A perfeita harmonia do Espírito Santo na repartição dos dons - Estudos Bíblicos

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A perfeita harmonia do Espírito Santo na repartição dos dons

Teologia do Obreiro
      Efésios 4:1-16
 
1. APÓSTOLOS: 

      Embaixador - Mensageiro - Enviado Extraordinário - Pessoa que representa a outra pessoa que a envia.
 
2. PROFETAS: 

      Dom do Espírito Santo para a Igreja, com a finalidade de proporcionar edificação - consolação – exortação entre os santos do Senhor.
 
3. EVANGELISTAS:
 
      Mensageiro de Boas Novas, o evangelista desempenha a obra de um missionário, levando o evangelho a lugares onde é ainda desconhecido. Bem como, nas regiões limítrofes do campo ministerial da Igreja Local a que pertence. Evangelista é um ministério lindo e maravilhoso – na Igreja Local ele pode exercer as funções pastorais – em outros campos de trabalho, ele pode ser pregador itinerante! Da mesma forma que os Apóstolos, Pastores e Mestres os Evangelistas são pessoas enviadas à Igreja Local para o seu crescimento, edificação, constância e firmeza. 

      A Igreja Local deve ter sempre à disposição os recursos necessários para o sustento dos seus Evangelistas, afim de que os mesmos não precisam cobrar para pregar em Igrejas lotadas de membros extremamente evangelizados. Entre  todos os Dons mencionados no texto bíblico abaixo, somente para o Ministério Evangelístico existe um apelo do próprio Senhor Jesus para o envio de mais trabalhadores: Então, disse aos seus discípulos: A seara é realmente grande, mas poucos os ceifeiros. Rogai, pois, ao Senhor da seara, que mande ceifeiros para a sua seara. (Mateus 9:37-38).

    Quando estudamos Efésios 4:11-16 notamos que tudo indica que Paulo, quando escreveu estas palavras, tinha em mente a lista dos ministérios relacionados em 1Coríntios 12:28. Esta passagem de Coríntio compreende uma lista mais longa dons espirituais (charismata). Mas nesta passagem, Paulo está interessado em apresentar os ofícios necessários para a expansão e sustento da Igreja. Cristo deu à Igreja os apóstolos: os ministros supremos, os doze que haviam visto Ele ressurreto e recebido suas tarefas diretamente dele. 

      Os profetas têm posição próxima a dos apóstolos, e o seu dom especial era o de ministério inspirado. Foulkes, afirma que a função primária dos profetas era similar a dos profetas do Antigo Testamento: “anunciar” a palavra de Deus. Porém, ocasionalmente, sob a inspiração do Espírito Santo, prediziam acontecimentos futuros, como em Atos 11:28 e 21:9,11. 

      Os evangelistas eram pregadores itinerantes, que iam de lugar em lugar para ganhar os incrédulos para Cristo (2 Tm 4:5). Há intérpretes que sugerem que as primeiras três categorias se aplicam à Igreja universal, ao passo que as outras duas se ajustam especificamente à Igreja Local. 

      Pastores, são pastores de um rebanho; a palavra grega (poimen) empregada aqui significa, literalmente, “pastor de ovelhas”. A tarefa dos pastores é alimentar o rebanho e protegê-lo dos perigos espirituais. 

      Doutores pode ser uma outra função do pastor. Bruce, afirma que estes dois termos “denotam a mesma e uma única classe de homens”. Contudo, pode ser que os doutores representem uma classe de responsabilidade um tanto quanto menor que os pastores, mas que, mesmo assim, detêm lugar especial na Igreja. Os cinco ministérios listados em Efésios 4:11 são concedidos pelo Espírito e dados por Cristo à sua Igreja. 

      Face ao exposto, pastor é aquele que permanece no aprisco, cuidando do rebanho, observando o estado de cada uma das ovelhas, conforme recomenda a palavra de Deus em Provérbios 27:23. Não generalizando, quando o pastor está exercendo ministério itinerante, ele está sendo Evangelista. Cada peça em seu lugar se encaixa melhor. Não foi sem motivo que Paulo classificou em cinco os dons ministeriais (Ef 4:11).
 
4. PASTORES E DOUTORES: 

      Homens que apascentam as ovelhas. Na alimentação, saúde, adestramento, proteção, local para dormir, agasalho, nos procesos da procriação - enfim, os pastores e os doutores cuidavam das olhevas em todas as suas necessidade.
 
FINALIDADES DOS MINISTÉRIOS
 
a) - para o aperfeiçoamento dos santos - V12;
b) - Para a edificação do Corpo de Cristo que é  a Igreja - V12;
c) Para promover a unidade da fé - V13;
d) Para fazer conhecido o nome de Jesus -  V13;
e) - Para promover a maturidade espiritual – 14;
f) - Para promover a firmeza nos crentes - V14; 
g) - Para que o corpo cresça sem anomalias.
 
RESUMO
 
      Ora há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo, e há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo, e há diversidade de operações, mas é o mesmo Deus que opera em tudo e em todos - 1Co 12:4-6.
Se há diversidade de dons é porque há diversidades de funções e atividades. Todos são concedidos pelo Espírito Santo do Senhor para serem aplicados às necessidades atinentes. Porventura pode uma pessoa cuidar de um rebanho sem saber o que o animal come, ou, pode comer. Para cobrir a urgente necessidade que surgiu na Igreja em Jerusalém, os apóstolos tiveram que separar sete homens para a função de diáconos, para que assim, os mesmos pudessem empregar o tempo integral na pregação da palavra (Atos 6:1-6).
 
      Foi assim que surgiu o ofício cristão do diaconato. A falta destes provocou uma certa murmuração entre os crentes, porque as funções atinentes ao cargo ficaram por fazer. O recurso para os apóstolos foi, imediatamente separar “Sete homens de boa reputação, cheios do Espírito e de sabedoria”. Estes homens foram separados para auxiliar os apóstolos. A decisão agradou a igreja. Após a imposição das mãos saíram eles para cumprir sua função. O resultado foi que eles desempenharam com desvelo o ministério para o qual foram chamados considerando os resultados que se seguiram: “crescia a palavra de Deus e, em Jerusalém, se multiplicava o número dos discípulos, também muitíssimos sacerdotes obedeciam a fé.” (Atos 6:7).
 
 
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