Ir, ficar, ou não fazer nem uma coisa e nem outra? - Estudos Bíblicos

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Ir, ficar, ou não fazer nem uma coisa e nem outra?

Teologia do Obreiro
Lucas 24:49; Atos 1:5-8
 
INTRODUÇÃO
 
Sobre quais dois aspectos cresceu a Igreja Primitiva ao obedecer ao duplo imperativo de Cristo? RESPOSTA: Ide e Pregai e Ide e Ensinai.

1. Pregação, ato de proclamar em público, não necessariamente a um grupo fechado, a Palavra de Deus.

2. Ide e Ensinai = ide e fazei discípulos. Os professores das escolas seculares, podem ensinar, somente por dominar a matéria, muitos não vivem o que ensinam.

3. Os docentes do Evangelho além de ser necessário dominar a matéria que se propõe a ensinar (as quais eles sabem muito bem pois tiveram e têm o Espírito Santo com professor) precisam também de vivê-la.
 
PROCEDIMENTOS PARA IR

Entre a preparação do discípulo e o seu envio como obreiro ao campo ministerial, Cristo exige de cada um: - Ficai na Cidade - (Lucas 24:49: E eis que sobre vós envio a promessa de meu Pai; ficai, porém, na cidade de Jerusalém, até que do alto sejais revestidos de poder).
 
PORQUE DESTA EXIGÊNCIA FEITA PELO PRÓPRIO SENHOR?

Para ser enviado é necessário que o obreiro tenha demonstrado compromisso com a Igreja local, a saber:

a) Ele deve ter experiência no cuidado com os toalhetes da Igreja, mesmo se para isto não tenha sido escalado;

b) Ele deve ter mostrado cuidado com o zelo do local de reuniões da Igreja, mesmo que para isto não tenha sido escalado;

c) Ele deve além de ter demostrado interesse, ter produzido frutos na evangelização;

d) Ele deve ter experiência com pontos de pregação, congregações, culto nos lares e ao ar livre;

e) Deve ter sido um aluno frequente da Escola Dominical, dos cultos de doutrina, de Santa Ceia e de oração;

f) Enfim, antes de ir, ele deve compreender todas as necessidades da Igreja onde congrega, inclusive, promovendo meios de aplicar a assistência social aos necessitados;

g) Para estar preparado, ele precisa falar pelo menos 80% da língua do seu pastor, e nas partes administrativas da Igreja, bem como nos assuntos ministeriais, nada menos do que 100% - Há um adágio que diz que toda unanimidade é burra, mas, em se tratando das coisas atinentes ao Reino de Deus, tem que ser unanimidade: Uma só fé, um só batismo, um só Senhor, um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, e por todos, e em todos. Se somos membros do mesmo corpo, poderia a orelha se desentender com o nariz, ou mesmo com a outra orelha? Claro que não. Logo, na Igreja do Senhor, a coerência deve de ser de 100% sim. Por este motivo é que na Igreja local existe, além do lado espiritual propriamente dito: os atos regimentais, como estatuto e regimento interno – pastor presidente, diretoria, ministério e as assembleias gerais (AGO e AGE) – sendo a assembleia geral o órgão máximo da Igreja como ente associativo.
 
Toda esta forma de administração da Igreja do Senhor, existe, para que haja liberalidade entre seus membros, como nos diz a Palavra do Senhor nas palavras de Paulo em 2 Coríntios 9:13:  “...visto como, na prova desta administração, glorificam a Deus pela submissão que confessais quanto ao evangelho de Cristo, e pela liberalidade de vossos dons para com eles e para com todos...” e ainda em sua carta aos Romanos 12:8:  “...ou o que exorta, use esse dom em exortar; o que reparte, faça-o com liberalidade; o que preside, com cuidado; o que exercita misericórdia, com alegria...” Sendo que em nada a Bíblia Sagrada pode ser sobreposta, tendo em vista, ela ser a irreformável Constituição da Igreja do Senhor.
 
h. É lamentável, mas, no atual sistema eclesiástico, muitos não vão e nem ficam, e pior, não ficam nem mesmo “encima do muro”. São aqueles que vivem sob uma hesitação horrível, aguardando o Senhor lhe mostrar o que e onde fazer a obra. Estes, na Igreja local, não são capazes de retirar um papel de bala-doce de cima do banco onde um visitante vai sentar. Mas, é capaz de ficar mostrando aquele papelzinho para todos os irmãos em forma de criticá-los.
 
CONCLUSÃO

Deixar de atender a ordem divina, configura desobediência. Todavia é bom ressaltar que conforme já anotei acima, para atender a este mandado do Senhor, não pode haver precipitação. Ir quando se devia ficar, não é menos perigoso do que ficar quando se deveria ter ido. Veja alguns exemplos interessantes a seguir:

Davi ficou quando deveria ter ido à guerra - resultado pecou (2Sm 11:1-4). Além de cometer um adultério, ainda cometeu um homicídio, ficando permanentemente com a espada do Senhor sobre sua casa, que a partir de então se tornou praticamente um vale de sangue (2Sm 12:10): – Jonadabe aninhou entre seus filhos (2Sm 13:13); – Amnom violentou sua irmã Tamar (2Sm 13:10); – Absalão mata Amnom (2Sm 13:28-29); - Absalão conspira contra o próprio pai, Davi, e na guerra acaba morrendo acidentalmente (2Sm 13:13-37-15:12). Todos os envolvidos nesse episódio sangrento eram filhos do rei Davi, que ficou, quando deveria ter ido, menos Jonadabe que era seu sobrinho.
 
Outro caso foi o de Aimaás que partiu quando deveria ter ficado – Veja em 2Sm 18:29.

Da mesma sorte, das mais de 500 pessoas que haviam estado com Jesus, apenas aproximadamente 120 estavam no cenáculo e foram cheias (Atos 1:15; 1Coríntios 15:6). Observe que mais de 500 pessoas receberam a orientação do Senhor mais infelizmente a palavra nos mostra que somente 120 delas obedeceram à ordem, e permaneceram na cidade. O que estariam fazendo as outras 380 em um momento de muita oração?
 
Embora entendemos que, nesse tempo os crentes frequentavam o Templo, a sinagoga e o cenáculo, mas, o cenáculo era um lugar de maior privacidade para eles, já que em seus pensamentos, divergiam de seus irmãos hebreus, quanto ao Messias (1 Co 15:15). O certo é que a Bíblia relata somente os 120 que estavam no cenáculo e que foram revestidos do poder do alto.
 
Pr. Jorge Albertacci


17/10/2014
Volta Redonda – Rio de Janeiro
Igreja Evangélica Assembleia de Deus em Volta Redonda
 
 
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