma coisa; falar é outra.

Porque povo santo és ao SENHOR, teu Deus; o SENHOR, teu Deus, te escolheu, para que lhe fosses o seu povo próprio, de todos os povos que sobre a terra . (Dt 7:6).
 
 
(1Pd 4:11; 2Tm 1:13-14; 1 Ts 1:5; Mt 12:36-37; Lc 24:17; Mt 10:14 ; Ml 3:13; Ml 2:17; Lc 12:3; 1 Ts 4:18; Cl 4:6; 1 Co 15:33; 11:22-23; Hb 4:12; Nm 20:7-8). 
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Jorge Albertacci
Pastor Emérito da Assembleia de Deus do Retiro
Rua Engenheiro Joaquim Cardozo, 448 - Retiro
Volta Redonda - RJ
 
 
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